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Embrapa lança livro sobre embalagens de frutas e hortaliças

As embalagens utilizadas pelas cadeias produtivas de frutas e hortaliças, desde a colheita até a comercialização, são uma das principais causas de perdas destes produtos registradas no País, com índices que variam entre 20% e 30%. Com o propósito de reduzir esse percentual e melhorar a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor, a unidade Hortaliças da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou o livro Embalagens para comercialização de frutas e hortaliças no Brasil.

Os autores Rita Luengo e Adonai Gimenez Calbo consultaram especialistas de instituições de pesquisa, órgãos de regulação e centrais de abastecimento. Pesquisadores de duas instituições de Portugal, a Universidade do Porto e a Universidade Católica Portuguesa também contribuíram com informações técnicas.

Com 256 páginas, a publicação aborda temas, como embalagens usadas no Brasil e na União Europeia, legislação, tipos e novas opções de matérias-primas, higienização, doenças transmitidas e interações com o meio ambiente.

O livro custa R$ 45,00 e pode ser adquirido na Livraria Virtual da Embrapa (livraria.sct.embrapa.br) ou no Setor de Vendas da Embrapa Hortaliças, pelo telefone (61) 3385-9115.


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Embrapa detecta que fungicida altera fermentação da uva


Resíduos de agrotóxicos podem prejudicar a produção de vinhos na região da Serra Gaúcha. É o que alerta o pesquisador Gildo Almeida da Silva, da Embrapa Uva e Vinho.

Um estudo feito pelo especialista na sede da entidade de pesquisa, em Bento Gonçalves (RS), indicou que resíduos de produtos químicos, especialmente os fungicidas, presentes nas uvas colhidas nos parreirais e encaminhadas para as vinícolas, podem prejudicar o processo de fermentação e afetar a qualidade do vinho.

Leveduras. "Por causa do clima muito úmido da região, o uso de produtos químicos é fundamental para a produção de uvas sadias, livres de organismos patogênicos, como fungos", diz o pesquisador. "O problema é que o processo de fermentação das uvas é feito por leveduras, que também são fungos. Então, se a uva que vai para a campina tiver traços de fungicidas, as leveduras serão prejudicadas e a fermentação sofrerá alterações."

Silva conta que percebeu os indícios dessa alteração há alguns anos, quando vinicultores reclamavam que os vinhos produzidos por eles estavam com alta taxa de açúcar. "Havia casos nos quais a concentração chegava a 50 gramas por litro, o que é muito para um vinho de boa qualidade, porque causa a propagação de bactérias que elevam o teor de acidez do vinho", diz.

O especialista ainda diz que os resíduos de agrotóxicos podem deixar os vinhos mais turvos durante a fermentação. "Observamos casos nos quais o vinho começa a ficar turvo próximo do sétimo mês após o início da fermentação. Investigamos outras possibilidades e concluímos que isso também tem acontecido devido ao excesso de fungicida", afirma.

A pesquisa feita por Silva, entretanto, mostra que essas alterações nem sempre são causadas pelo não respeito às quantidades de fungicidas ou o prazo de carência entre as aplicações. "Fizemos testes com os 13 produtos mais utilizados aqui na região e notamos que mesmo respeitando as especificações alguns desses produtos ainda apresentavam resíduos", revela. Por outro lado, Silva também diz que alguns fungicidas testados até auxiliaram o processo de fermentação. Com os resultados em mãos, o próximo passo é divulgar para os produtores da região quais os produtos que estão fora dos padrões.


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Vinícola Salton expande negócios na Fronteira Oeste do RS



A fim de aumentar e qualificar a produção de uvas, a Vinícola Salton adquiriu 700 hectares na região de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Neste momento, a empresa realiza um levantamento por satélite para confirmar as características do local e, em consequência, promover um estudo para o melhor aproveitamento nos parreirais. "Ainda neste ano, planejamos plantar 30 hectares de uvas brancas Chardonnay para a elaboração de espumantes", antecipa o diretor-presidente da Salton, Daniel Salton.

Desde 2001, a Vinícola mantém parceria com cerca de 35 produtores de Bagé e Livramento por meio da qual a produção em cerca de 300 hectares é entregue, com exclusividade, à Salton.
Jornal do Comércio