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MT: 82% ainda utilizam ordenha manual e 18% mecânica

Entre os produtores que produzem até 50 litros de leite/dia, apenas 4% fizeram uso desta tecnologia. Dos que produzem de 200 a 500 litros/dia, 90% usaram a tecnologia e aqueles que têm produção acima de 500 litros/dia utilizam 100% da ordenha mecânica. 

As dificuldades referentes à qualidade e quantidade de mão-de-obra impulsionaram os produtores a mecanizar suas ordenhas. 

Outro desafio que a pesquisa apontou para a bacia leiteira de Mato Grosso foi a necessidade de aumentar a ação da assistência técnica aos produtores, visto que 83% dos entrevistados não a receberam em 2011. O presidente da Aproleite/MT considera o Diagnóstico uma ferramenta estratégica que auxiliará o planejamento da Associação para contribuir com o desenvolvimento da cadeia leiteira.

Outra característica importante é que boa parte dos produtores tem em média 50 anos de idade, escolaridade de 4,66 anos e 14,7 anos de tempo de profissão. A administração e a mão-de-obra da propriedade continuam sendo familiares, mas apenas 40% dos filhos querem permanecer na atividade. “É por isso que temos que nos focar na qualificação do produtor rural, incentivar para que os filhos destes produtores permaneçam na atividade e fazer com que o governo federal invista nesta cadeia”, afirma o presidente da Famato, Rui Prado. 

Os resultados mostraram também que a grande maioria dos produtores não adota as práticas agronômicas recomendadas, como calagem, correção da fertilidade, adubação de cobertura e uso de defensivos. Porém, para seguir estas práticas, somente a reforma de pastagem custaria pelo menos 50% a mais do custo de produção. “Isso demonstra a importância de se facilitar o acesso ao crédito para investimentos e o desenvolvimento de políticas públicas para estimular o setor”, observou o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite/MT), Alessandro Casado. 

Mato Grosso possui 20,9 mil propriedades leiteiras, que produzem em média 92,6 litros de leite por dia.

Pesquisadora da Empaer realiza o plantio de arroz em Sinop com inovação tecnológica

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios.
A doutora em fertilidade do solo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Luiza Perez Villar, começa nesta terça-feira (13.12), no campo experimental da Empresa, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), o plantio de arroz de terras altas com a bactéria Azospirillum, que fixa o nitrogênio do ar e repassa para a planta.

O projeto de desenvolvimento de tecnologia para a cadeia produtiva do arroz iniciado em 2010 terá resultados com a bactéria em abril de 2012, quando ocorrerá a colheita.

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. A bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental. A bactéria penetra na raiz da planta, associa-se com várias gramíneas tais como, milho, trigo, sorgo e outras, multiplica bem quando A fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral. Isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.

O Projeto de pesquisa está trabalhando na qualidade do arroz produzido e que atendam as normas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a produção de grãos tipo 1, considerado o melhor arroz para mesa. Novas variedades mais produtivas estão sendo desenvolvidas com material genético resistente à praga, doença e baixa fertilidade do solo. Conforme Villar, o projeto já apresenta bons resultados com a difusão de novas cultivares de arroz, melhoria na qualidade dos grãos, produtividade e redução no custo de produção

O trabalho de pesquisa é financiado pela Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades, instituições de pesquisas, organizações e empresas ligadas a cadeia produtiva do arroz. “Uma das inovações no plantio de arroz de terras altas é o teste que está sendo realizado com a bactéria Azospirillum”, destaca Maria Luiza.