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Quiabo de um metro atrai visitantes em propriedade rural em Cuiaba

O agricultor José Gomes de Alcântara de 71 anos possui uma pequena propriedade em Cuiabá e costumeiramente possui o hábito de cultivar sua hortaliças e  outras plantações.

Neste ano, uma das cercas da propriedade foi tomada por uma rama de quiabo gigante. De longe é possível ver que o tamanho do quiabo raro alcança um metro e destoa dos quiabos comercializados nos supermercados, que não chegam a ter 10 centímetros.

O senhor José afirma que conhecia a espécie há vários anos e encontrou sementes da hortaliça-fruto por acaso e passou a cultivá-la em casa. “Eu plantei e vi que quanto mais eu molhava, mais o quiabo ia crescendo feito pé de abóbora”, ressaltou.

O pé de quiabo é uma atração do sítio do idoso que tem recebido muitos visitantes.

Todos que visitam o sítio ficam espantados com o tamanho da hortaliça-fruto que segundo o professor universitário Mauro Mundin pertence a família da abóboras, pepinos e melão.

Carta do Zé Agricultor: uma sátira do tratamento ambiental rural e urbano

Carta do Zé Agricultor
Para Luis da cidade.

Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do

Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Vale a pena dar uma lida ! Recebi esta carta via Email gilmargazin@hotmail.com :
Gilmar Antonio Camilo.
A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbasa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.



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Safra de grãos no Paraná deverá ser 5% menor que em 2010

No Paraná a safra de grãos de verão e de inverno 2010/11 está se consolidando e poderá atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada quando foram colhidas 32,71 toneladas de grãos no Estado.

A previsão, divulgada recentemente pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, inclui também a primeira intenção de plantio para o trigo da safra 2011.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, disse que a safra de grãos 2010/11 ainda poderá oscilar para mais ou menos dependendo da colheita do milho safrinha que ainda está sendo plantado e do desempenho das lavouras de trigo, cujo plantio inicia dia 11 de março. “Por enquanto a safra 2010/11 está abaixo da anterior, que foi recorde. As chuvas deram uma trégua na colheita de grãos da safra de verão e algumas lavouras poderão surpreender”, afirmou.







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Faet busca ampliar seguro rural no estado do Tocantins

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), o deputado federal Junior Marzola (DEM), se reuniu ontem com a diretoria dos Sindicatos Rurais do Estado para discutir o seguro rural. A Faet elaborou um protocolo de intenções com a empresa Allianz Seguros, que tem a proposta de criar produtos específicos para o Tocantins, atendendo às necessidades de cada produtor e região do Estado.

Em matéria publicada pelo Jornal do Tocantins no último dia 7, foi mostrado que o seguro rural está distante da realidade tocantinense e que entre as modalidades ofertadas o seguro agrícola é o mais buscado. Mesmo assim teve, em 2010, somente 22 contratações, contra 123 em 2009, conforme dados do Banco do Brasil (BB). Para Marzola, esta baixa procura deve ser creditada ao alto custo do seguro e à dificuldade de acesso por parte dos produtores.

A partir daí, a entidade convidou a Allianz a apresentar os seus produtos. Na reunião de ontem a empresa ouviu dos presidentes dos sindicatos rurais do Estado as necessidades de cada município. (Maisa Lima, com Faet)



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Consumo de etanol recua refletindo alta de preços

 Com preços 20% mais altos do que em igual período do ano passado, o etanol hidratado, usado como combustível, vem perdendo espaço no tanque dos veículos brasileiros. De janeiro a maio, o consumo caiu 17% em comparação a igual período do ano passado e, apesar de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não ter divulgado o dado de junho, a percepção do mercado é de que a demanda continuou inferior ao registrado em junho de 2009.

De acordo com a ANP, de janeiro a maio, as vendas de etanol hidratado somaram 5,3 bilhão de litros, ante os 6,4 bilhões de mesmo período do ano passado."Apenas o Estado de São Paulo deve ter mostrado desempenho diferente", diz Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% do mercado de etanol do país. A entidade registrou em junho vendas de 767 milhões de litros de álcool, 6,8% menos do que os 823 milhões de litros comercializados em igual mês de 2009.

Levantamento da Conab aponta Paraná como maior produtor nacional de grãos

Paraná, Goiás e Mato Grosso voltaram a contribuir para o bom desempenho da safra de grãos no país, ajudando a superar em 8,7% a expectativa de recorde da maior colheita da história no setor agrícola. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (06) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o resultado do oitavo levantamento do ciclo 2009/2010 aponta uma estimativa de 146,87 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 11,5 milhões a mais que os 135,13 milhões de toneladas da última safra.

No Paraná, a safra estimada é de 31,32 milhões toneladas. Para o secretário de Agricultura e do Abastecimento, Erikson Chandoha, as previsões confirmam os trabalhos realizados pelo Governo do Estado, produtores, técnicos e cooperativas em favor da agricultura paranaense. “Temos uma importante e estreita ligação com o setor produtivo, buscando sempre atender e estabelecer novas fronteiras de atuação no setor agrícola”, disse Chandoha, lembrando de alguns dos programas desenvolvidos pelo Estado, como a Irrigação Noturna, Trator Solidário, Fundo de Aval entre outros, que também contribuíram para o desempenho da boa safra.

O diretor do Deral (Departamento de Economia Rural), Francisco Simioni, comentou sobre os dados divulgados pela Conab e que apontam o Paraná novamente como importante produtor de grãos no país, responsável em média por 20% do total da produção nacional. “O clima tem nos favorecido nesta safra, ajudando não só no plantio, como também na possibilidade das colheitas regulares”, explicou.

SOJA - A produção nacional de soja deve alcançar 67,86 milhões toneladas, 18,7% a mais que na safra anterior (57,17 milhões de toneladas da safra 2008/09). O Paraná, por sua vez, vai colher 14 milhões de toneladas. A atual safra foi beneficiada principalmente pela chuva.

MILHO - O milho segunda safra cresceu 16,8%, totalizando 20,26 milhões toneladas. Somadas a primeira e a segunda safras, a produção deverá atingir 54,18 milhões toneladas, com ganho de 6,2% em relação ao período anterior. O percentual representa 3,18 milhões toneladas a mais. A produção paranaense deverá ficar em 5,8 milhões de toneladas e os agricultores já estão iniciando a colheita. Somando a 1ª e a 2ª safras o Estado deverá colher 12,6 milhões de toneladas, o que corresponde a 23% da produção nacional, mantendo-se como o principal produtor.

FEIJÃO - O feijão primeira safra está com a colheita encerrada, enquanto que o de segunda está ainda no início, com a cultura enfrentando altos e baixos nos últimos anos. Na safra 2007/2008 os preços altíssimos praticados levaram os produtores a aumentar a área de cultivo, e por consequência a produção. Com o excesso de produto colocado no mercado, os preços despencaram levando junto a lucratividade dos produtores e o desestímulo chegou rapidamente.

A área plantada com feijão na chamada segunda safra, 2009/2010, soma 1.686,7 mil hectares, em todo o país. No Paraná, principal produtor, ela é de 185,9 mil hectares, ficando 14,5% menor que a área semeada na safra passada. A estimativa de colheita é de 309 mil toneladas.

No Estado, o plantio do feijão segunda safra foi finalizado e a colheita já atingiu 31% da área. O restante encontra-se nas fases de desenvolvimento vegetativo (5%), floração (10%), frutificação (42%) e em maturação (43%).

A produção de feijão no Brasil, juntando-se as três safras previstas, está estimada em 3.344,7 toneladas, 4,2% menor que a safra anterior. Já a safra paranaense deve ficar em 810 mil toneladas.

SAFRA DE INVERNO - A pesquisa preliminar sobre a safra de inverno indica que haverá redução na área semeada com trigo. O Rio Grande do Sul e Paraná respondem por 89% do total nacional. A previsão é de que os dois Estados produzam 4,43 milhões de toneladas, ou seja, 86,4% da totalidade no País que deve ser de 5,14 milhões de toneladas. Estão em fase inicial de plantio, além do trigo, as outras culturas de inverno - aveia, cevada, centeio, canola e triticale.

De acordo com os levantamentos do Deral, a área de trigo a ser plantada no Paraná é de 1,1 milhão de hectares, ou seja, 16% inferior à do ano passado, que foi de 1,3 milhão de hectares. “Apesar de uma área menor a previsão de colheita é maior devido as condições climáticas. Estima-se 2,94 milhões de toneladas, o que representa 10% a mais sobre do que a safra anterior, que foi de 2,67 milhões de toneladas”, explicou o chefe da Divisão da Conjuntura Agropecuária do Deral, engenheiro agrônomo Otmar Hubner.

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Amendoim: a origem e características nutritivas deste múltiplo alimento



Cyclamen


O amendoim é a semente da planta Arachis hypogaea L. É uma leguminosa originária da América do Sul e que cresce em solos úmidos. A semente começou a ser apreciada pelos indígenas, tendo sido difundida por toda a América, Europa, Ásia e África. Nesse último continente, o amendoim passou a se constituir um dos principais alimentos de sua população, sendo utilizado em muitos pratos típicos africanos.

Mais existem documentação arqueológica de 3800 a 2900 a.C., que comprova que o amendoim teve sua origem a leste dos Andes e, não se sabe quantos anos ou séculos que o amendoim vem sendo domesticado pelo homem. Segundo Evaristo Eduardo e Miranda, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, o amendoim foi descoberto e explorado muito antes de os atuais índios surgirem.

O amendoim possui um ótimo valor nutritivo, uma vez que é rico em vitamina E, proteínas, carboidratos, e importantes sais minerais, como o fósforo e o zinco. A semente pode ser consumida in natura ou usada no preparo de doces e outros pratos. No Brasil, os maiores produtores são os Estados de São Paulo, Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba.

Avalia-se que há em torno de 30% de proteínas nas sementes do amendoim. No óleo contém cerca de 50%. Sém dúvidas o amendoim é uma das fontes vegetais com maior quantidade de proteína.

O amendoim também sofre com o ataque das pragas e as doenças que podem ocorrer na cultura chegam a causar a redução de 10% a mais de 50% na produção de vagens, quando medidas de controle não são utilizadas. Os principais problemas podem ocorrer tanto na fase de plantio, com as doenças de sementes e plântulas, como durante o desenvolvimento da cultura, com as doenças causadas por fungo do solo ou da parte aérea, e após a colheita, com fungos produtores de aflatoxina ou de grãos armazenados.

Entre as várias doenças descritas nas diferentes regiões do mundo onde se cultiva o amendoim (cerca de 32 são causadas por fungos, 14 por vírus, uma por bactéria, além de 8 nematóides parasitas), algumas são de ocorrência esporádica ou podem aparecer sem contudo causar danos significativos, em nossas condições. Outras, como é o caso das doenças de sementes e plântulas, das cercosporioses, da verrugose e atualmente da ferrugem, exigem o uso medidas de controle para que o amendoim possa ser produzido comercialmente.

Dezenas de cultivares de amendoim são plantados no Brasil, nas mais variadas regiões, de Norte a Sul do país. Dezoito deles são oficialmente registrados para cultivo comercial e reprodução de sementes certificadas, visando preservar as suas qualidades.

Alguns cultivares do amendoim do IAC que predominam no estado de São Paulo: Runner IAC 886,IAC Tatu ST, IAC 213, IAC Caiapó.

A origem e a importância do cultivo do girassol

O girassol que tem como nome científico Helianthus annus é natural da América, que pode estar nos Estados Unidos e México ou no Peru, existe controvérsias, foi introduzida na Europa no século XVI, a planta é hoje cultivada nos cinco continentes e tem sua importância renovada pela crescente busca por fontes renováveis de energia. Isso porque seu óleo, além de ser saudável para a alimentação humana, com propriedades que reduzem o nível de colesterol, também é matéria-prima para a fabricação de biodiesel.


Trata-se de uma planta robusta e muito resistente, que produz flores na primavera e no verão, mas pode florescer o ano todo, especialmente sob temperaturas entre 18 e 30 graus C. Planta muito usada em regiões onde se criam abelhas para produção de mel. O mel originário do girassol é o mais apropriado para se combater o colesterol.

Em áreas onde se faz rotação de culturas com o girassol, observa-se um aumento de produtividade de 10% nas lavouras de soja e entre 15 e 20% nas de milho.

O girassol vem sendo utilizado, principalmente, para extração de óleo e é considerado, dentro os óleos vegetais, como um dos óleos de melhor qualidade nutricional e organoléptica, aroma e sabor.

Utilizada como flores ornamentais o girassol tem garantido bons lucros ao pequeno produtor desde que associe a plantação à apicultura. Eleita a flor do novo milênio, o girassol está ganhando novas tonalidades com a ajuda da Embrapa. O melhoramento genético tradicional possibilitou o desenvolvimento de flores com nove tonalidades diferentes para o girassol. As novas variedades vão produzir flores vinho, rosa, rosa claro, rosa escuro, amarelo limão de centro claro, amarelo limão de centro escuro, mesclado, ferrugem e com forma de um raio de sol.

O girassol é uma flor simbólica que significa fama, sucesso, sorte e felicidade.Segundo a mitologia grega, certa moça, chamada Clitia, apaixonou-se pelo deus do Sol Apolo e, sem poder alcançá-lo, observava-o cruzar o céu. Após nove dias, ela foi transformada em um girassol.

Na Hungria, acredita-se que a semente do girassol cura infertilidade, e sementes colocadas na beira da janela, em uma casa aonde exista uma mulher grávida, o filho será homem. Na Espanha, para se ter sorte são necessários onze girassóis.