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Uso de leguminosas em pastagens e na alimentação animal

Debulhador de Milho Elétrico

As leguminosas, como o amendoim forrageiro, servem para alimentar bois, cabras, ovelhas, cavalos e até porcos e galinhas. Essas plantas conseguem fixar nitrogênio e por isso são capazes de produzir grande quantidade de alimento de qualidade, mesmo em solos de média e baixa fertilidade.

O programa Prosa Rural desta semana fala sobre o uso das leguminosas na alimentação animal e traz como entrevistado o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim. Segundo o pesquisador, o amendoim forrageiro pode ser utilizado no pasto, triturado e oferecido para alimentação de aves confinadas, ou cortado verde para nutrição de porcos. “É uma leguminosa de uso bastante amplo. No Acre, mais de 2,5 mil produtores utilizam a tecnologia, envolvendo cerca de 115 mil hectares de área plantada”, afirma.

As leguminosas apresentam ainda a vantagem de recuperar pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra, o que permite ao produtor não só recuperar o pasto, mas também preparar o solo para produção de outras culturas”, explica Valentim.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Portal do Agronegôcio

As principais raças e a origem do equino Pônei

Tudo sobre cavalos-Um guia 200 raças

Os pôneis são uma família de eqüinos de pequeno porte e ao contrário do que muitos criadores pensam, são animais primitivos, ligados e identificados com a própria origem dos eqüinos. A definição das diversas raças de pôneis ocorreu mais recentemente e expressa a ação selecionadora do homem e os novos ambientes de criação disponíveis desde os primórdios da domesticação dos cavalos.

Existem muitas raças de pôneis espalhadas por vários continentes, sendo que as mais tradicionais se encontram na Europa. Na América do Sul além dos pôneis argentinos, uruguaios e paraguaios destacam-se os pôneis brasileiros que são as raças Piquira e Brasileira. A Associação Brasileira dos Criados do Cavalo Pônei (ABCCP), procura, através do Padrão Racial, padronizar os animais das raças Brasileira e Piquira, controlando também as raças exóticas como Shetland inglesa e americana, Welsh Moutain Pony também inglesa e, a austríaca, Haflinger. Cada raça controlada pela ABCCP seguem seu Padrão Racial apresentando desclassificações comuns.

A raça Brasileira é a mais popular raça pônei de origem nacional, sendo simplesmente conhecida como Pônei. Ainda está em formação e caracteriza-se por animais de pequeno porte cujo objetivo é estimular o interesse, na criança, pelas atividades eqüestres, além de serem utilizados na tração de pequenas viaturas e em diversas atividades esportivas.

Esta raça originou-se do cavalo pônei da raça Shetland, da Escócia, e dos animais Falabella, da Argentina, além da influência de animais oriundos do Uruguai e Paraguai. Nos últimos cinco anos, o criatório nacional começou a ter infusão de animais provenientes dos Estados Unidos da América, os minicavalos americanos. É criada em todo território Nacional, snedo os Estados de maior expressão o Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, este último considerado o Estado berço da raça.

A raça Piquira é caracterizada por animais de pequeno porte pertencendo, portanto, à família pônei, é de origem nacional e bastante rústico. É conhecido popularmente como "mangalarga em miniatura".
O que destaca o Piquira das outras raças de pôneis é a qualidade do seu andamento e a sua docilidade. A marcha é o objetivo primário dos criadores não importando se batida ou picada sendo que o trote e andadura são desclassificantes para registro definitivo. Quanto ao temperamento é um animal bastante dócil e resistente. É usado na lida com o gado, para esporte e lazer. É pouco difundida no Sul do país mas bem apreciada em Minas Gerais e Nordeste.

Os animais são registrados com 36 meses de idade e a altura máxima hoje, é 1,30 para machos e 1,28 para fêmeas com altura ideal de 1,22 m para machos e 1,20 m para as fêmeas, sendo que a altura da garupa não deve exceder mais de 0,02 m da altura na cernelha. Todas as pelagens são permitidas exceto pseudo-algina (gázeo ou pombo).

As raças que contribuíram para a formação do Piquira foram a Mangalarga Marchador, Brasileira e os animais nordestinos cruzados com éguas comuns de menor porte, sendo que hoje já está bastante padronizada e a infusão destas raças ocorre em pequena escala. Apenas o "Catingueiro" ainda é aceito pelos criadores do Nordeste e como o livro do Registro Genealógico continua aberto, estes animais são registrados por se enquadrarem bem no Padrão Racial em vigor. Os criadores hoje buscam um animal harmonioso mas rústico, com aptidão para sela, de andamento marchado e muito cômodo.

A origem dos cavalos e as principais raças

O cavalo tem origem no continente americano, durante a idade glacial . Passou do continente americano para o continente europeu. Há cerca de 10.000 anos este processo foi encerrado e o cavalo desapareceu do continente americano. Quatro tipos de cavalos se desenvolveram na Europa e Ásia, foram os Przewalski, Tarpan, o Cavalo da Floresta e o Cavalo de Tundra. Mais adiante, os cavalos se adaptaram ao ambiente em que viviam dando origem as raças atuais, estando divididos em cavalos Árabes, Berbere, Espanhol e Thoroughbred. Dentro desta divisão encontramos 3 tipos de cavalos: Os cavalos pesados, os cavalos leves e os pôneis.

Os cavalos criados soltos pastam a maior parte do tempo, geralmente as pastagens são deficientes e esparsas, isto faz com que os cavalos estejam sempre a procura de alimento. Os cavalos estão sempre pastando, pois não comem grandes quantidades de uma só vez. Cavalos têm estômago pequeno, precisam se alimentar aos poucos, nunca de uma só vez. Quando mantemos o cavalo em estábulos ou cocheiras devemos fornecer alimento da mesma forma que quando estão soltos, devemos alimentá-los 3 a 4 vezes por dia. É importante que os cavalos tenham sempre água à disposição. A quantidade consumida por um cavalo varia entre 2 a 2,5% do seu peso. Sal também faz parte da alimentação, recomenda-se ter sal sempre à disposição, a falta de sal faz com que os cavalos roam objetos de madeira.

A raça dos equinos é definida pela semelhança dos animais, a similaridade da conformação, cor, andamento, tamanho e temperamento. Já o tipo é definido por animais que apresentam características próprias e permanentes como o cavalo nordestino ou o pantaneiro.

Desde os mais longínquos tempos vemos cavalos e jumentos servindo ao homem. Usados como meio de transporte, carregando peso (quase sempre em excesso), puxando charretes enormes e pesadas lotadas de pessoas, puxando carroças, ajudando na sobrevivência de tantas famílias, servindo de divertimento (circos, rodeios, corridas, lutas, saltos, polo, etc). Os cavalos também participaram de inúmeras guerras e batalhas.
Algumas Raças de cavalos:(equinos)
- Cavalo Árabe, Anglo-Árabe, Cavalo Puro Sangue Inglês, Lusitano, Sorraia, Garrano, Alter Real, Hanoveriano, Trakehner, Holstein, Oldenburg, Falabela, Crioulo, Mangalarga, Mangalarga Marchador,Morgan, Palomino, Bretão, Fjord Noruegues, Frisio, Hannoveriano, Welsh Cob, Gypsy Vanner, Orlov Trotter, Trotador Russian, Guarapuava, Sertaneja, Andaluz, Trotador Americano, Hackney, Persa, Quarto-de-milha, Trakehnen, Poneis, Apaloosa, Pinto (tobiano americano) American Saddle Horse, Pecherin, Bolonhês, Clydesdale, Bretão, Suffolk, Ardenesa, Hackney, Alemã, Francesa, Orloff e Standardbred, Galiceno, etc.

A Cultura da Cevada

A cevada foi o primeiro cereal plantado pelo homem. Na Antiguidade, já era usada para preparar o malte, utilizado na fabricação da cerveja. Também entrava como ingrediente básico do pão. É rica em fibras, proteínas, carboidratos e minerais, como cálcio, magnésio e fósforo.

A cevada é um cereal de inverno que ocupa a quinta posição, em ordem de importância econômica, no mundo. O grão é utilizado na industrialização de bebidas, cerveja e destilados, na composição de farinhas ou flocos para panificação, na produção de medicamentos e na formulação de produtos dietéticos e de sucedâneos de café.

A cevada é ainda empregada em alimentação animal como forragem verde e na fabricação de ração. No Brasil, a malteação é o principal uso econômico da cevada, já que o país produz apenas 30% da demanda da indústria cervejeira.O ciclo é aproximadamente de 100 a 140 dias, e porte herbáceo de 60 a 110 cm de altura.

A produção brasileira de CEVADA está concentrada na Região Sul, com registros de cultivo também nos estados de Goiás, de Minas Gerais e de São Paulo. Atualmente, a cevada é mais cultivada em mais de 140 mil hectares, e a produção é de aproximadamente 380 mil toneladas. Há três maltarias em atividade, instaladas no Rio Grande do Sul,Paraná e em São Paulo.

Clima, genética e manejo são fatores determinantes da produção de cevada com o padrão de qualidade para malteação, particularmente em relação ao poder germinativo, tamanho do grão e teor de proteínas e à sanidade de grãos.

Entre os principais países produtores da cevada estão:Rússia, Canadá, Ucrânia, Turquia, Espanha, Austrália, Marrocos, Estados Unidos da América.