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A origem do capim elefante e fórmula correta de adubação

De origem da África, o capim elefante apresenta uma grande variabilidade genética, com características variáveis de rendimento, fotoperíodo, perfilhamento, relação colmo/folha e qualidade como forragem. A seleção de variedades de alto rendimento e qualidade tem sido o principal objetivo dos estudos com essa cultura. 

Por ser uma espécie de rápido crescimento e de alta produção de biomassa vegetal, o capim elefante apresenta um alto potencial para uso como fonte alternativa de energia. Além disso, deve-se destacar que o capim elefante, por apresentar um sistema radicular bem desenvolvido, poderia contribuir de forma eficiente para aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo, ou o seqüestro de C (carbono) no solo.

           Adubação do Capim Elefante
               
Um dos segredos do sucesso dessa tecnologia está no uso correto dos fertilizantes ao longo dos anos de utilização da pastagem. Qualquer descuido nas quantidades recomendadas dos fertilizantes poderá comprometer a produtividade da pastagem, levando-a a um processo quase irreversível de degradação.

Em geral, são recomendados, anualmente, 1.000 kg/ha/ano da fórmula 20-05-20, nos sistemas onde não há irrigação. Quando a irrigação é utilizada, recomenda-se aplicar mais 100 kg/ha/ano de nitrogênio. Entretanto, para que se consiga racionalizar a quantidade de adubo a ser aplicada, recomenda-se fazer a amostragem do solo. Esta deverá ser feita entre os meses de abril e maio.

A quantidade de adubo recomendada deverá ser parcelada em três aplicações anuais, no início, meio e fim do período chuvoso nos sistemas não-irrigados e em seis aplicações nos sistemas irrigados.

Observações:

1. Se não se dispuser desta formulação, preparar uma mistura com 200 kg/ha de N, 50 kg/ha de P2O5, e 200 kg/ha de K2O.
2. As quantidades de P2O5 e K2O poderão ser reduzidas se as concentrações de P e K na solução do solo estiverem acima do nível crítico. Para isto, é importante a assistência de um técnico que tenha conhecimento sobre o assunto.

MT: 82% ainda utilizam ordenha manual e 18% mecânica

Entre os produtores que produzem até 50 litros de leite/dia, apenas 4% fizeram uso desta tecnologia. Dos que produzem de 200 a 500 litros/dia, 90% usaram a tecnologia e aqueles que têm produção acima de 500 litros/dia utilizam 100% da ordenha mecânica. 

As dificuldades referentes à qualidade e quantidade de mão-de-obra impulsionaram os produtores a mecanizar suas ordenhas. 

Outro desafio que a pesquisa apontou para a bacia leiteira de Mato Grosso foi a necessidade de aumentar a ação da assistência técnica aos produtores, visto que 83% dos entrevistados não a receberam em 2011. O presidente da Aproleite/MT considera o Diagnóstico uma ferramenta estratégica que auxiliará o planejamento da Associação para contribuir com o desenvolvimento da cadeia leiteira.

Outra característica importante é que boa parte dos produtores tem em média 50 anos de idade, escolaridade de 4,66 anos e 14,7 anos de tempo de profissão. A administração e a mão-de-obra da propriedade continuam sendo familiares, mas apenas 40% dos filhos querem permanecer na atividade. “É por isso que temos que nos focar na qualificação do produtor rural, incentivar para que os filhos destes produtores permaneçam na atividade e fazer com que o governo federal invista nesta cadeia”, afirma o presidente da Famato, Rui Prado. 

Os resultados mostraram também que a grande maioria dos produtores não adota as práticas agronômicas recomendadas, como calagem, correção da fertilidade, adubação de cobertura e uso de defensivos. Porém, para seguir estas práticas, somente a reforma de pastagem custaria pelo menos 50% a mais do custo de produção. “Isso demonstra a importância de se facilitar o acesso ao crédito para investimentos e o desenvolvimento de políticas públicas para estimular o setor”, observou o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite/MT), Alessandro Casado. 

Mato Grosso possui 20,9 mil propriedades leiteiras, que produzem em média 92,6 litros de leite por dia.