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Coamo distribui R$160 milhões em sobras aos cooperados

Em assembleia realizada ontem, os cooperados da Coamo aprovaram as contas do Conselho de Administração e anunciaram a distribuição de mais de R$ 160 milhões em sobras que começam a ser pagas a partir desta segunda-feira em todas as unidades da cooperativa.

Em 2011, o faturamento ficou em 5,96 bilhões, o que representou um crescimento de 25% em relação a 2010.

Hoje a cooperativa está espalhada por 63 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Nas 115 unidades foram entregues uma produção de 5,65 milhões de toneladas, equivalente a 3,5% da produção nacional de grãos e fibras.

O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor-presidente da Coamo explicou que o ano de 2011 foi especial. “Ele pode ser considerado um marco na história da Coamo, que registrou um sólido desempenho econômico-financeiro com receitas globais de R$ 5,97 bilhões.”

O montante de R$ 161 milhões em sobras é referente ao exercício de 2011 e será entregue de acordo com a movimentação de cada associado na cooperativa. “Os bons resultados alcançados pela Coamo neste ano são frutos da confiança e apoio dos nossos associados e do comprometimento, esforço e profissionalismo dos nossos funcionários, que juntos possibilitaram o recebimento de uma grande safra e o fornecimento dos insumos necessários, culminando em um dos melhores desempenhos econômico e financeiro de nossa cooperativa”, destaca Gallassini.

Para a diretoria, os resultados positivos também foram fruto das orientações quando a tecnologias e procedimentos operacionais para a produção responsável de alimentos repassadas pelos profissionais que disponibilizaram assistência técnica agronômica e veterinária. No ano passado, foram investidos mais de R$ 150 milhões para reduzir os custos e agregar valor à produção. Além disso, houve aumento da capacidade de recebimento e armazenagem de produtos agrícolas com a construção, ampliação e melhorias em diversas unidades.

Outro investimento foi no parque industrial, que foi responsável por 1,76 milhões de toneladas de soja, 49,61 mil toneladas de trigo, 2,04 mil toneladas de café beneficiado e 6,68 mil toneladas de algodão em pluma. Ao longo do ano também foram recolhidos R$ 284,34 milhões em impostos, taxas e contribuições sociais.

Pesquisadora da Empaer realiza o plantio de arroz em Sinop com inovação tecnológica

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios.
A doutora em fertilidade do solo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Luiza Perez Villar, começa nesta terça-feira (13.12), no campo experimental da Empresa, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), o plantio de arroz de terras altas com a bactéria Azospirillum, que fixa o nitrogênio do ar e repassa para a planta.

O projeto de desenvolvimento de tecnologia para a cadeia produtiva do arroz iniciado em 2010 terá resultados com a bactéria em abril de 2012, quando ocorrerá a colheita.

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. A bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental. A bactéria penetra na raiz da planta, associa-se com várias gramíneas tais como, milho, trigo, sorgo e outras, multiplica bem quando A fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral. Isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.

O Projeto de pesquisa está trabalhando na qualidade do arroz produzido e que atendam as normas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a produção de grãos tipo 1, considerado o melhor arroz para mesa. Novas variedades mais produtivas estão sendo desenvolvidas com material genético resistente à praga, doença e baixa fertilidade do solo. Conforme Villar, o projeto já apresenta bons resultados com a difusão de novas cultivares de arroz, melhoria na qualidade dos grãos, produtividade e redução no custo de produção

O trabalho de pesquisa é financiado pela Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades, instituições de pesquisas, organizações e empresas ligadas a cadeia produtiva do arroz. “Uma das inovações no plantio de arroz de terras altas é o teste que está sendo realizado com a bactéria Azospirillum”, destaca Maria Luiza.