A Renda agrícola volta a nível pré-crise no Brasil
Petrobras é nona maior empresa do mundo, diz estudo
O Brasil e os demais Brics (Rússia, Índia e China) aumentaram seu papel nos mercados globais de ações e, em 2009, 18 empresas desses países entraram na lista das cem maiores do mundo. De acordo com estudo divulgado nesta sexta, dia 8, pela consultoria Ernst & Young, a Petrobras aparece em novo lugar no ranking, com US$ 199,245 bilhões em valor de mercado.
Em 2008, apenas 11 empresas desses países integravam o ranking de cem companhias. No topo da lista mais recente aparece a Petrochina, com valor de mercado de US$ 353,174 bilhões.
— Os investidores claramente concordam que a próxima década pertencerá às economias emergentes. Enquanto as nações industrializadas vão continuar sofrendo as consequências da crise financeira por um longo período adiante, a importância dos mercados emergentes está crescendo rapidamente — afirmou em nota a consultoria.
Além da Petrobras, outras empresas brasileiras integram o ranking, com a Vale em 33º lugar (US$ 143,622 bilhões de valor de mercado), o Itaú em 59º (US$ 90,101 bilhões) e o Bradesco em 97º (US$ 59,351 bilhões). Entre as dez maiores empresas em valor de mercado do mundo, três são do setor de energia. Além da Petrochina e da Petrobras, aparece a Exxon Mobil, em segundo lugar, com US$ 323,717 bilhões.
Em relação aos países, os Estados Unidos dominam a lista com quatro empresas: Exxon, Microsoft (em terceiro lugar, com US$ 270,636 bilhões), Walmart Stores (em quinto, com US$ 203,654 bilhões) e o Google (em décimo, com US$ 196,701 bilhões). A China conta com três empresas entre as dez maiores, incluindo o Industrial & Commercial Bank of China, em quarto lugar, com US$ 268,955 bilhões, e o China Construction Bank, em sexto lugar, com US$ 201,455 bilhões.
A mineradora australiana BHP Billiton aparece na sétima colocação, com US$ 201,166 bilhões. A outra empresa que completa a lista das dez maiores é o HSBC, em oitavo lugar, com US$ 199,249 bilhões em valor de mercado no fim de 2009.
Juntas, as dez empresas mais valiosas do mundo equivalem a US$ 2,4 trilhões, segundo a Ernst & Young. Em 2008, esse valor combinado era de US$ 1,8 trilhão. Já o valor de mercado das cem empresas mais valiosas subiu de 9,3 trilhões para US$ 11,9 trilhões.
CanalRural
Encontro em Ribeirão Preto mostra importância do Brasil no cenário internacional de etanol
Representantes de países da África, América do Sul, América Central, Ásia e Oceania defendem a necessidade de expandir o mercado de etanol e deixaram clara essa posição durante a 2ª Semana do etanol: compartilhando a experiência brasileira, que acontece até amanhã (20), em Ribeirão Preto/SP. O encontro reúne delegações estrangeiras de órgãos governamentais e privados, interessados em desenvolver o setor sucroenergético em seus países.
“Queremos aprender com a experiência brasileira e obter transferência de tecnologia”, ressaltou Tran Canh Lac, que atua em empresa privada de produção de açúcar e etanol, no Vietnã. Segundo ele, são essenciais informações sobre treinamento de pessoal envolvido na cadeia produtiva do etanol, funcionamento de usinas e indústrias para desenvolver a mão-de-obra especializada. País do continente asiático, o Vietnã produz etanol apenas para uso local.
Presente no encontro, Mongkol Prongjuntuek, representante do governo tailandês, disse que o país tem cerca de um milhão de hectares de cana-de-açúcar plantada, mas produz apenas 10% de etanol. “Um problema que temos enfrentado é quanto ao rendimento. Uma mesma área rende muito em uma safra, mas rende menos na seguinte e queremos informações para corrigir o que está errado”, informou. A Tailândia é um país asiático, que produz cerca de 10 milhões de litros de etanol por ano e 150 mil toneladas de açúcar.
Localizadas na Oceania, as Ilhas Fiji enviaram o assessor do Ministério da Agricultura, Poasa Nauluvula, que relatou experiências com etanol no seu país. “Há dois anos estamos fortalecendo as políticas públicas para desenvolver o setor, temos expectativas positivas e queremos muito aprender com o Brasil”, afirmou.
Em Botsuana, país da África, não há produção de etanol disse Boiki Mabowe, que veio em nome do governo. “Como a nossa região não produz biocombustível, temos potencial e necessidade de desenvolver o setor, em busca de benefícios econômicos e sociais. Em dois anos queremos produzir cana-de-açúcar, etanol, açúcar e outros biocombustíveis”, assegurou
“Hoje produzimos açúcar e energia para consumo local”, declarou Hugo Patt, do Ministério da Agricultura de Belize, na América Central, que executa projeto, com mais seis países vizinhos, para alavancar a agricultura de subsistência e a produção de combustível, em benefício da própria economia.
Na Guiana, país da América do Sul, não há etanol para comercialização. “Plantamos 150 mil hectares de cana, mas investimos toda a produção em açúcar porque seu preço é bastante competitivo no mercado internacional”, esclareceu o gerente de qualidade de uma empresa privada guianense, Sharma Dwarka. Ele lembrou que seu país utiliza máquinas antigas e o trabalho é feito manualmente. Por isso, conta com a tecnologia brasileira para se aperfeiçoar na área.
Na tarde desta quinta-feira (19) os 60 participantes visitam uma usina em Pradópolis/SP, para conhecer o seu funcionamento, o plantio de cana-de-açúcar e a produção de etanol e açúcar.
www.agricultura.gov.br(Sophia Gebrim)

