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Consumo de etanol recua refletindo alta de preços

 Com preços 20% mais altos do que em igual período do ano passado, o etanol hidratado, usado como combustível, vem perdendo espaço no tanque dos veículos brasileiros. De janeiro a maio, o consumo caiu 17% em comparação a igual período do ano passado e, apesar de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não ter divulgado o dado de junho, a percepção do mercado é de que a demanda continuou inferior ao registrado em junho de 2009.

De acordo com a ANP, de janeiro a maio, as vendas de etanol hidratado somaram 5,3 bilhão de litros, ante os 6,4 bilhões de mesmo período do ano passado."Apenas o Estado de São Paulo deve ter mostrado desempenho diferente", diz Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% do mercado de etanol do país. A entidade registrou em junho vendas de 767 milhões de litros de álcool, 6,8% menos do que os 823 milhões de litros comercializados em igual mês de 2009.

Encontro em Ribeirão Preto mostra importância do Brasil no cenário internacional de etanol

A Revolução Verde e Amarela

Representantes de países da África, América do Sul, América Central, Ásia e Oceania defendem a necessidade de expandir o mercado de etanol e deixaram clara essa posição durante a 2ª Semana do etanol: compartilhando a experiência brasileira, que acontece até amanhã (20), em Ribeirão Preto/SP. O encontro reúne delegações estrangeiras de órgãos governamentais e privados, interessados em desenvolver o setor sucroenergético em seus países.

“Queremos aprender com a experiência brasileira e obter transferência de tecnologia”, ressaltou Tran Canh Lac, que atua em empresa privada de produção de açúcar e etanol, no Vietnã. Segundo ele, são essenciais informações sobre treinamento de pessoal envolvido na cadeia produtiva do etanol, funcionamento de usinas e indústrias para desenvolver a mão-de-obra especializada. País do continente asiático, o Vietnã produz etanol apenas para uso local.

Presente no encontro, Mongkol Prongjuntuek, representante do governo tailandês, disse que o país tem cerca de um milhão de hectares de cana-de-açúcar plantada, mas produz apenas 10% de etanol. “Um problema que temos enfrentado é quanto ao rendimento. Uma mesma área rende muito em uma safra, mas rende menos na seguinte e queremos informações para corrigir o que está errado”, informou. A Tailândia é um país asiático, que produz cerca de 10 milhões de litros de etanol por ano e 150 mil toneladas de açúcar.

Localizadas na Oceania, as Ilhas Fiji enviaram o assessor do Ministério da Agricultura, Poasa Nauluvula, que relatou experiências com etanol no seu país. “Há dois anos estamos fortalecendo as políticas públicas para desenvolver o setor, temos expectativas positivas e queremos muito aprender com o Brasil”, afirmou.

Em Botsuana, país da África, não há produção de etanol disse Boiki Mabowe, que veio em nome do governo. “Como a nossa região não produz biocombustível, temos potencial e necessidade de desenvolver o setor, em busca de benefícios econômicos e sociais. Em dois anos queremos produzir cana-de-açúcar, etanol, açúcar e outros biocombustíveis”, assegurou

“Hoje produzimos açúcar e energia para consumo local”, declarou Hugo Patt, do Ministério da Agricultura de Belize, na América Central, que executa projeto, com mais seis países vizinhos, para alavancar a agricultura de subsistência e a produção de combustível, em benefício da própria economia.

Na Guiana, país da América do Sul, não há etanol para comercialização. “Plantamos 150 mil hectares de cana, mas investimos toda a produção em açúcar porque seu preço é bastante competitivo no mercado internacional”, esclareceu o gerente de qualidade de uma empresa privada guianense, Sharma Dwarka. Ele lembrou que seu país utiliza máquinas antigas e o trabalho é feito manualmente. Por isso, conta com a tecnologia brasileira para se aperfeiçoar na área.

Na tarde desta quinta-feira (19) os 60 participantes visitam uma usina em Pradópolis/SP, para conhecer o seu funcionamento, o plantio de cana-de-açúcar e a produção de etanol e açúcar.

www.agricultura.gov.br(Sophia Gebrim)

Açúcar: Usinas encerram atividades em novembro

O mercado paulista de açúcar esteve mais movimentado no encerramento de novembro, especialmente pelo interesse de compradores de médio e pequeno portes, que ainda completam seus suprimentos para dezembro.


Já do lado das usinas, parte continuou limitando o volume ofertado, sendo que algumas ficaram até mesmo fora de mercado. Apesar desse cenário, ao tentar reajustar preços, vendedores encontravam forte resistência dos compradores. Nessa quarta-feira, 3, o Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq (estado de São Paulo) fechou a R$ 30,73/saca de 50 kg, recuo de 0,77% sobre a quarta anterior.

Tradicionalmente, novembro é o mês em que boa parte das usinas finaliza a moagem. Neste ano, porém, muitas estenderam as atividades até dezembro. De acordo com levantamento da safra 2008/09 feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), até 15 de novembro, apenas 14 unidades da região Centro-Sul tinham encerrado a moagem, sendo duas de São Paulo. No mesmo período em 2007, eram 47 unidades, sendo 14 paulistas. As informações são da assessoria de imprensa do Cepea.