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Expointer: inscrição do Gado Holandês cresce 16 % em relação ao ano passado

As inscrições da raça Holandês para a Expointer deste ano cresceram 16,11% em relação à edição do ano passado. O número de animais participantes saltou de 180 para 209, com 26 expositores oriundos de 22 municípios. O maior volume foi inscrito pela Granja Tang, de Farroupilha, com 25 animais.

A entrada do gado Holandês no parque está prevista para os dias 24 a 26 de agosto. A programação da raça começa na segunda-feira (29), com a primeira ordenha do Concurso Leiteiro. O tradicional Banho de Leite acontece na terça-feira (30), após as cinco ordenhas previstas para o concurso.

O julgamento da raça está agendado para a quarta-feira (31) e quinta (1º). Neste dia, a partir das 14h, no Pavilhão de Gado Leiteiro, acontece o I Leilão Tipo Leite, com oferta de até 40 animais.

A premiação do concurso Exceleite 2011, circuito que premia os melhores animais em três modalidades, está marcada para a sexta-feira (2). O vencedor será premiado com um automóvel.
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Suinocultores de MT pedem ajuda emergencial ao governo

Os suinocultores de Mato Grosso que geram mais de 30 mil empregos diretos e indiretos no Estado precisam hoje da ajuda do governo do Estado, caso contrário a cadeia produtiva poderá ser dizimada nos próximos anos. Com este apelo a Associação dos Criadores de Suínos de MT e a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, FAMATO, anunciaram a solução, por hora, para a suinocultura no Estado, em entrevista coletiva na Federação, ontem à tarde.

De acordo com o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, as principais reivindicações do segmento são isenção de impostos em alguns custos de produção do setor. Como a isenção de ICMS sobre a energia, a queda do preço de pauta para comercialização do quilo, a compra de carne pelo governo para inclusão na merenda escolar, e ainda uma política de preços mínimos para categoria.

“Precisamos de incentivos temporários para podermos sair da crise. Pois centenas de produtores já estão pagando pra trabalhar, o ideal hoje seria que o governo custeasse pelo menos de R$0,50 a R$0,60 no quilo do suíno vendido com prejuízo”, pediu.

Em meio a crise para tentar minimizar os prejuízos os produtores que antes abatiam animais em média de até 150 quilos já abatem suínos de 90 quilos.

Em uma apresentação o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Otavio Celidonio, mostrou como o setor suinícola do Estado investiu nas tecnificação e melhora da produção do seu plantel. Segundo levantamento do IMEA, a produção teve um aumento de 9% entre janeiro e abril de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Já a exportação sofre queda de 23%, entre janeiro a maio de 2011, se comparado com os mesmos meses do ano passado.

No entanto o que mais preocupa todo o setor atualmente é a queda vertiginosa no valor do quilo do suíno nos últimos anos, e a consequente frequência de prejuízos do produtor. Segundo dados da Acrismat que hoje reúne 350 produtores, o valor do custo de produção hoje é de aproximadamente R$2,10 mas o quilo está sendo comercializado por até R$1,41.

Outro dado alarmante é que se antes com valor bom de mercado o produtor precisava vender quatro kilos de suínos para comprar uma saca de milho – base alimentar do suíno. Atualmente o produtor precisa vender 10 quilos.

O Estado tem hoje um plantel de 1,5 milhão de suínos, destas 120 mil são matrizes tecnificadas. Mato Grosso está entre os cinco maiores Estados produtores da carne no país.

Audiência
A crise da suinocultura, se não resolvida brevemente, ira acabar com milhares de empregos no país. Diane disso a junto das associações estaduais, a ABCS apresentou dados referentes ao prejuízo pago pelo produtor nos últimos três meses, que hoje já somam mais de R$ 1 bilhão e reforçou que embargo russo só vem agravar a crise dentro do setor. O cenário foi apresentado no dia 29.06 em Brasília aos deputados federais.

“Precisamos desatrelar essa crise do embargo russo, que passou a vigorar há apenas 10 dias. Nosso grande problema se encontra nos valores de comercialização do milho que atingiram índices desproporcionais à sustentabilidade do setor, aliado a um desequilíbrio entre oferta e demanda”, defendeu o presidente da ABCS Marcelo Lopes. O posicionamento da entidade foi ratificado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. “Vamos resolver a situação do embargo junto ao governo Russo e a crise irá permanecer no setor, por isso, precisamos enfrentar a questão de abastecimento de milho e alinhar a demanda interna”.

O diretor executivo da Acrismat defendeu na audiência que é preciso buscar novos mercados para a carne suína no exterior e aumentar o consumo interno. “Hoje produzimos para exportar 80% da nossa produção segue pra Rússia, Ucrânia e Hong Kong. Para não ficarmos reféns destes mercados precisamos que o governo tenha uma política de estoque de carne e milho e que principalmente fomente o consumo interno”, endossou.

Embrapa quer instalar Centro de Inteligência do Leite no Paraná

A Embrapa Gado de Leite, com sede em Juiz de Fora (MG), quer instalar um Centro de Inteligência do Leite no Paraná. O Centro vai reunir os principais indicadores econômicos e agrícolas do leite e derivados, que são informações fundamentais para o acompanhamento da pecuária leiteira no Estado e elaboração de políticas públicas. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (23) pelo chefe da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, ao secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e ao diretor-geral Otamir Cesar Martins.


Para Duarte, o Paraná é referência em produção de leite, destacando-se como um dos principais produtores do País. Segundo pesquisa de Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2009, o Estado é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção 3,3 bilhões de litros de leite, que corresponde a uma participação de 11,5% sobre a produção nacional.

O Centro de Inteligência do Leite, já criado com sucesso em Minas Gerais, reúne todas as informações de leite num só local. Os custos de produção são levantados com metodologia padronizada e com abrangência para todas as bacias leiteiras, detalhou Duarte Vilela.

Ortigara disse que vai avaliar a proposta, mas antecipou que apóia as iniciativas de impulsionar o crescimento da pecuária leiteira no Paraná, porque é um setor que gera renda mensal ao agricultor. Ele destacou que a produção de leite vem se expandindo da região de Castro e Carambeí, onde há uma produção de alta tecnologia, para as regiões Oeste e Sudoeste que ainda têm desafios a serem vencidos. “São três regiões que precisam ser fortalecidas e ainda temos a alternativa de levar a pecuária leiteira para algumas regiões do Arenito, no Noroeste”, anunciou.

Segundo o secretário, na próxima semana vai reunir representantes da Secretaria com o Sebrae e Senar para discutir medidas que possam dar suporte à melhoria de empresas ligadas à pecuária leiteira. “O objetivo é melhorar toda a cadeia produtiva com o auxilio do Banco do Brasil, que se dispôs a financiar empreendimentos e projetos viáveis”, disse.

Além da proposta do Centro de Inteligência, Duarte apresentou também a indicação de Rogerio Dereti para ser o novo gestor e representante da Embrapa Gado de Leite para a região Sul do País, sediado na Embrapa Floresta, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Duarte, o objetivo é renovar a parceria entre o governo do Paraná e a Embrapa Gado de Leite.

Duarte Vilela estava acompanhado da chefe-adjunta de Comunicação e Negócios da Embrapa Gado de Leite, Elizabeth Nogueira Fernandes.
aen.pr.gov.br


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Suinocultura de MT solicita a mesma alíquota cobrada da pecuária na comercialização

Em função das grandes dificuldades que os produtores vêm encontrando para a comercialização de seus animais, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat/MT) voltará a solicitar do governo do Estado - como já tem feito há muito tempo - a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a comercialização dos suínos fora do Estado, de 12% para 7% como já acontece com os bovinos, e a redução do preço de pauta do suíno vivo, que incide no ICMS na venda a outros estados.

A Acrismat tem feito esta solicitação com veemência, visto que a realidade atual não corresponde aos anseios da classe nesta questão, conforme explicações do presidente da Acrismat, Paulo Cézar Lucion. Segundo ele, há muitos anos a bovinocultura paga somente 7% de ICMS na remessa de animais vivos para fora de Mato Grosso, sendo que a suinocultura continua pagando 12% de imposto, apesar de passar pelas mesmas dificuldades.

"Sabemos que a bovinocultura traz grandes divisas para Mato Grosso, mas a suinocultura também tem a sua importância na economia do Estado, porque abatendo um grande número de animais também agrega valores e gera empregos diretos e indiretos", pondera a entidade. Com um plantel atual de cerca de 110 mil matrizes, e considerando que para cada 15 delas o setor ocupe um trabalhador direto, a suinocultura gera em torno de 30 mil empregos diretos e outros quase 150 mil indiretos.

A suinocultora de Sinop Dilamar Pelissa, que comercializa suínos há 19 anos, afirma que antigamente o ICMS cobrado pela Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) era reduzido e que a classe produtora conseguia se equilibrar. Exemplificando as dificuldades dos produtores, ela argumentou que tanto o milho quanto o farelo de soja tem aumentado muito ultimamente, elevando os custos de produção.

"Só pelo milho, no Nortão do Estado já estamos pagando R$ 21 a saca de 60 quilos, e durante o último leilão da Conab, realizado na semana passada, a saca do produto em Sorriso saiu por R$ 18,50. Além disso têm outros R$ 0,50 de despesa e custos com o frete para transportar este milho até as fazendas. O farelo de soja que também usamos para a criação de suínos aumentou bastante: estamos pagando R$ 680 a tonelada, sendo que em julho o preço era de R$ 435 a tonelada".

Completando a sua descrição, Pelissa afirmou que os preços a que os produtores estão sendo obrigados a comercializar seus animais não cobrem nem os custos de produção. Mesmo porque, conforme acrescentou, além dos subprodutos do milho e da soja também a mão-de-obra especializada, necessária no manejo adequado da suinocultura, tem contribuído para a elevação dos custos para os produtores.

"As granjas de suínos necessitam de atenção e cuidados 24 horas por dia, e com isso somos obrigados a gastar rios de dinheiro com horas extras nos fins de semana e adicional noturno para os trabalhadores", explicou, salientando que gostaria que o governo do Estado olhasse a suinocultura com outros olhos, visto que se trata de uma atividade que também gera emprego e renda, dando retorno para Mato Grosso.

Diante da delicada situação dos suinocultores, a Acrismat espera que a Sefaz reduza o preço de pauta e também a alíquota do ICMS. Paulo Lucion lembra que em estados como Santa Catarina a pauta (sobre a qual incide o valor dos impostos estaduais) é fixada tomando por base o menor preço praticado pelo mercado.

"A forma de cálculo utilizada em Mato Grosso é injusta, porque está inclusive 12% acima do preço médio de mercado verificado no Estado", pondera o presidente da Acrismat. Ele explicou que este momento do ano é particularmente delicado para os produtores, porque - como sempre acontece nesta época - o preço de venda do suíno vivo baixou significativamente no mercado interno, e a solução seria a exportação para outros estados.

Porém, com o atual preço de pau ta fixado em R$ 2,70 por quilo, tornou-se também inviável vender os suínos fora de Mato Grosso, porque na hora de vender os suínos os produtores acabam pagando imposto sobre um valor irreal, uma vez que estão entregando os animais a R$ 2,20 o quilo.


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Carne de Avestruz tem ótimas expectativas de mercado para próximos anos


A carne light de avestruz passa por um bom momento no mercado e possui uma expectativa muito grande de crescimento e aumento de vendas atualmente no Brasil, em consequência da busca por alimentos saudáveis.

“A perspectiva é que, nos próximos dois anos, a produção brasileira da carne cresça 400% e os produtos processados, prontos para o consumo, têm influência neste crescimento, pois oferecem um alimento mais saudável, prático e saboroso, que atende ao gosto médio do consumidor brasileiro”, afirma Celso Lemos, sócio diretor da Nutrytruz.

O preço, que está em torno de R$ 30,00 kg para os cortes mais nobres e cerca de R$ 15,00 para os outros cortes, deve se manter.

Há dois anos o preço era de R$ 75 kg para os cortes nobres.

Alta na cotação do milho derruba poder de compra do suinocultor


Os preços do suíno vivo e da carne seguem em alta no mercado interno, aproveitando a baixa oferta de animais e a melhora de preços das carnes concorrentes, segundo pesquisas do Cepea.

Mesmo com o bom momento das vendas, suinocultores seguem preocupados com a margem de comercialização. Isso porque o milho, principal componente da ração, tem valorizado bem mais que o suíno vivo.

Nas regiões de Cascavel e de Campinas, o poder de compra do produtor é o pior desde o início do ano.

Setor de panificação não deve sofrer aumento de preços por retalição ao trigo americano


Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) não há motivo para preocupação em relação ao aumento de preços dos produtos do setor de panificação e confeitaria no Brasil, em decorrência da retaliação ao trigo norte-americano, cuja importação ficará 30% mais cara.

O Brasil não é dependente do trigo norte-americano. No ano passado foi importado menos de 2% do trigo consumido no Brasil.

A decisão do governo brasileiro de retaliar a importação de alguns produtos dos Estados Unidos tem deixado empresários do setor e consumidores preocupados, porém de maneira equivocada segundo o presidente da (Abip), Alexandre Pereira da Silva.

Em 2009, a produção nacional de trigo foi de 10,5 milhões de toneladas. Para atender a demanda do mercado brasileiro, foram importadas apenas 215 mil toneladas de trigo norte-americano (menos de 2%) e 3,2 milhões de toneladas da Argentina (cerca de 30%).

Se for necessário importar o grão do Hemisfério Norte, o Brasil pode recorrer ao Canadá, país que oferece produto de qualidade e custo de frete semelhante ao norte-americano.


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As principais raças e a origem do equino Pônei

Tudo sobre cavalos-Um guia 200 raças

Os pôneis são uma família de eqüinos de pequeno porte e ao contrário do que muitos criadores pensam, são animais primitivos, ligados e identificados com a própria origem dos eqüinos. A definição das diversas raças de pôneis ocorreu mais recentemente e expressa a ação selecionadora do homem e os novos ambientes de criação disponíveis desde os primórdios da domesticação dos cavalos.

Existem muitas raças de pôneis espalhadas por vários continentes, sendo que as mais tradicionais se encontram na Europa. Na América do Sul além dos pôneis argentinos, uruguaios e paraguaios destacam-se os pôneis brasileiros que são as raças Piquira e Brasileira. A Associação Brasileira dos Criados do Cavalo Pônei (ABCCP), procura, através do Padrão Racial, padronizar os animais das raças Brasileira e Piquira, controlando também as raças exóticas como Shetland inglesa e americana, Welsh Moutain Pony também inglesa e, a austríaca, Haflinger. Cada raça controlada pela ABCCP seguem seu Padrão Racial apresentando desclassificações comuns.

A raça Brasileira é a mais popular raça pônei de origem nacional, sendo simplesmente conhecida como Pônei. Ainda está em formação e caracteriza-se por animais de pequeno porte cujo objetivo é estimular o interesse, na criança, pelas atividades eqüestres, além de serem utilizados na tração de pequenas viaturas e em diversas atividades esportivas.

Esta raça originou-se do cavalo pônei da raça Shetland, da Escócia, e dos animais Falabella, da Argentina, além da influência de animais oriundos do Uruguai e Paraguai. Nos últimos cinco anos, o criatório nacional começou a ter infusão de animais provenientes dos Estados Unidos da América, os minicavalos americanos. É criada em todo território Nacional, snedo os Estados de maior expressão o Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, este último considerado o Estado berço da raça.

A raça Piquira é caracterizada por animais de pequeno porte pertencendo, portanto, à família pônei, é de origem nacional e bastante rústico. É conhecido popularmente como "mangalarga em miniatura".
O que destaca o Piquira das outras raças de pôneis é a qualidade do seu andamento e a sua docilidade. A marcha é o objetivo primário dos criadores não importando se batida ou picada sendo que o trote e andadura são desclassificantes para registro definitivo. Quanto ao temperamento é um animal bastante dócil e resistente. É usado na lida com o gado, para esporte e lazer. É pouco difundida no Sul do país mas bem apreciada em Minas Gerais e Nordeste.

Os animais são registrados com 36 meses de idade e a altura máxima hoje, é 1,30 para machos e 1,28 para fêmeas com altura ideal de 1,22 m para machos e 1,20 m para as fêmeas, sendo que a altura da garupa não deve exceder mais de 0,02 m da altura na cernelha. Todas as pelagens são permitidas exceto pseudo-algina (gázeo ou pombo).

As raças que contribuíram para a formação do Piquira foram a Mangalarga Marchador, Brasileira e os animais nordestinos cruzados com éguas comuns de menor porte, sendo que hoje já está bastante padronizada e a infusão destas raças ocorre em pequena escala. Apenas o "Catingueiro" ainda é aceito pelos criadores do Nordeste e como o livro do Registro Genealógico continua aberto, estes animais são registrados por se enquadrarem bem no Padrão Racial em vigor. Os criadores hoje buscam um animal harmonioso mas rústico, com aptidão para sela, de andamento marchado e muito cômodo.

Maringá inaugura "Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos"

Foi inaugurada no mês de Agosto a "Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos de Maringá". As embalagens de agrotóxicos antes eram jogadas no meio ambiente ou eram armazenadas de forma irregular.

Agora as embalagens do veneno são recolhidas, tratadas e recicladas na Central de Recebimento de Embalagens. A inauguração das novas instalações faz parte das comemorações do Dia Nacional do Campo Limpo, que integra o calendário oficial brasileiro. A Central vai atender a 50 municípios da região.

As novas instalações ficam em uma área de 1,3 mil metros quadrados localizada na Estrada Velha para Paiçandu e têm capacidade para coletar 600 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos por ano. Depois de receber os resíduos, a unidade vai selecionar, lavar e separar as embalagens que vão seguir para reciclagem ou incineração.

“A nova estrutura vai dar condições para que o agricultor faça o agendamento de entrega das embalagens com tranquilidade dentro do que a legislação prevê", disse o gerente da Central, Waldir Baccarin.

A iniciativa pela implantação da nova Central de coleta é da Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita), com apoio do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev).

De acordo com levantamento feito pela Adita, Maringá está em terceiro lugar no recolhimento e destinação correta de embalagens, com um volume de 408 toneladas recolhidas em 2008, ou 1,42 milhão de embalagens entre papelão, plástico, vidro e metal. O que representa cerca de 94% do volume de embalagens colocadas no mercado da região.

Ainda, segundo o levantamento, durante o ano de 2008 o Paraná ficou em segundo lugar no ranking dos estados que mais encaminharam embalagens vazias de produtos fitossanitários para o destino final ambientalmente correto, ou seja, para reciclagem ou incineração.

No ano passado foram processadas adequadamente 2,9 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos. O volume significa um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2007. Atualmente existem 375 unidades de recebimento de embalagens vazias em todo o país, entre postos e centrais. O Paraná dispõe de 14 centrais e 58 postos de coleta de embalagens vazias de agrotóxico.

Gestão Agribusiness

Crise na Suinocultura faz produtores se reunirem com governo

Os produtores de suínos se reuniram neste mês de Agosto com representantes do governo para tentar encontrar saídas quem vem atingindo o setor a algum tempo.

Os produtores de suínos alegam que a crise econômica e financeira que atingiu todos os setores da economia não voltou a sua normalidade na suinocultura. O preço da carne de suínos caiu pela metade de Outubro de 2008 até hoje se estabilizou abaixo dos custos de produção.

Diante de tal crise para o setor faz-se necessário relações com os governantes afim de encontrar uma saída, explicou José Arnaldo Cardoso Penna, vice-presidente da Asemg (Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais), que representou o Estado durante as reuniões dos dias 18 e 25 de agosto solicitadas através da ABCS, em Brasília.

No dia 18 representantes dos 12 Estados que integram o quadro de afiliados à Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) entregaram ao Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Dr. Reinhold Stephanes, documento reivindicando apoio oficial nas seguintes propostas: renegociação das dívidas dos produtores de suínos, nova linha de crédito para retenção de matrizes e inclusão da suinocultura no programa de garantia de preços mínimos do Governo Federal. “Entendemos a atividade de criação de suínos como elo de uma complexa cadeia produtiva e não se furtam à parte do esforço conjunto que deve ser feito para superar as dificuldades do momento” comentou Irineu Wessler, presidente da ABCS.

No dia 25 foi a vez dos suinocultores irem à Câmara dos Deputados discutirem, durante audiência pública, os interesses dos produtores frente a criação da empresa Brasil Foods (BRF) resultado da fusão Sadia e Perdigão. Estavam presentes no debate o gerente do departamento de acompanhamento e Gestão da carteira da área de mercado de capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), André Mendes; o conselheiro relator do processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Paulo Furquim; o presidente da Perdigão, José Antônio Prado Fay; o diretor-presidente da Sadia, Gilberto Tomazoni; o presidente do Sindicato dos Avicultores do Distrito Federal, Luiz Gonzaga Rodrigues Lopes, e o conselheiro para mercado da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Rubens Valentini.

Cada participante do processo teve direito a uma apresentação para a defesa dos seus interesses. O representante dos produtores de suínos, Rubens Valentini, apoiado por suinocultores de diversos Estados do país, também presentes, falou da importante relação de integrados com integradoras, sejam eles de suínos ou de aves. Um dos pleitos citados por Valentim, que entrará como terceira interessada no processo no CADE, é discutir as práticas de definição de preços, inclusive no mercado dos insumos. Outra preocupação apontada foi a relação aos contratos de integração. “Precisa-se construir uma lei que consiga ser benéfica a toda a cadeia”, disse.

Para o vice-presidente da Asemg uma negociação nessas proporções tem impacto sobre milhares de produtores que trabalham com frango, suínos e leite. “Ainda não há uma legislação específica que proteja essa relação. A fusão trará um grande impacto sobre milhares de trabalhadores nas fábricas, no mercado de alimentos no Brasil e na concorrência no setor”, completou.

Fica a critério do CADE os pontos a serem considerados ou impostos no processo de fusão. Como principal conquista já alcançada dos produtores, requerido pelo deputado Assis do Couto, será criada uma sub-comissão dentro da Comissão da Agricultura para acompanhar o projeto de lei 4.378 de 1998, que regulamentará as relações de integração.
Fator Brasil

Cortador de pelos

Brasil é modelo para países do Cone Sul na recuperação de pastagens degradadas

Práticas adotadas no Brasil, como o plantio direto e o uso de um sistema integrado agrícola-pecuário-florestal são exemplos de estratégias de pecuária associada ao desenvolvimento sustentável recomendadas entre as conclusões da 10ª Reunião da Codegalac – Comissão de Desenvolvimento da Pecuária para América Latina e Caribe, da FAO, capítulo Cone Sul.

O principal alerta do encontro foi de que a pecuária tem crescido mais de 3,7% ao ano na região, um aumento associado à redução da área de florestas. Hoje, 70% dos pastos se encontram num processo de degradação, o que se reflete em baixa produtividade e no avanço em zonas ambientalmente frágeis.

A degradação dos pastos aumenta a vulnerabilidade às mudanças climáticas e à produção de gases de efeito estufa. E a Amazônia está entre os ecossistemas mais afetados pela ampliação da fronteira agropecuária.

Por outro lado, os países do Cone Sul são os principais exportadores de carne bovina no mundo e os estudos indicam que o consumo de carne se duplicará nos próximos 20 anos, gerando novas oportunidades de mercado para a carne produzida na região. Mas os países importadores cada vez mais exigem produção em áreas ambientalmente sustentáveis, o que mostra a necessidade de políticas e programas estratégicos de grande escala.

Os países da região têm recursos naturais e tecnológicos suficientes para a intensificação sustentável da produção sem necessidade de ampliar a fronteira agropecuária até os ecossistemas mais frágeis. No entanto, as pressões de mercado estão provocando o avanço da atividade em zonas de maior vulnerabilidade ambiental, o que pode aumentar os níveis de desmatamento, degradação de solos, perda de biodiversidade, diminuição de recursos hídricos e vulnerabilidade às mudanças climáticas.

Nesse contexto, os governos necessitam com urgência desenvolver mecanismos e políticas para enfrentar essa situação, através de um marco de referência para a tomada de decisões e a formulação de instrumentos e programas de desenvolvimento pecuário sustentável.

Se nenhuma iniciativa for tomada, o processo de degradação pode ser irreversível, ou de grande custo. E o avanço às áreas mais sensíveis pode aumentar por causa das pressões do mercado, mas com consequências de maiores custos de produção, baixa rentabilidade, perda de competitividade, menores rendas para os produtores, desemprego e aumento da migração do campo para a cidade. Também poderá haver perda dos mercados atuais pela degradação ambiental e perda de oportunidades de novos mercados, com o aumento da pobreza em zonas já vulneráveis.

Os participantes do encontro recomendaram que, com o suporte da FAO, os governos nacionais criem iniciativas para identificar as áreas mais vulneráveis e de maior risco; pesquisar o estado atual da produção pecuária e promover a inserção dos pequenos produtores ao mercado e à tecnologia.

Os países também solicitaram à FAO o apoio técnico para formular um Marco Orientador para o desenvolvimento de políticas e programas de gestão agro-ambiental e inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável, a recuperação de pastos degradados em ecossistemas pecuários estratégicos e a promoção de sistemas integrados agrícola-pecuário-florestais que permitam a intensificação sustentável da produção, reduzam a vulnerabilidade às mudanças climáticas e melhorem a rentabilidade do setor.

Será criado ainda um grupo de trabalho de centros de pesquisa do Cone Sul, liderado pela Embrapa, para a elaboração de uma proposta de ação e avaliação técnica, econômica e ambiental das tecnologias disponíveis para a recuperação de áreas degradadas e intensificação sustentável da produção pecuária.
Fonte: Portal do Agronegôcio

Principais raças de suínos e sua origem

Duroc - Raça Suina

O Duroc foi a primeira raça de suínos a ser introduzida no país e, portanto, a que iniciou o melhoramento e a tecnificação da suinocultura brasileira. A rusticidade e a fácil adaptação a todas as regiões do país, fizeram com que seu uso em cruzamentos industriais propiciasse uma melhoria na qualidade da carne das raças brancas.

Já foi a raça mais registrada no PBB, hoje participa com 1,94% do total emitido no país, com previsão de manter esta participação.


Large White - Raça Suína

No registro genealógico, participou com 22,55% em 1998, passando a ocupar o primeiro lugar na composição do rebanho das granjas produtoras de animais puros de origem. Das raças puras criadas, foi última a ser introduzida no país, no início da década de 1970 e, pelo desempenho apresentado, vem aumentando anualmente a sua participação. A raça é muito utilizada na produção de híbridos e se caracteriza pela sua prolificidade. Origem: Inglaterra Pelagem: Branca.


Pietrain - Raça Suína


É uma raça que possui uma excelente massa muscular, sendo muito utilizada em cruzamentos. Nos últimos anos tem sido importado suínos e sêmen da Inglaterra, Alemanha e França. Apresenta como principais características, ótimos pernis, menor camada de gordura e muito boa para cruzamentos. Tem aumentado sua participação no registro genealógico, este ano com 3,42% do total registrado. Origem: Bélgica Pelagem: Branca com manchas pretas (oveira)


Hampshire - Raça Suína

É uma raça que se caracteriza pela qualidade de carcaça, rusticidade e pela preferência dos criadores em usá-la nos cruzamentos. Participou com 0,18% no registro genealógico. É uma raça que tem tido um desempenho negativo no registro genealógico nos últimos 5 anos. Origem: E. U. A. Pelagem: Preta com faixas brancas nas cruzes e membros anteriores.


Moura - Raça Suína


É uma raça nativa, há muito tempo criada no país, no entanto, somente em 26 de abril de 1990, foi aprovada pelo MA e registrada no livro do PBB, como cadastro inicial. De 1990 a 1995, foram registrados na ABCS, 1.668 suínos, no estado do Paraná. É uma raça que está disseminada principalmente nos estados do sul do país. Suas principais características são, a prolificidade, comprimento e rusticidade. Nos últimos 4 anos não houve registro genealógico da raça. Origem: Brasil (RS, SC e PR) Pelagem: Preta entremeada de pelos brancos (Tordilho).


Wessex - Raça Suína


Foi uma raça preferida pelas granjas que utilizavam o sistema de produção extensivo ou criação ao ar livre. Como este sistema é pouco utilizado no Brasil, os registros vem diminuindo. Apresenta como principais características, a prolificidade, rusticidade e habilidade materna. Em 1998 não emitiu nenhum registro genealógico e a tendência é de que seja extinta ou substituída por outra raça mais moderna. Origem: Inglaterra. Pelagem: Preta com faixas brancas nas cruzes e membros anteriores .


Landrace - Raça Suína


Em 1998, a raça Landrace participou com 15,47% dos registros PO emitidos no país, ficando atrás apenas da raça Large White. Suas características básicas são prolificidade, habilidade materna e desempenho, é muito utilizada nos programas de produção de híbridos.


Piau - Raça Suína


Foi a primeira raça nativa a ser registrada no livro do PBB, em 1989, em caráter de cadastro inicial, de acordo com a aprovação do MA, em 28 de setembro de 1986. De 1989 a 1995, já foram registrados na ABCS, 1.250 suínos nos estados do RS, SC e PR. É uma raça que se caracteriza pela sua rusticidade. Nos 4 últimos anos não houve registro genealógico da raça. Origem: Brasil (GO, MG e SP) Pelagem: Oveira Branca-creme, com manchas pretas)

Abate de frango cresce no Paraná e oferta de carne de aves aumenta

O abate de frango de corte no Brasil no primeiro trimestre do ano registrou alta de 12,2% comparado com o mesmo período do ano passado. Pelos resultados, a carne de frango foi a que teve a maior alta no número de abates, comparada com a carne bovina e suína.No mesmo período, o abate de boi gordo apresentou queda de 10,1% e o abate de suínos teve crescimento de 2,7%.

Segundo o levantamento do IBGE, nos primeiros três meses deste ano o abate de frango atingiu 1.184 bilhão de cabeças. O Paraná principal produtor nacional de carne de frango respondeu por 22,95% da produção avícola brasileira.

No primeiro trimestre do ano o estado abateu 301.392.830 cabeças, registrando um crescimento de 9,82% comparado ao desempenho paranaense no primeiro trimestre de 2007.