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Produtores de uva atingidos por granizo pedem ajuda ao governo federal

Pelo menos dois mil produtores rurais foram afetados pela chuva de granizo que atingiu a Serra do Rio Grande do Sul na última quinta, dia 15. Somente em Flores da Cunha, 20% da safra de uva foram perdidos, com prejuízo de até R$ 15 milhões. Em Bento Gonçalves, cerca de 500 hectares foram afetados.

O balanço parcial foi apresentado neste domingo, dia 18, a um representante do Ministério da Agricultura. Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho, Carlos Raimundo Paviani, as próximas duas safras serão afetadas. Os produtores pedem ao governo que as dívidas sejam zeradas.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, informou que espera o relatório final dos prejuízos para que o governo federal possa anunciar uma forma de auxiliar os produtores.

O município de Caxias do Sul calcula prejuízos que chegam a R$ 25 milhões. Estima-se que 1,2 mil pessoas tenham sido afetadas, em cerca de 300 propriedades, pelo temporal. A Defesa Civil ainda finaliza o levantamento de estragos. Nesta sexta, a Comissão de Defesa Civil do Município sugeriu ao Poder Executivo que seja decretada situação de emergência. O relatório completo, que deve ficar pronto na próxima segunda, dia 19.

Pesquisadora da Empaer realiza o plantio de arroz em Sinop com inovação tecnológica

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios.
A doutora em fertilidade do solo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Luiza Perez Villar, começa nesta terça-feira (13.12), no campo experimental da Empresa, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), o plantio de arroz de terras altas com a bactéria Azospirillum, que fixa o nitrogênio do ar e repassa para a planta.

O projeto de desenvolvimento de tecnologia para a cadeia produtiva do arroz iniciado em 2010 terá resultados com a bactéria em abril de 2012, quando ocorrerá a colheita.

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. A bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental. A bactéria penetra na raiz da planta, associa-se com várias gramíneas tais como, milho, trigo, sorgo e outras, multiplica bem quando A fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral. Isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.

O Projeto de pesquisa está trabalhando na qualidade do arroz produzido e que atendam as normas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a produção de grãos tipo 1, considerado o melhor arroz para mesa. Novas variedades mais produtivas estão sendo desenvolvidas com material genético resistente à praga, doença e baixa fertilidade do solo. Conforme Villar, o projeto já apresenta bons resultados com a difusão de novas cultivares de arroz, melhoria na qualidade dos grãos, produtividade e redução no custo de produção

O trabalho de pesquisa é financiado pela Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades, instituições de pesquisas, organizações e empresas ligadas a cadeia produtiva do arroz. “Uma das inovações no plantio de arroz de terras altas é o teste que está sendo realizado com a bactéria Azospirillum”, destaca Maria Luiza.

Sergipe tem curso internacional sobre produção sustentável de coco

Esta acontecendo de 21 a 25 de novembro, Aracaju (SE)  o curso Produção Sustentável de Coco e Classificação de Frutas e Hortaliças. Estão presentes  técnicos agrícolas de 18 países como Paraguai, Angola, Honduras, Colômbia, Indonésia, Cuba, México e Venezuela.

O curso tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

O  curso aborda questões importantes como: produção integrada, variedades e híbridos, preparo de mudas e plantio, manejo e tratos culturais, nutrição e adubação, coleta de solo e folhas, morfologia e ecofisiologia, controle de pragas e doenças e aproveitamento dos co-produtos.

Na oportunidade os participantes poderão ainda visitar laboratórios da Embrapa Tabuleiros Costeiros que desenvolvem experimentos e análises que dão suporte às pesquisas brasileiras com a fruta.

Pesquisa aponta que o morango protege o estômago de danos do álcool

Pesquisadores italianos, sérvios e espanhóis confirmaram o efeito protetor dos morangos no estômago de um mamífero prejudicado pelo álcool, informou nesta segunda-feira a Universidade de Granada, que participou deste estudo.

Os cientistas forneceram etanol (álcool etílico) para cobaias de laboratório e comprovaram que a mucosa gástrica daquelas que previamente tinham comido extrato de morango sofria menos lesões.

A pesquisadora da Universidade de Barcelona (UB) e coautora do trabalho, Sara Tulipani, explicou que os efeitos positivos dos morangos são associados à capacidade antioxidante, que ativam as próprias enzimas e defesas do organismo.

As conclusões do trabalho mostram que uma dieta rica em morangos pode exercer um efeito benéfico na prevenção de doenças gástricas, de modo que esta fruta poderia atenuar a formação de úlceras estomacais em humanos.

A gastrite ou inflamação da mucosa do estômago, além de se relacionar com o consumo de álcool, também pode ser gerada por infecções e pela ação de remédios anti-inflamatórios não esteroides (como a aspirina).

“Nestes casos ingerir morangos durante ou depois da patologia poderia aliviar a lesão na mucosa gástrica”, sugeriu Maurizio Battino, coordenador do grupo de pesquisa da Universidade Politécnica da Marche (UNIVPM), na Itália.

A equipe detectou menos úlceras nos estômagos dos ratos que, antes de receber o álcool, tinham ingerido durante dez dias extrato de morangos (40 miligramas ao dia por quilo de peso).

Segundo Battino, o trabalho não foi desenvolvido para atenuar os efeitos de uma bebedeira, mas para encontrar moléculas protetoras da mucosa gástrica.

Além de cientistas da UNIVPM, da UB e de Granada, a pesquisa ainda contou com pesquisadores das universidades de Salamanca, na Espanha, e de Belgrado, na Sérvia.

Agricultor colhe pepino gigante de 38,92 quilos

O agricultor britânico Ian Neale colheu um pepino de 1,07 metro e 38,92 quilos. O pepino gigante deve entrar para o Guinness, livro dos recordes, como o maior do mundo. Neale exibiu o legume em uma feira em Shepton Mallet, na Inglaterra. 


Já não é a primeira vez que um agricultor colhe um pepino gigante. Recentemente um fazendeiro chinês ( veja  o pepino chinês de 70 quilos), colheu um impressionante pepino de 70 quilos. Segundo o ele única receita para se colher este pepino foi  água e adubo orgânico. 

O pepino é originário das regiões montanhosas da Índia e apropriado para o plantio em regiões tropicais e temperadas. Tem sido cultivado desde a Antiguidade na Ásia, África e Europa. Foi trazido para a América por Cristóvão Colombo.


 A espécie apresenta grande variação, entre os inúmeros cultivares, quanto a tamanho, forma, cor dos frutos, sabor e características vegetativas. O mercado dispõe, hoje, de cinco tipos de pepino: japonês, caipira, aodai (comum) e industrial (conserva).

A água do pepino ajuda no controle da temperatura do corpo e nos processos orgânicos, oferecendo nutrientes para as células e eliminando delas suas impurezas.

Comer algumas fatias de pepino antes de dormir e acordará sem dor e sem ressaca. Pepinos contém bastante Vitamina B e eletrólitos para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando ambos a ressaca e a dor de cabeça.

Silvicultura: Marco regulatório do eucalipto é discutido na Alba

A Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Adolfo Viana (PSDB), discutiu na sessão realizada nesta quarta-feira (5) a silvicultura na Bahia. A convite da comissão, a Associação Baiana de Base Florestal (ABAF) esclareceu sobre a expansão do plantio do eucalipto no estado e destacou o motivo do interesse de diversas empresas do segmento em explorar o solo baiano que oferece melhores condições de cultivo. 


A Bahia é o 4º estado em termos maciços florestais, com 658 mil hectares plantados. 10% de toda a área plantada no Brasil. 

Os dados fornecidos pela ABAF atestam ainda que o eucalipto representa 96% dos plantios em todo o território baiano, com 17% da produção de celulose no País (total de 2,3 milhões de toneladas) e o 2º no ranking dos maiores produtores brasileiros, atrás apenas de São Paulo. Conforme Spengler, a atividade é necessária, “mas como qualquer outra atividade econômica precisa de regras para desenvolver”, completou. 



Na Bahia, a produtividade do eucalipto chega a 63m³ número acima dos 43m³ atingidos em outras regiões. A ABAF ressaltou ainda que o papel produzido é proveniente de matrizes renováveis e não nativas, justificando que não há degradação ambiental. As condições climáticas, ciclo de crescimento também foram apresentados como justificativa do solo baiano ser o principal alvo de empresários do setor. Enquanto no resto do mundo é necessário esperar entre 20, 30 anos para ficar maduro, na Bahia em apenas 7 anos o eucalipto atinge a condição de corte.
Jornal da Midia