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Produtores de uva atingidos por granizo pedem ajuda ao governo federal

Pelo menos dois mil produtores rurais foram afetados pela chuva de granizo que atingiu a Serra do Rio Grande do Sul na última quinta, dia 15. Somente em Flores da Cunha, 20% da safra de uva foram perdidos, com prejuízo de até R$ 15 milhões. Em Bento Gonçalves, cerca de 500 hectares foram afetados.

O balanço parcial foi apresentado neste domingo, dia 18, a um representante do Ministério da Agricultura. Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho, Carlos Raimundo Paviani, as próximas duas safras serão afetadas. Os produtores pedem ao governo que as dívidas sejam zeradas.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, informou que espera o relatório final dos prejuízos para que o governo federal possa anunciar uma forma de auxiliar os produtores.

O município de Caxias do Sul calcula prejuízos que chegam a R$ 25 milhões. Estima-se que 1,2 mil pessoas tenham sido afetadas, em cerca de 300 propriedades, pelo temporal. A Defesa Civil ainda finaliza o levantamento de estragos. Nesta sexta, a Comissão de Defesa Civil do Município sugeriu ao Poder Executivo que seja decretada situação de emergência. O relatório completo, que deve ficar pronto na próxima segunda, dia 19.

Embrapa e o sistema de produção integrada de abacaxi

A Produção Integrada (PI) de Abacaxi começou no estado de Tocantins, em 2004, sob a coordenação da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA). Em decorrência dos bons resultados, o modelo desenvolvido e praticado na região está sendo transferido para outros estados. O pesquisador Aristóteles Pires de Matos é o convidado do Prosa Rural desta semana para falar sobre esta tecnologia.

"A produção integrada de abacaxi é um sistema que visa a sustentabilidade, ou seja, a proteção ambiental; a produção de frutos sadios, limpos, com resíduos de agrotóxicos dentro ou abaixo dos limites exigidos, se não forem totalmente limpos; e com a preocupação social com o trabalhador", destaca Matos durante sua participação no programa.

A racionalização do uso de fertilizantes e de agrotóxicos é uma das grandes vantagens do sistema, que tem no manejo de pragas um elemento muito importante. Depois da análise do solo e da correta adubação, os produtores que aderiram ao sistema no estado de Tocantins tiveram redução de 28% na quantidade de nitrato/uréia, 25% na quantidade de superfosfato simples e de 43% na de cloreto de potássio. Quanto aos agrotóxicos, houve redução de 50% no uso de herbicidas, 37% no uso de inseticida e 20% no uso de fungicidas.

É uma redução bastante significativa. Além disso, o uso de herbicidas hoje, neste sistema, é somente em pós-emergência, enquanto que no cultivo convencional usa-se também em pré-emergência, o que não é permitido na produção integrada", afirma o pesquisador.

Saiba mais sobre o sistema de produção integrada de abacaxi ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
PORTAL DO AGRONEGÓCIO

Produtores de São Paulo estão colhendo Uvas

Agricultores do noroeste de São Paulo colhem a safra da uva. O preço está agradando.

As parreiras ocupam quatro hectares no sítio de Ângelo Tondato, em Jales. De todas as quatro variedades plantadas, a Niágara Rosada foi a mais que produziu nesta safra. “A gente tá  investindo mais nela porque menos mão-de-obra, menos insumo e tem boa aceitação no comércio”, afirma o agricultor.

A região de Jales representa 30% de toda a produção de uva fina no Estado de São Paulo. Aqui, os produtores têm investido na Niágara. E tem dado certo. É que a fruta é mais resistente às mudanças do clima. “O uso de fungicida é um terço do que se usa para as uvas finas e ela é uma uva que não tem problema de podridão de cacho em época de chuva. É bastante resistente”, diz João Garcia Maia, técnico da Embrapa.

A região é a única do Estado de São Paulo a produzir a fruta nesta época do ano. Adeildo Barbosa França cultiva a variedade em seis hectares. O quilo é vendido por R$ 3,80. “A Niágara hoje, tá excelente o preço”, diz.
A colheita vai até novembro.

Normas para zoneamento agrícola do abacaxi são publicadas no Diário Oficial

As regras para o zoneamento agrícola do abacaxi foram publicadas ontem no Diário Oficial da União, por meio das portarias n° 181 a 190. Os estados contemplados são Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, além do Distrito Federal.

O objetivo do estudo é identificar os municípios aptos e os períodos de plantio com menor risco climático para o cultivo do abacaxizeiro. Para isso, foram realizadas análises térmicas e hídricas.

Fruto típico das regiões tropicais e subtropicais, o abacaxi é explorado economicamente na maioria dos estados brasileiros. A produção se desenvolve bem em regiões que registram entre mil e 1,5 mil milímetros de chuva por ano. Durante o período de crescimento vegetativo, o abacaxi é sensível ao déficit hídrico. 






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Vinícola Salton expande negócios na Fronteira Oeste do RS



A fim de aumentar e qualificar a produção de uvas, a Vinícola Salton adquiriu 700 hectares na região de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Neste momento, a empresa realiza um levantamento por satélite para confirmar as características do local e, em consequência, promover um estudo para o melhor aproveitamento nos parreirais. "Ainda neste ano, planejamos plantar 30 hectares de uvas brancas Chardonnay para a elaboração de espumantes", antecipa o diretor-presidente da Salton, Daniel Salton.

Desde 2001, a Vinícola mantém parceria com cerca de 35 produtores de Bagé e Livramento por meio da qual a produção em cerca de 300 hectares é entregue, com exclusividade, à Salton.
Jornal do Comércio

Amendoim: a origem e características nutritivas deste múltiplo alimento



Cyclamen


O amendoim é a semente da planta Arachis hypogaea L. É uma leguminosa originária da América do Sul e que cresce em solos úmidos. A semente começou a ser apreciada pelos indígenas, tendo sido difundida por toda a América, Europa, Ásia e África. Nesse último continente, o amendoim passou a se constituir um dos principais alimentos de sua população, sendo utilizado em muitos pratos típicos africanos.

Mais existem documentação arqueológica de 3800 a 2900 a.C., que comprova que o amendoim teve sua origem a leste dos Andes e, não se sabe quantos anos ou séculos que o amendoim vem sendo domesticado pelo homem. Segundo Evaristo Eduardo e Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, o amendoim foi descoberto e explorado muito antes de os atuais índios surgirem.

O amendoim possui um ótimo valor nutritivo, uma vez que é rico em vitamina E, proteínas, carboidratos, e importantes sais minerais, como o fósforo e o zinco. A semente pode ser consumida in natura ou usada no preparo de doces e outros pratos. No Brasil, os maiores produtores são os Estados de São Paulo, Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba.

Avalia-se que há em torno de 30% de proteínas nas sementes do amendoim. No óleo contém cerca de 50%. Sém dúvidas o amendoim é uma das fontes vegetais com maior quantidade de proteína.

O amendoim também sofre com o ataque das pragas e as doenças que podem ocorrer na cultura chegam a causar a redução de 10% a mais de 50% na produção de vagens, quando medidas de controle não são utilizadas. Os principais problemas podem ocorrer tanto na fase de plantio, com as doenças de sementes e plântulas, como durante o desenvolvimento da cultura, com as doenças causadas por fungo do solo ou da parte aérea, e após a colheita, com fungos produtores de aflatoxina ou de grãos armazenados.

Entre as várias doenças descritas nas diferentes regiões do mundo onde se cultiva o amendoim (cerca de 32 são causadas por fungos, 14 por vírus, uma por bactéria, além de 8 nematóides parasitas), algumas são de ocorrência esporádica ou podem aparecer sem contudo causar danos significativos, em nossas condições. Outras, como é o caso das doenças de sementes e plântulas, das cercosporioses, da verrugose e atualmente da ferrugem, exigem o uso medidas de controle para que o amendoim possa ser produzido comercialmente.

Dezenas de cultivares de amendoim são plantados no Brasil, nas mais variadas regiões, de Norte a Sul do país. Dezoito deles são oficialmente registrados para cultivo comercial e reprodução de sementes certificadas, visando preservar as suas qualidades.

Alguns cultivares do amendoim do IAC que predominam no estado de São Paulo: Runner IAC 886,IAC Tatu ST, IAC 213, IAC Caiapó.