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Produtores de uva atingidos por granizo pedem ajuda ao governo federal

Pelo menos dois mil produtores rurais foram afetados pela chuva de granizo que atingiu a Serra do Rio Grande do Sul na última quinta, dia 15. Somente em Flores da Cunha, 20% da safra de uva foram perdidos, com prejuízo de até R$ 15 milhões. Em Bento Gonçalves, cerca de 500 hectares foram afetados.

O balanço parcial foi apresentado neste domingo, dia 18, a um representante do Ministério da Agricultura. Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho, Carlos Raimundo Paviani, as próximas duas safras serão afetadas. Os produtores pedem ao governo que as dívidas sejam zeradas.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, informou que espera o relatório final dos prejuízos para que o governo federal possa anunciar uma forma de auxiliar os produtores.

O município de Caxias do Sul calcula prejuízos que chegam a R$ 25 milhões. Estima-se que 1,2 mil pessoas tenham sido afetadas, em cerca de 300 propriedades, pelo temporal. A Defesa Civil ainda finaliza o levantamento de estragos. Nesta sexta, a Comissão de Defesa Civil do Município sugeriu ao Poder Executivo que seja decretada situação de emergência. O relatório completo, que deve ficar pronto na próxima segunda, dia 19.

Empresa vai produzir frutas em barras de produtos naturais

A partir do próximo ano vai poder comer fruta de uma forma mais prática, sem ter de se preocupar com a casca ou o caroço do alimento. A ideia de produzir fruta em barra surgiu da empresa portuguesa Nutrigreen e já conquistou prémios internacionais.

"O cada vez mais acelerado ritmo de vida combinado com a necessidade de consumir alimentos que são benéficos para o organismo levou à criação e pesquisa sobre comida que seja fácil de transportar, conservar e consumir", é assim que a Nutrigreen apresenta o seu produto inovador.
A empresa sediada em Torres Novas está a produzir barras de fruta, feitas a partir de produtos naturais convertidos em puré e adicionados a gelatina vegetal (algas), indica a Lusa.

A Nutrigreen está a desenvolver este produto há dois e vai finalmente apresentá-lo no mercado no próximo ano. Desta forma a empresa torna-se pioneira a nível mundial, título que, aliás, já foi reconhecido com um prémio de inovação. "Temos apresentado o nosso produto em feiras e a recetividade tem sido muito boa", disse a empresária. A feira alemã Anuga, o maior certame para o setor da alimentação a nível mundial, foi o evento que premiou a ideia. 

O produto vai destinar-se essencialmente ao mercado "healthy" e os principais consumidores vão ser as mulheres e crianças, explicou à Lusa Lídia Santos. "É um produto que tem, no máximo, 40 calorias, é fácil de transportar e pode ser consumido em qualquer lugar e entre refeições", notou.

Estas barras de fruta vão estar disponíveis no mercado em 2012, segundo contou a administradora da empresa, Lídia Santos. Os primeiros sabores disponíveis vão ser o de abacaxi, manga, tutti-fruti e abacaxi/coco. A fruta usada é essencialmente nacional (cerca de 80%) e importa apenas os abacaxis e as mangas.

O mercado internacional é uma das grandes apostas da empresa que pretende também vender em Portugal. Lídia Santos contou à Lusa que acredita que a restauração e grande distribuição, assim como as máquinas de venda automática vão oferecer uma grande procura pelo produto.

Além das barras de fruta, produzidas 100% a partir de produtos naturais, a empresa é responsável também pela produção de sumos e purés de fruta naturais. Entre 19 e 21 de Outubro a Nutrigreen é uma das empresas presentes na feira Fruit Attraction, que decorre em Madrid. 

Produtores de São Paulo estão colhendo Uvas

Agricultores do noroeste de São Paulo colhem a safra da uva. O preço está agradando.

As parreiras ocupam quatro hectares no sítio de Ângelo Tondato, em Jales. De todas as quatro variedades plantadas, a Niágara Rosada foi a mais que produziu nesta safra. “A gente tá  investindo mais nela porque menos mão-de-obra, menos insumo e tem boa aceitação no comércio”, afirma o agricultor.

A região de Jales representa 30% de toda a produção de uva fina no Estado de São Paulo. Aqui, os produtores têm investido na Niágara. E tem dado certo. É que a fruta é mais resistente às mudanças do clima. “O uso de fungicida é um terço do que se usa para as uvas finas e ela é uma uva que não tem problema de podridão de cacho em época de chuva. É bastante resistente”, diz João Garcia Maia, técnico da Embrapa.

A região é a única do Estado de São Paulo a produzir a fruta nesta época do ano. Adeildo Barbosa França cultiva a variedade em seis hectares. O quilo é vendido por R$ 3,80. “A Niágara hoje, tá excelente o preço”, diz.
A colheita vai até novembro.

Embrapa lança livro sobre embalagens de frutas e hortaliças

As embalagens utilizadas pelas cadeias produtivas de frutas e hortaliças, desde a colheita até a comercialização, são uma das principais causas de perdas destes produtos registradas no País, com índices que variam entre 20% e 30%. Com o propósito de reduzir esse percentual e melhorar a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor, a unidade Hortaliças da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou o livro Embalagens para comercialização de frutas e hortaliças no Brasil.

Os autores Rita Luengo e Adonai Gimenez Calbo consultaram especialistas de instituições de pesquisa, órgãos de regulação e centrais de abastecimento. Pesquisadores de duas instituições de Portugal, a Universidade do Porto e a Universidade Católica Portuguesa também contribuíram com informações técnicas.

Com 256 páginas, a publicação aborda temas, como embalagens usadas no Brasil e na União Europeia, legislação, tipos e novas opções de matérias-primas, higienização, doenças transmitidas e interações com o meio ambiente.

O livro custa R$ 45,00 e pode ser adquirido na Livraria Virtual da Embrapa (livraria.sct.embrapa.br) ou no Setor de Vendas da Embrapa Hortaliças, pelo telefone (61) 3385-9115.


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Embrapa detecta que fungicida altera fermentação da uva


Resíduos de agrotóxicos podem prejudicar a produção de vinhos na região da Serra Gaúcha. É o que alerta o pesquisador Gildo Almeida da Silva, da Embrapa Uva e Vinho.

Um estudo feito pelo especialista na sede da entidade de pesquisa, em Bento Gonçalves (RS), indicou que resíduos de produtos químicos, especialmente os fungicidas, presentes nas uvas colhidas nos parreirais e encaminhadas para as vinícolas, podem prejudicar o processo de fermentação e afetar a qualidade do vinho.

Leveduras. "Por causa do clima muito úmido da região, o uso de produtos químicos é fundamental para a produção de uvas sadias, livres de organismos patogênicos, como fungos", diz o pesquisador. "O problema é que o processo de fermentação das uvas é feito por leveduras, que também são fungos. Então, se a uva que vai para a campina tiver traços de fungicidas, as leveduras serão prejudicadas e a fermentação sofrerá alterações."

Silva conta que percebeu os indícios dessa alteração há alguns anos, quando vinicultores reclamavam que os vinhos produzidos por eles estavam com alta taxa de açúcar. "Havia casos nos quais a concentração chegava a 50 gramas por litro, o que é muito para um vinho de boa qualidade, porque causa a propagação de bactérias que elevam o teor de acidez do vinho", diz.

O especialista ainda diz que os resíduos de agrotóxicos podem deixar os vinhos mais turvos durante a fermentação. "Observamos casos nos quais o vinho começa a ficar turvo próximo do sétimo mês após o início da fermentação. Investigamos outras possibilidades e concluímos que isso também tem acontecido devido ao excesso de fungicida", afirma.

A pesquisa feita por Silva, entretanto, mostra que essas alterações nem sempre são causadas pelo não respeito às quantidades de fungicidas ou o prazo de carência entre as aplicações. "Fizemos testes com os 13 produtos mais utilizados aqui na região e notamos que mesmo respeitando as especificações alguns desses produtos ainda apresentavam resíduos", revela. Por outro lado, Silva também diz que alguns fungicidas testados até auxiliaram o processo de fermentação. Com os resultados em mãos, o próximo passo é divulgar para os produtores da região quais os produtos que estão fora dos padrões.


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Vinícola Salton expande negócios na Fronteira Oeste do RS



A fim de aumentar e qualificar a produção de uvas, a Vinícola Salton adquiriu 700 hectares na região de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Neste momento, a empresa realiza um levantamento por satélite para confirmar as características do local e, em consequência, promover um estudo para o melhor aproveitamento nos parreirais. "Ainda neste ano, planejamos plantar 30 hectares de uvas brancas Chardonnay para a elaboração de espumantes", antecipa o diretor-presidente da Salton, Daniel Salton.

Desde 2001, a Vinícola mantém parceria com cerca de 35 produtores de Bagé e Livramento por meio da qual a produção em cerca de 300 hectares é entregue, com exclusividade, à Salton.
Jornal do Comércio