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IGPM indica deflação no setor agropecuário atacadista

A deflação voltou ao setor agropecuário atacadista, que mostrou queda de 0,77% na segunda prévia do IGP-M de dezembro, frente à elevação de 0,49% apurada na segunda prévia do mesmo índice em novembro. 

Os preços dos produtos industriais assumiram trajetória idêntica a dos agrícolas, e caíram 0,24% na segunda prévia de dezembro, em comparação com a alta de 0,42% na segunda prévia de novembro.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,62% na segunda prévia de dezembro.

Já os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 0,13% na prévia divulgada nesta segunda-feira (19/12), em comparação com a elevação de 0,31% na segunda prévia do IGP-M de novembro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa negativa de 1,81% na segunda prévia de dezembro, em comparação com a elevação de 0,65% na segunda prévia de novembro.

Área plantada da cultura de cebola sofre redução em SC

Em Santa Catarina, a produção de cebola da safra 2011/12 deverá ser menor do que a safra 2010/2011.

A redução de 10,8% na área plantada (de 22.224 para 20.054 hectares) é resultado direto dos preços baixos recebido pelo kg  de cebola pelos produtores na venda da safra passada. 

O preço médio recebido de R$ 0,36/kg mal cobriu os custos de produção.

Além disso, o excesso de chuva neste inverno atrasou o transplante e prejudicou a germinação nas áreas de semeadura direta.

A produção bruta prevista para 2011/12 é de 497,7 mil t, 8,0% inferior ao volume colhido no ano anterior.

A produtividade esperada é de 24.819 kg/ha, 2,6% superior à safra passada. Em função das adversidades climáticas, muitos técnicos e lideranças do setor avaliam que dificilmente esta produção será alcançada.

Mercado gaúcho de arroz mantém a tendência de alta

O mercado brasileiro de arroz manteve a tendência altista nos últimos dias. No Rio Grande do Sul, o maior produtor e o principal referencial do país, a saca de 50 quilos é cotada, em média, a R$ 24,17, aumento de 4,5% em relação ao mês setembro, quando valia R$ 23,12. Levando em consideração o valor pago em igual momento em 2010, que era de R$ 25,80 por saca, a variação é de 6,3% para baixo.

Em Porto Nacional, no Tocantins, a saca de 60 quilos do arroz Longo Fino é cotada atualmente na média de R$ 28,50, ficando 14% acima do valor pago em setembro, que era de R$ 25,00. Se comparado com igual momento em outubro de 2010, quando a saca estava a R$ 33,00, há retração de 13,6%. 

Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil exportou, aproximadamente, 235,4 mil toneladas de arroz (base casca) no mês de setembro. Com isso, o volume acumulado nos sete primeiros meses do ano comercial 2011/12 (que vai de março de 2011 a fevereiro de 2012) atingiu 1,1 milhão de toneladas, recorde histórico para as exportações do grão.

O resultado positivo pode ser imputado, em parte, ao bom andamento dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) realizados pelo Governo Federal. Desde março, já ocorreram 16 leilões de PEP, com oferta de 2,1 milhões de toneladas e negociação de 1,4 milhão. Já as importações de arroz (base casca) atingiram a marca de 103,1 mil toneladas em setembro. De março a setembro importou-se 492,9 mil toneladas, montante 17% menor do que no mesmo período do ano anterior, quando o Brasil importou 591,6 mil toneladas de
arroz.

O relatório de outubro de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quarta-feira, estimou a produção mundial de arroz beneficiado em 461,39 milhões de toneladas para 2011/12, ante os 458,38 milhões de toneladas apontadas no mês anterior. As exportações mundiais de arroz beneficiado foram estimadas em 32,96 milhões de toneladas para 2011/12, ante 31,86 milhões indicadas no mês passado. A estimativa para o consumo é de 457,78 milhões de toneladas de beneficiado para 2011/12, ante 456,02 milhões de toneladas indicadas no mês passado. Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais mundiais de arroz beneficiado na temporada 2011/12 foram previstos em 101,41 milhões de toneladas, ante 98,65 milhões de toneladas no relatório anterior.

A India deverá produzir 100 milhões de toneladas beneficiadas em 2011/12, a Tailândia 21,25 milhões e o Vietnã 25,43 milhões. A safra brasileira está estimada em 8,84 milhões de toneladas de beneficiado. A safra da Indonésia está projetada em 37,3 milhões de toneladas. A produção chinesa está estimada em 139,00 milhões de toneladas.
Planeta Arroz

Cotação do milho tem segunda alta consecutiva em Chicago

Os contratos para entrega em março encerraram o dia com alta de 4,50 centavos de dólar, a US$ 6,6575 por bushel. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que o declínio da cotação da commodity no início do mês vai estimular a demanda de investidores e produtores de alimentos, ração animal e biocombustíveis.

"As commodities foram subvalorizadas e estamos vendo o desenvolvimento das compras", afirmou o presidente da U.S. Commodities, Don Roose. "A oferta apertada deve sustentar os preços", acrescentou. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 32,40 por saca, alta de 0,12% sobre a segunda-feira.

Trigo - O adiamento do plantio do trigo de inverno nos EUA, provocado pela seca prolongada que assola o país, levou a commodity à maior alta em três semanas. Os contratos futuros com vencimento em março fecharam a terça-feira cotados a US$ 6,92 por bushel, ganho de 8,75 centavos de dólar no dia.

Consultado pela Bloomberg, Tomm Pfitzenmaier, da corretora Summit Commodity, diz que "as planícies do sul estão tão secas como sempre, o que dá suporte" aos preços. Segundo ele, os produtores estão "deixando as plantadoras na garagem e aguardando para ver o que o clima pode fazer". No mercado interno, o preço médio do trigo pago ao produtor do Rio Grande do Sul, encerrou a R$ 446,71 por tonelada, alta de 0,23%, segundo o Cepea/Esalq.

Preços do algodão seguem em queda devido aumento da oferta

Os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado brasileiro, devido à maior oferta, segundo pesquisadores do Cepea. 

Com o avanço da colheita e o ritmo acelerado do beneficiamento, o interesse de produtores por novas vendas tem aumentado. Assim, entre 9 e 16 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias recuou 8%, fechando a R$ 1,7094/lp nessa terça-feira.

 O mercado brasileiro de algodão tem sido influenciado pelas incertezas de oferta e de demanda internas e externas. Em semanas em que indústrias precisam renovar estoques, as cotações encontram sustentação. Em outros períodos, quando produtores precisam fazer caixa, os preços cedem.

Nos últimos dias, de acordo com informações do Cepea, além da maior oferta, boa parte de compradores brasileiros esteve recuada, diminuindo a liquidez.
Fonte(s): Cepea/Esalq

Safra de grãos no Paraná deverá ser 5% menor que em 2010

No Paraná a safra de grãos de verão e de inverno 2010/11 está se consolidando e poderá atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada quando foram colhidas 32,71 toneladas de grãos no Estado.

A previsão, divulgada recentemente pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, inclui também a primeira intenção de plantio para o trigo da safra 2011.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, disse que a safra de grãos 2010/11 ainda poderá oscilar para mais ou menos dependendo da colheita do milho safrinha que ainda está sendo plantado e do desempenho das lavouras de trigo, cujo plantio inicia dia 11 de março. “Por enquanto a safra 2010/11 está abaixo da anterior, que foi recorde. As chuvas deram uma trégua na colheita de grãos da safra de verão e algumas lavouras poderão surpreender”, afirmou.







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Suinocultura de MT solicita a mesma alíquota cobrada da pecuária na comercialização

Em função das grandes dificuldades que os produtores vêm encontrando para a comercialização de seus animais, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat/MT) voltará a solicitar do governo do Estado - como já tem feito há muito tempo - a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a comercialização dos suínos fora do Estado, de 12% para 7% como já acontece com os bovinos, e a redução do preço de pauta do suíno vivo, que incide no ICMS na venda a outros estados.

A Acrismat tem feito esta solicitação com veemência, visto que a realidade atual não corresponde aos anseios da classe nesta questão, conforme explicações do presidente da Acrismat, Paulo Cézar Lucion. Segundo ele, há muitos anos a bovinocultura paga somente 7% de ICMS na remessa de animais vivos para fora de Mato Grosso, sendo que a suinocultura continua pagando 12% de imposto, apesar de passar pelas mesmas dificuldades.

"Sabemos que a bovinocultura traz grandes divisas para Mato Grosso, mas a suinocultura também tem a sua importância na economia do Estado, porque abatendo um grande número de animais também agrega valores e gera empregos diretos e indiretos", pondera a entidade. Com um plantel atual de cerca de 110 mil matrizes, e considerando que para cada 15 delas o setor ocupe um trabalhador direto, a suinocultura gera em torno de 30 mil empregos diretos e outros quase 150 mil indiretos.

A suinocultora de Sinop Dilamar Pelissa, que comercializa suínos há 19 anos, afirma que antigamente o ICMS cobrado pela Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) era reduzido e que a classe produtora conseguia se equilibrar. Exemplificando as dificuldades dos produtores, ela argumentou que tanto o milho quanto o farelo de soja tem aumentado muito ultimamente, elevando os custos de produção.

"Só pelo milho, no Nortão do Estado já estamos pagando R$ 21 a saca de 60 quilos, e durante o último leilão da Conab, realizado na semana passada, a saca do produto em Sorriso saiu por R$ 18,50. Além disso têm outros R$ 0,50 de despesa e custos com o frete para transportar este milho até as fazendas. O farelo de soja que também usamos para a criação de suínos aumentou bastante: estamos pagando R$ 680 a tonelada, sendo que em julho o preço era de R$ 435 a tonelada".

Completando a sua descrição, Pelissa afirmou que os preços a que os produtores estão sendo obrigados a comercializar seus animais não cobrem nem os custos de produção. Mesmo porque, conforme acrescentou, além dos subprodutos do milho e da soja também a mão-de-obra especializada, necessária no manejo adequado da suinocultura, tem contribuído para a elevação dos custos para os produtores.

"As granjas de suínos necessitam de atenção e cuidados 24 horas por dia, e com isso somos obrigados a gastar rios de dinheiro com horas extras nos fins de semana e adicional noturno para os trabalhadores", explicou, salientando que gostaria que o governo do Estado olhasse a suinocultura com outros olhos, visto que se trata de uma atividade que também gera emprego e renda, dando retorno para Mato Grosso.

Diante da delicada situação dos suinocultores, a Acrismat espera que a Sefaz reduza o preço de pauta e também a alíquota do ICMS. Paulo Lucion lembra que em estados como Santa Catarina a pauta (sobre a qual incide o valor dos impostos estaduais) é fixada tomando por base o menor preço praticado pelo mercado.

"A forma de cálculo utilizada em Mato Grosso é injusta, porque está inclusive 12% acima do preço médio de mercado verificado no Estado", pondera o presidente da Acrismat. Ele explicou que este momento do ano é particularmente delicado para os produtores, porque - como sempre acontece nesta época - o preço de venda do suíno vivo baixou significativamente no mercado interno, e a solução seria a exportação para outros estados.

Porém, com o atual preço de pau ta fixado em R$ 2,70 por quilo, tornou-se também inviável vender os suínos fora de Mato Grosso, porque na hora de vender os suínos os produtores acabam pagando imposto sobre um valor irreal, uma vez que estão entregando os animais a R$ 2,20 o quilo.


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Frango para exportação fechou 2010 com preço histórico

Tudo indica, porém, que o processo ainda não se encerrou. Pois em dezembro o produto in natura exportado teve nova valorização – de praticamente 16% sobre dezembro de 2009 e de 2,5% sobre o mês anterior, novembro de 2010.

Este último índice (+2,5%) é aparentemente baixo, mas foi o segundo maior do ano. Além disso, fez com que no bimestre final de 2010 o preço médio da carne de frango in natura exportada pelo Brasil apresentasse uma valorização superior a 11%, fato raro na história do setor.

Porém, o principal resultado dessa valorização é o retorno dos preços alcançados à fase pré-crise econômica, ocasião em que se registraram os melhores preços de todos os tempos.

Sob esse aspecto, aliás, o preço médio registrado em dezembro (US$1.860,99 por tonelada) foi o quinto melhor já registrado pela carne de frango in natura brasileira em toda a história das exportações do produto, ficando aquém, apenas, daqueles alcançados no quadrimestre julho-outubro de 2008.

Mesmo assim a distância em relação ao valor recorde não é muito grande. O preço médio de dezembro correspondeu a 91% do valor registrado em agosto de 2008 – US$2.040,65 por tonelada exportada.
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Alta na cotação do milho derruba poder de compra do suinocultor


Os preços do suíno vivo e da carne seguem em alta no mercado interno, aproveitando a baixa oferta de animais e a melhora de preços das carnes concorrentes, segundo pesquisas do Cepea.

Mesmo com o bom momento das vendas, suinocultores seguem preocupados com a margem de comercialização. Isso porque o milho, principal componente da ração, tem valorizado bem mais que o suíno vivo.

Nas regiões de Cascavel e de Campinas, o poder de compra do produtor é o pior desde o início do ano.

Longa estiagem atinge o Paraná e prejudica setor agrícola

A estiagem que atinge o Paraná há alguns meses - o maior produtor de grãos do país, com uma participação de 31,84 milhões de toneladas, preocupa o setor agrícola em relação ao plantio da safra de verão 2010/11.

"Em diversas regiões, áreas estão preparadas aguardando a ocorrência de chuvas em volume mais expressivo para o plantio do milho e encerrar o de feijão da primeira safra" explicou à Agência Brasil o agrônomo Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Segundo ele, o atraso no cronograma traz prejuízo para o plantio de outras culturas e, consequentemente, ao agricultor. "E a meteorologia não prevê chuvas significativas para os próximos meses", observou o agrônomo.

A preocupação com a estiagem também se estende em relação às pastagens de inverno, que estão prejudicadas, obrigando os pecuaristas a buscar alternativas, de custo maior, para a alimentação do rebanho.

De acordo com Hubner, entretanto, a escassez de chuvas está beneficiando o encerramento da colheita de café e a continuidade da colheita da safra de trigo, que foi plantada entre os meses de março e julho.

Atualmente, no Paraná, está em andamento a colheita do trigo e também do milho safrinha, culturas que apresentam rendimento elevado.

"Segundo o IBGE, a segunda safra de milho é 42,3% maior que a anterior (2009) e a safra de trigo é 25,7% maior em relação ao ano passado", disse Hubner.

O Paraná está colhendo um volume total de 6,37 milhões de toneladas de milho da segunda safra. No mesmo período do ano passado colheu 4,48 milhões toneladas. Com esse volume, o estado produziu 13,3 milhões de toneladas entre as duas safras (verão e safrinha), se destacando como o maior produtor nacional.

O trigo deve atingir uma produção de 3,12 milhões de toneladas, No ano passado, foram colhidos 2,48 milhões de toneladas do grão. O Paraná é responsável por 58% da produção nacional, estimada em 5,39 milhões de toneladas.

A produção de feijão ficou praticamente estável em relação ao ano passado, quando foi registrado um volume de 787.180 toneladas entre as três safras colhidas no Paraná.
parana-online 

Consumo de etanol recua refletindo alta de preços

 Com preços 20% mais altos do que em igual período do ano passado, o etanol hidratado, usado como combustível, vem perdendo espaço no tanque dos veículos brasileiros. De janeiro a maio, o consumo caiu 17% em comparação a igual período do ano passado e, apesar de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não ter divulgado o dado de junho, a percepção do mercado é de que a demanda continuou inferior ao registrado em junho de 2009.

De acordo com a ANP, de janeiro a maio, as vendas de etanol hidratado somaram 5,3 bilhão de litros, ante os 6,4 bilhões de mesmo período do ano passado."Apenas o Estado de São Paulo deve ter mostrado desempenho diferente", diz Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% do mercado de etanol do país. A entidade registrou em junho vendas de 767 milhões de litros de álcool, 6,8% menos do que os 823 milhões de litros comercializados em igual mês de 2009.

Lavoura de girassol torna-se uma ótima opção de renda agrícola

A lavoura que mais parece um jardim de tom amarelo chama a atenção de quem passa na vicinal que liga Rio Preto à Potirendaba. A produção de girassol não traz vantagens só pela beleza. Nesta propriedade a planta é usada para alimentar o gado de confinamento. O plantio é feito durante o período de entressafra de outras culturas, como o trigo, por exemplo. E a produção é rápida.

“Seo” Laércio fez das condições favoráveis uma estratégia para aumentar os lucros. Quinze hectares da propriedade são reservados para o plantio do girassol. A produção de 35 toneladas por hectare vira silagem para as 330 cabeças de gado confinado na fazenda.
Segundo o produtor, o girassol reduz em 20% os gastos, se comparado ao milho e a outros farelos. Ele usa 20 kg por dia de girassol por cabeça para engordar 1,4 kg/dia.

A máquina colhe e tritura o produto ao mesmo tempo. Depois o girassol é misturado com milho e cana de açúcar, além de receber o chamado concentrado, composto por outros farelos. Assim, a mistura que vai no cocho fica mais barata e mais nutritiva.

O rebanho parece achar saboroso. O produtor fica satisfeito e quem passa pela lavoura se sente maravilhado com a paisagem.
Fonte:Nosso Campo 

A Renda agrícola volta a nível pré-crise no Brasil

Em 2009, a receita total foi de R$ 164,9 bilhões e, em 2008, de R$ 174,2 bilhões. Neste ano, a cana e o café, juntos, vão contribuir com R$ 10,1 bilhões para o crescimento da receita. A cifra praticamente equivale à perda da renda do campo que ocorreu em 2009 por causa da crise.

Ao contrário dos últimos anos em que os grãos, sustentados pela soja e o milho, foram os responsáveis pela expansão da receita agrícola, agora duas lavouras permanentes, a cana e o café, são as estrelas da safra.

Os preços da cana estão em alta por causa da redução da oferta de açúcar no mercado internacional. No caso do café, apesar da grande safra, os estoques mundiais estão baixos e o consumo crescente. Na soja, safras abundantes nos principais produtores derrubaram os preços.

"O ano será mais favorável às lavouras permanentes", observa o sócio da consultoria e responsável pelas projeções, Fabio Silveira. Numa série iniciada em 1994, ele observa que o comportamento mais frequente da renda agrícola foi de expansão da receita com grãos e recuo das lavouras permanentes, aquelas que são plantadas uma única vez e colhidas durante muitos anos. Neste ano, o quadro se inverteu.

A renda projetada para a cana é de R$ 34,1 bilhões, com acréscimo de R$ 7,1 bilhões na comparação com 2009, segundo o estudo da consultoria, que considera dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e preços no atacado pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o café, a perspectiva é de que a receita atinja R$ 18,9 bilhões, com expansão de R$ 3 bilhões sobre a de 2009. Enquanto isso, as rendas da soja e do milho devem encolher R$ 2,3 bilhões e R$ 1,3 bilhão, respectivamente.


(O Estado de S.Paulo

Preços dos produtos agrícolas sobem 5,43% na segunda semana de Fevereiro

O Índice quadrissemanal de Preços Recebidos (IqPR) pelo produtor rural paulista apresentou alta de 5,43% na segunda semana de fevereiro. O levantamento é de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O IqPR-V (produtos de origem vegetal) e o IqPR-A (produtos de origem animal) fecharam com variação positiva, respectivamente, de 7,17% e de 1,11%. No período analisado, 14 produtos apresentaram alta de preços (nove de origem vegetal e cinco de origem animal) e quatro apresentaram queda (três vegetal e um animal). 

Os produtos do IqPR que registraram as maiores altas na semana foram: laranja para mesa (57,64%), laranja para indústria (22,96%), tomate para mesa (7,46%), arroz (7,33%), algodão (6,02%), amendoim (5,52%) e feijão (4,89%). Segundo os pesquisadores, alta da laranja é atribuída ao aumento do consumo durante o verão, além das chuvas no segundo semestre de 2009, que prejudicaram as floradas, causando uma diminuição da oferta nesse início de ano.

Os produtos que apresentaram queda de preços no período foram: soja (14,19%), banana nanica (9,85%), carne suína (9,34%) e milho (7,56%). O IEA informa que a safra recorde de soja pressiona as cotações do grão. As mudanças na economia chinesa, que podem implicar menor importação do produto, também estariam influenciando negativamente os preços da oleaginosa.
Agência Estado 
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