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MT: 82% ainda utilizam ordenha manual e 18% mecânica

Entre os produtores que produzem até 50 litros de leite/dia, apenas 4% fizeram uso desta tecnologia. Dos que produzem de 200 a 500 litros/dia, 90% usaram a tecnologia e aqueles que têm produção acima de 500 litros/dia utilizam 100% da ordenha mecânica. 

As dificuldades referentes à qualidade e quantidade de mão-de-obra impulsionaram os produtores a mecanizar suas ordenhas. 

Outro desafio que a pesquisa apontou para a bacia leiteira de Mato Grosso foi a necessidade de aumentar a ação da assistência técnica aos produtores, visto que 83% dos entrevistados não a receberam em 2011. O presidente da Aproleite/MT considera o Diagnóstico uma ferramenta estratégica que auxiliará o planejamento da Associação para contribuir com o desenvolvimento da cadeia leiteira.

Outra característica importante é que boa parte dos produtores tem em média 50 anos de idade, escolaridade de 4,66 anos e 14,7 anos de tempo de profissão. A administração e a mão-de-obra da propriedade continuam sendo familiares, mas apenas 40% dos filhos querem permanecer na atividade. “É por isso que temos que nos focar na qualificação do produtor rural, incentivar para que os filhos destes produtores permaneçam na atividade e fazer com que o governo federal invista nesta cadeia”, afirma o presidente da Famato, Rui Prado. 

Os resultados mostraram também que a grande maioria dos produtores não adota as práticas agronômicas recomendadas, como calagem, correção da fertilidade, adubação de cobertura e uso de defensivos. Porém, para seguir estas práticas, somente a reforma de pastagem custaria pelo menos 50% a mais do custo de produção. “Isso demonstra a importância de se facilitar o acesso ao crédito para investimentos e o desenvolvimento de políticas públicas para estimular o setor”, observou o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite/MT), Alessandro Casado. 

Mato Grosso possui 20,9 mil propriedades leiteiras, que produzem em média 92,6 litros de leite por dia.

Sistema de Alerta ajuda a garantir boa safra de pêssego no RS

O trabalho de monitoramento e de orientação aos produtores de pêssego da região de Pelotas/RS feito pelo Sistema de Alerta surtiu efeito. A colheita do fruto – praticamente toda finalizada até a virada do ano – indica uma boa safra, de 55 mil toneladas, livre da mosca-das-frutas.

O Sistema de Alerta envolveu um trabalho coordenado pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), em parceria com a Emater/RS-Ascar e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que buscou livrar os pomares de pêssego da ameaça de uma infestação do inseto. Equipes monitoraram a população da mosca em Pelotas, Morro Redondo/RS e Canguçu/RS e repassaram orientações aos agricultores. O trio de cidades responde por grande parte da produção nacional do fruto.

Semanalmente, boletins foram publicados e entregues aos produtores, com informações sobre o nível de infestação dos pomares e com recomendações para evitar o crescimento populacional da mosca. Também foram repassadas informações em cursos e via meios de comunicação.

O Sistema de Alerta foi criado para evitar a infestação dos pomares pela mosca-das-frutas, já que os inseticidas tradicionalmente usados pelos agricultores estão proibidos. A falta de informação sobre quais passos adotar no cultivo poderia inviabilizar toda a safra local.

Boletins
Os boletins foram entregues em mãos aos agricultores, distribuídos em vendas e mercados do interior e colados em pontos como paradas de ônibus e igrejas. Ao todo, foram 18 edições consecutivas com as últimas novidades e recomendações sobre o cultivo do pêssego. Com o fim da safra 2011-2012, a publicação de boletins semanais será interrompida e deverá retornar a partir do segundo semestre, antes do início da próxima safra.

Bruno Zamora Teoro (SC3005JP)
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Clima Temperado
(53) 3275-8113

Governo vai agilizar mecanismos de proteção a produtores rurais

Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 09 de janeiro, na Casa Civil, os ministros Mendes Ribeiro Filho (Agricultura, Pecuária e Abastecimento); Gleisi Hoffmann (Casa Civil); Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Nelson Barbosa (interino da Fazenda) discutiram a criação de novos mecanismos de proteção aos produtores rurais que tenham perda de renda em virtude de situações de emergência, como secas e enchentes.

O Mapa e a Fazenda vão apurar os números de quebra de safra junto aos agentes financeiros e governos estaduais e darão ênfase aos mecanismos já existentes de prorrogação das dívidas previstos no Manual do Crédito Rural, que podem ser acessados imediatamente pelos agricultores.

O governo federal estudará ainda novas formas de agilizar as renegociações de dívidas bem como as indenizações via seguro rural. “Temos consciência dos problemas que enfrentam nossos produtores. Por isso, vamos buscar novos mecanismos de socorro com a maior rapidez possível”, enfatizou Mendes Ribeiro Filho. 

As medidas vão beneficiar tanto os produtores com capacidade de pagamento, quanto aqueles que estão enfrentando dificuldades para quitar os financiamentos ou tiveram perdas de infraestrutura.

Produtores de uva atingidos por granizo pedem ajuda ao governo federal

Pelo menos dois mil produtores rurais foram afetados pela chuva de granizo que atingiu a Serra do Rio Grande do Sul na última quinta, dia 15. Somente em Flores da Cunha, 20% da safra de uva foram perdidos, com prejuízo de até R$ 15 milhões. Em Bento Gonçalves, cerca de 500 hectares foram afetados.

O balanço parcial foi apresentado neste domingo, dia 18, a um representante do Ministério da Agricultura. Segundo o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho, Carlos Raimundo Paviani, as próximas duas safras serão afetadas. Os produtores pedem ao governo que as dívidas sejam zeradas.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, informou que espera o relatório final dos prejuízos para que o governo federal possa anunciar uma forma de auxiliar os produtores.

O município de Caxias do Sul calcula prejuízos que chegam a R$ 25 milhões. Estima-se que 1,2 mil pessoas tenham sido afetadas, em cerca de 300 propriedades, pelo temporal. A Defesa Civil ainda finaliza o levantamento de estragos. Nesta sexta, a Comissão de Defesa Civil do Município sugeriu ao Poder Executivo que seja decretada situação de emergência. O relatório completo, que deve ficar pronto na próxima segunda, dia 19.

A base da agricultura familiar concentra-se na pecuária leiteira

A base da Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul está concentrada na criação de bovinos, especialmente na pecuária leiteira. A atividade é a principal renda da agricultura familiar.

A produção leiteira no Estado se apresenta como a terceira atividade econômica com maior valor bruto de produção, gerando cerca de R$ 130 milhões anuais e uma média de 6.600 empregos. Esses dados garantem a Mato Grosso do Sul a 9ª posição no ranking da produção nacional de leite.

Agricultores dessa e das demais atividades produtivas participam de 4 a 6 de novembro, em Itaquiraí, da 7ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e de Alimentos da Agricultura Familiar, realizada pela Federação da Agricultura Familiar (FAF/MS), em parceria com o governo do Estado, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Prefeitura Municipal e Embrapa.

A feira é realizada desde 2005, com objetivo de contribuir para a elaboração de novas diretrizes para a agricultura familiar do Estado.

Além disso, os produtos apresentados na Feira, como artesanatos, alimentos e outros objetos de consumo trazem as peculiaridades de Mato Grosso do Sul, preservando a cultura local. 

Este ano, a Feira será realizada no kartódromo Ayrton Senna, no município de Itaquiraí.

Mercado gaúcho de arroz mantém a tendência de alta

O mercado brasileiro de arroz manteve a tendência altista nos últimos dias. No Rio Grande do Sul, o maior produtor e o principal referencial do país, a saca de 50 quilos é cotada, em média, a R$ 24,17, aumento de 4,5% em relação ao mês setembro, quando valia R$ 23,12. Levando em consideração o valor pago em igual momento em 2010, que era de R$ 25,80 por saca, a variação é de 6,3% para baixo.

Em Porto Nacional, no Tocantins, a saca de 60 quilos do arroz Longo Fino é cotada atualmente na média de R$ 28,50, ficando 14% acima do valor pago em setembro, que era de R$ 25,00. Se comparado com igual momento em outubro de 2010, quando a saca estava a R$ 33,00, há retração de 13,6%. 

Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil exportou, aproximadamente, 235,4 mil toneladas de arroz (base casca) no mês de setembro. Com isso, o volume acumulado nos sete primeiros meses do ano comercial 2011/12 (que vai de março de 2011 a fevereiro de 2012) atingiu 1,1 milhão de toneladas, recorde histórico para as exportações do grão.

O resultado positivo pode ser imputado, em parte, ao bom andamento dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) realizados pelo Governo Federal. Desde março, já ocorreram 16 leilões de PEP, com oferta de 2,1 milhões de toneladas e negociação de 1,4 milhão. Já as importações de arroz (base casca) atingiram a marca de 103,1 mil toneladas em setembro. De março a setembro importou-se 492,9 mil toneladas, montante 17% menor do que no mesmo período do ano anterior, quando o Brasil importou 591,6 mil toneladas de
arroz.

O relatório de outubro de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quarta-feira, estimou a produção mundial de arroz beneficiado em 461,39 milhões de toneladas para 2011/12, ante os 458,38 milhões de toneladas apontadas no mês anterior. As exportações mundiais de arroz beneficiado foram estimadas em 32,96 milhões de toneladas para 2011/12, ante 31,86 milhões indicadas no mês passado. A estimativa para o consumo é de 457,78 milhões de toneladas de beneficiado para 2011/12, ante 456,02 milhões de toneladas indicadas no mês passado. Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais mundiais de arroz beneficiado na temporada 2011/12 foram previstos em 101,41 milhões de toneladas, ante 98,65 milhões de toneladas no relatório anterior.

A India deverá produzir 100 milhões de toneladas beneficiadas em 2011/12, a Tailândia 21,25 milhões e o Vietnã 25,43 milhões. A safra brasileira está estimada em 8,84 milhões de toneladas de beneficiado. A safra da Indonésia está projetada em 37,3 milhões de toneladas. A produção chinesa está estimada em 139,00 milhões de toneladas.
Planeta Arroz

Agricultor colhe pepino gigante de 38,92 quilos

O agricultor britânico Ian Neale colheu um pepino de 1,07 metro e 38,92 quilos. O pepino gigante deve entrar para o Guinness, livro dos recordes, como o maior do mundo. Neale exibiu o legume em uma feira em Shepton Mallet, na Inglaterra. 


Já não é a primeira vez que um agricultor colhe um pepino gigante. Recentemente um fazendeiro chinês ( veja  o pepino chinês de 70 quilos), colheu um impressionante pepino de 70 quilos. Segundo o ele única receita para se colher este pepino foi  água e adubo orgânico. 

O pepino é originário das regiões montanhosas da Índia e apropriado para o plantio em regiões tropicais e temperadas. Tem sido cultivado desde a Antiguidade na Ásia, África e Europa. Foi trazido para a América por Cristóvão Colombo.


 A espécie apresenta grande variação, entre os inúmeros cultivares, quanto a tamanho, forma, cor dos frutos, sabor e características vegetativas. O mercado dispõe, hoje, de cinco tipos de pepino: japonês, caipira, aodai (comum) e industrial (conserva).

A água do pepino ajuda no controle da temperatura do corpo e nos processos orgânicos, oferecendo nutrientes para as células e eliminando delas suas impurezas.

Comer algumas fatias de pepino antes de dormir e acordará sem dor e sem ressaca. Pepinos contém bastante Vitamina B e eletrólitos para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando ambos a ressaca e a dor de cabeça.

Produção de mel é bom negócio em MS

Esses fatores fazem da produção de mel um bom negócio para apicultores de Mato Grosso do Sul. Para evidenciar essas potencialidades e propagar a qualidade dos produtos derivados das colmeias, a Federação de Apicultura e Meliponicultura de MS (Feams) realiza a I Feira Regional do Mel, de 07 a 09 de outubro de 2011, em Guia Lopes da Laguna. 

O evento tem apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e participação de apicultores de cinco municípios da região, que concentra o maior número de produtores de mel do Estado. Mato Grosso do Sul tem aproximadamente 700 apicultores e produz cerca de 650 toneladas de mel por ano. “O que não atende a demanda de consumo, pois além do consumo normal, atendemos as escolas”, salienta o presidente da Feams, Gustavo Nadeu Bijos. E é na rede escolar que se encontra um grande mercado instalado, pois a legislação estadual inclui o mel como integrante obrigatório da merenda dos alunos. “Mel é um excelente negócio, basta gostar da atividade”, ressalva o presidente da Feams. A feira terá exposição de equipamentos, eleição da Rainha do Mel a apresentações culturais. 

Por reunir o maior número de apicultores do Estado, cerca de 100, a região conta com três entrepostos que inspecionam o envasamento do mel, localizados em Jardim, Guia Lopes e Nioaque. “Com o evento, queremos estimular a adesão e investimento de produtores e municípios na apicultura”, assinala Bijos. A I Feira Regional do Mel de Mato Grosso do Sul será realizada no Ginásio de Esportes de Guia Lopes da Laguna, das 14h às 22h. O evento terá participação de apicultores de Bela Vista, Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Nioaque.

Ministro da Agricultura cria nova secretaria para cooperativismo

Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a criação de uma secretaria específica para tratar de um dos assuntos que serão prioridade na sua gestão: cooperativismo. A declaração ocorreu durante a abertura do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo, ontem, em Brasília.

Segundo Mendes Ribeiro Filho, os exemplos de cooperativismo em estados como o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná comprovam que a atividade associada tem papel fundamental na cadeia produtiva brasileira. Para o ministro, o desenvolvimento da agricultura do Brasil passa pelo fortalecimento do cooperativismo, por isso é fundamental a criação de uma secretaria exclusiva para apoiar as empresas e os agricultores deste setor.

"O cooperativismo é muito importante na vida de todos os brasileiros, dos mais humildes aos mais poderosos, porque promove a cadeia do desenvolvimento e possibilita que as pessoas possam trabalhar e comercializar. O cooperativismo é o grande elo de crescimento do Brasil. Tenho muita fé no cooperativismo e, se ele continuar ajudando a agricultura do Brasil, nós vamos alimentar o mundo por muito tempo", declarou.

Cooperativismo 

Cerca de 50% de tudo o que é produzido no Brasil passam, direta ou indiretamente, por uma cooperativa agropecuária. 

Além de papel determinante no abastecimento interno, os produtos cooperativistas registraram uma receita de US$ 3,9 bilhões em exportações de janeiro a agosto de 2011, com a expectativa de chegar aos US$ 5,8 bilhões até o final do ano.

Hoje, as 1.548 cooperativas que atuam no campo reúnem praticamente um milhão de associados. A maioria desses cooperados - 92% no total - é de produtores rurais de pequeno porte, que têm propriedades de até 100 hectares. Se levarmos em conta suas famílias, o total de beneficiados chega a três milhões de brasileiros.

O cooperativismo é fonte de trabalho e de renda para muitas pessoas e gera 146 mil empregos diretos. Além disso, na média do país, o indicador é 5,3% superior naqueles municípios que observam a presença da cooperativa, e 7,3% melhor na região Norte. Tais dados comprovam que a função social do cooperativismo brasileiro, com efeitos mais contundentes nas regiões mais carentes.

Cotação do milho tem segunda alta consecutiva em Chicago

Os contratos para entrega em março encerraram o dia com alta de 4,50 centavos de dólar, a US$ 6,6575 por bushel. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que o declínio da cotação da commodity no início do mês vai estimular a demanda de investidores e produtores de alimentos, ração animal e biocombustíveis.

"As commodities foram subvalorizadas e estamos vendo o desenvolvimento das compras", afirmou o presidente da U.S. Commodities, Don Roose. "A oferta apertada deve sustentar os preços", acrescentou. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 32,40 por saca, alta de 0,12% sobre a segunda-feira.

Trigo - O adiamento do plantio do trigo de inverno nos EUA, provocado pela seca prolongada que assola o país, levou a commodity à maior alta em três semanas. Os contratos futuros com vencimento em março fecharam a terça-feira cotados a US$ 6,92 por bushel, ganho de 8,75 centavos de dólar no dia.

Consultado pela Bloomberg, Tomm Pfitzenmaier, da corretora Summit Commodity, diz que "as planícies do sul estão tão secas como sempre, o que dá suporte" aos preços. Segundo ele, os produtores estão "deixando as plantadoras na garagem e aguardando para ver o que o clima pode fazer". No mercado interno, o preço médio do trigo pago ao produtor do Rio Grande do Sul, encerrou a R$ 446,71 por tonelada, alta de 0,23%, segundo o Cepea/Esalq.

Cooperativismo é tema da Semana do Pimentão no DF

Há dez anos, Taquara e Pipiripau, comunidades na área rural de Planaltina (DF), tinham apenas oito pequenos comércios. Hoje já passam de 30. O aumento representa o desenvolvimento que chegou ao local desde que os produtores rurais fundaram, em 2001, a Cootaquara. Essa forma de organização, que permitiu aos núcleos rurais prosperarem, é o tema da principal festa da região, a 13ª Semana do Pimentão, que vai até sábado (13) em Planaltina.
Taquara e Pipiripau têm, juntos, cerca de 6 mil moradores e são considerados o maior polo de produção de pimentão de alta tecnologia do país. Mais de 7 mil toneladas do produto por ano são comercializadas pela cooperativa, que abastece supermercados do Centro-Oeste e até exporta o excedente.

Para o superintendente da Cootaquara, Maurício Severo de Rezende, o cooperativismo é responsável pelo desenvolvimento da região. “Só a Agrovila gera 50 empregos diretos, o que provoca circulação de dinheiro aqui. Nesses anos, aumentou também o número de pequenos comércios. Até as terras foram valorizadas”, conta.

Sorvete de pimentão

Na programação da Semana do Pimentão, estão cursos e atrações musicais. O objetivo do evento, organizado pela Cootaquara, Secretaria de Agricultura do DF, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF) e Sebrae no Distrito Federal, entre outros parceiros, é divulgar a região e proporcionar capacitação aos agricultores.

“Queremos mostrar novas tecnologias aos produtores da região e de outros núcleos rurais. Além disso, a festa é uma forma de confraternização entre as famílias da comunidade”, ressalta o presidente da Cootaquara, Maurílio Cezar Silveira Cardoso. Hoje, a entidade reúne 159 produtores.

O evento oferece ainda aos participantes uma feira de comidas que levam na receita o pimentão. Entre as opções mais curiosas estão estrogonofe no pimentão, tapioca, croquete e até sorvete de pimentão. “Fui convidada a participar da feira e resolvi criar dois sabores de sorvete que levam o produto: o de pimentão com passas ao rum e o de nata com pimentão cristalizado. É bem diferente, mas, até agora, quem provou, gostou”, garante a idealizadora do alimento, Bernadete Ghisolfi, 48 anos.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Arrozeiros gaúchos tem dívidas prorrogadas pelo governo federal

A União prorrogou em 180 dias o prazo para que os produtores de arroz do Rio Grande do Sul paguem dívidas oriundas da safra 2009/2010. A decisão foi comunicada, nesta quinta-feira, pelo gabinete da presidente Dilma Roussef. A medida era reivindicada pelos agricultores que, desde o início do ano, tem pedido apoio aos governos federal e estadual, para minimizar os efeitos da crise de comercialização em pelo menos 140 municípios gaúchos.

Para ter direito à prorrogação, os produtores deverão pagar 20% do saldo devedor do financiamento. Neste mês, o governo federal também anunciou a compra de 1,78 milhão de toneladas de arroz e feijão, para garantir preço mínimo dos grãos. A operação permite a manutenção do valor médio do arroz, em R$ 25,80 por saca de 60Kg. A partir de 1º de março começam os leilões para escoamento e aquisição direta do total adquirido pela União.


A atividade movimenta R$ 4 bilhões somente na lavoura e envolve 230 mil pessoas que vivem direta e indiretamente da cultura do arroz. "Esta medida irá beneficiar, inclusive, os produtores que não fizeram o empréstimo, porque tira a pressão do mercado, impedindo que o preço do cereal caia, o que prejudicaria todo o conjunto de produtores", disse o secretário estadual de Agricultura, Luis Fernando Mainardi.
Fonte: Estevão Pires/Rádio Guaíba



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Suinocultura de MT solicita a mesma alíquota cobrada da pecuária na comercialização

Em função das grandes dificuldades que os produtores vêm encontrando para a comercialização de seus animais, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat/MT) voltará a solicitar do governo do Estado - como já tem feito há muito tempo - a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a comercialização dos suínos fora do Estado, de 12% para 7% como já acontece com os bovinos, e a redução do preço de pauta do suíno vivo, que incide no ICMS na venda a outros estados.

A Acrismat tem feito esta solicitação com veemência, visto que a realidade atual não corresponde aos anseios da classe nesta questão, conforme explicações do presidente da Acrismat, Paulo Cézar Lucion. Segundo ele, há muitos anos a bovinocultura paga somente 7% de ICMS na remessa de animais vivos para fora de Mato Grosso, sendo que a suinocultura continua pagando 12% de imposto, apesar de passar pelas mesmas dificuldades.

"Sabemos que a bovinocultura traz grandes divisas para Mato Grosso, mas a suinocultura também tem a sua importância na economia do Estado, porque abatendo um grande número de animais também agrega valores e gera empregos diretos e indiretos", pondera a entidade. Com um plantel atual de cerca de 110 mil matrizes, e considerando que para cada 15 delas o setor ocupe um trabalhador direto, a suinocultura gera em torno de 30 mil empregos diretos e outros quase 150 mil indiretos.

A suinocultora de Sinop Dilamar Pelissa, que comercializa suínos há 19 anos, afirma que antigamente o ICMS cobrado pela Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) era reduzido e que a classe produtora conseguia se equilibrar. Exemplificando as dificuldades dos produtores, ela argumentou que tanto o milho quanto o farelo de soja tem aumentado muito ultimamente, elevando os custos de produção.

"Só pelo milho, no Nortão do Estado já estamos pagando R$ 21 a saca de 60 quilos, e durante o último leilão da Conab, realizado na semana passada, a saca do produto em Sorriso saiu por R$ 18,50. Além disso têm outros R$ 0,50 de despesa e custos com o frete para transportar este milho até as fazendas. O farelo de soja que também usamos para a criação de suínos aumentou bastante: estamos pagando R$ 680 a tonelada, sendo que em julho o preço era de R$ 435 a tonelada".

Completando a sua descrição, Pelissa afirmou que os preços a que os produtores estão sendo obrigados a comercializar seus animais não cobrem nem os custos de produção. Mesmo porque, conforme acrescentou, além dos subprodutos do milho e da soja também a mão-de-obra especializada, necessária no manejo adequado da suinocultura, tem contribuído para a elevação dos custos para os produtores.

"As granjas de suínos necessitam de atenção e cuidados 24 horas por dia, e com isso somos obrigados a gastar rios de dinheiro com horas extras nos fins de semana e adicional noturno para os trabalhadores", explicou, salientando que gostaria que o governo do Estado olhasse a suinocultura com outros olhos, visto que se trata de uma atividade que também gera emprego e renda, dando retorno para Mato Grosso.

Diante da delicada situação dos suinocultores, a Acrismat espera que a Sefaz reduza o preço de pauta e também a alíquota do ICMS. Paulo Lucion lembra que em estados como Santa Catarina a pauta (sobre a qual incide o valor dos impostos estaduais) é fixada tomando por base o menor preço praticado pelo mercado.

"A forma de cálculo utilizada em Mato Grosso é injusta, porque está inclusive 12% acima do preço médio de mercado verificado no Estado", pondera o presidente da Acrismat. Ele explicou que este momento do ano é particularmente delicado para os produtores, porque - como sempre acontece nesta época - o preço de venda do suíno vivo baixou significativamente no mercado interno, e a solução seria a exportação para outros estados.

Porém, com o atual preço de pau ta fixado em R$ 2,70 por quilo, tornou-se também inviável vender os suínos fora de Mato Grosso, porque na hora de vender os suínos os produtores acabam pagando imposto sobre um valor irreal, uma vez que estão entregando os animais a R$ 2,20 o quilo.


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Fazendeiro colhe pepino gigante na China



A Revista Globo Rural publicou um matéria interessante e que muito chamou a atenção. 

Akele Hi, um fazendeiro de Hefei, na China, alcançou um recorde ao ter colhido o está sendo considerado o maior pepino do mundo

De acordo com o diário britânico The Sun, o vegetal tem cerca de 1,5 metro de comprimento e pesa quase 70 quilos.

Segundo Hi, não houve nenhuma receita especial para conseguir o feito. “Usei apenas água e adubo orgânico”, relata.
“Todos os outros pepinos da horta atingiram um tamanho normal. Mas bem no meio da plantação eu encontrei esse ‘monstro’, que não parava de crescer”, conta.
 globo rural 

Suinocultura: Criadores de MG otimistas com alta dos preços

Os criadores de suínos em Minas Gerais estão otimistas com a alta do preço no mercado. O valor pago atualmente pelo quilo do animal vivo está 25% maior do que no mesmo período do ano passado.

Da granja do criador Paulo Veloso, em Carmo do Paranaíba, saem para o abate três mil porcos por mês. O seu Paulo contou que nos últimos três meses o custo de produção subiu. Como o preço do suíno também reagiu, ele está satisfeito.

Embora o custo de produção tenha aumentado nos últimos meses, o que está agradando aos suinocultores é o valor que recebem pelo quilo do suíno vivo, que atualmente é cerca de 25% a mais do recebiam no mesmo período do ano passado.

“O preço está bem melhor. No ano passado, nós trabalhamos com uma média de R$ 2,90 o preço de venda. Agora, já chegamos a R$ 3,40 o quilo”, disse Veloso.

De acordo com o presidente da Cooperativa dos Suinocultores de Patos de Minas, o setor vive um bom momento, principalmente, por causa da maior presença da carne de porco na mesa dos brasileiros. “A população está consumindo mais, a economia está pujante e isso está fazendo com que o preço se mantenha em patamares mais elevados”, explicou Cláudio Nasser.

Para o suinocultor Ricardo Bartolo, de Patrocínio, o atual momento da atividade é motivo de comemoração. “É um momento especial. O mercado reagiu. O mercado interno está muito fortalecido. Está muito bom. Isso tem dado para nós um fôlego que não esperávamos. O mercado realmente está muito bom”, avaliou.
No Sul do Brasil, a maior parte dos criadores trabalha no sistema de integração com os grandes frigoríficos.
Fonte: Globo Rural

Produção de leite pode diminuir no RS

A produção de leite no Rio Grande do Sul está normalizada na maioria das regiões produtoras do Estado, mas a redução das chuvas pode prejudicar o desenvolvimento da atividade, informou o relatório semanal divulgado pela Emater. As propriedades que possuem boa quantidade de pastagens cultivadas ainda apresentam boa produção. 

Aveia e azevém encontram-se na fase reprodutiva e em final de ciclo, e trevos e cornichão apresentam bom desenvolvimento. Os produtores estão realizando o preparo do solo ou a dessecação das áreas para a implantação da pastagem de verão e dos cultivos de milho ou sorgo para silagem. No entanto, a falta de umidade no solo está dificultando a germinação e a emergência das plântulas, com alguns bovinocultores interrompendo a semeadura ou o plantio.

O preço do leite está com uma leve tendência de queda, atualmente o preço está entre 50 e 70 centavos o litro. Os pequenos produtores que produzem à base de campo nativo começam a apresentar aumento de produção, mas a recuperação é muito lenta.
Fonte: Só Notícias

Alta na cotação do milho derruba poder de compra do suinocultor


Os preços do suíno vivo e da carne seguem em alta no mercado interno, aproveitando a baixa oferta de animais e a melhora de preços das carnes concorrentes, segundo pesquisas do Cepea.

Mesmo com o bom momento das vendas, suinocultores seguem preocupados com a margem de comercialização. Isso porque o milho, principal componente da ração, tem valorizado bem mais que o suíno vivo.

Nas regiões de Cascavel e de Campinas, o poder de compra do produtor é o pior desde o início do ano.

Longa estiagem atinge o Paraná e prejudica setor agrícola

A estiagem que atinge o Paraná há alguns meses - o maior produtor de grãos do país, com uma participação de 31,84 milhões de toneladas, preocupa o setor agrícola em relação ao plantio da safra de verão 2010/11.

"Em diversas regiões, áreas estão preparadas aguardando a ocorrência de chuvas em volume mais expressivo para o plantio do milho e encerrar o de feijão da primeira safra" explicou à Agência Brasil o agrônomo Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Segundo ele, o atraso no cronograma traz prejuízo para o plantio de outras culturas e, consequentemente, ao agricultor. "E a meteorologia não prevê chuvas significativas para os próximos meses", observou o agrônomo.

A preocupação com a estiagem também se estende em relação às pastagens de inverno, que estão prejudicadas, obrigando os pecuaristas a buscar alternativas, de custo maior, para a alimentação do rebanho.

De acordo com Hubner, entretanto, a escassez de chuvas está beneficiando o encerramento da colheita de café e a continuidade da colheita da safra de trigo, que foi plantada entre os meses de março e julho.

Atualmente, no Paraná, está em andamento a colheita do trigo e também do milho safrinha, culturas que apresentam rendimento elevado.

"Segundo o IBGE, a segunda safra de milho é 42,3% maior que a anterior (2009) e a safra de trigo é 25,7% maior em relação ao ano passado", disse Hubner.

O Paraná está colhendo um volume total de 6,37 milhões de toneladas de milho da segunda safra. No mesmo período do ano passado colheu 4,48 milhões toneladas. Com esse volume, o estado produziu 13,3 milhões de toneladas entre as duas safras (verão e safrinha), se destacando como o maior produtor nacional.

O trigo deve atingir uma produção de 3,12 milhões de toneladas, No ano passado, foram colhidos 2,48 milhões de toneladas do grão. O Paraná é responsável por 58% da produção nacional, estimada em 5,39 milhões de toneladas.

A produção de feijão ficou praticamente estável em relação ao ano passado, quando foi registrado um volume de 787.180 toneladas entre as três safras colhidas no Paraná.
parana-online 

Produtor poderá emitir Guia de Trânsito Animal (GTA) via Internet

A implantação da Guia de Trânsito Animal eletrônica (e-GTA) é mais um passo para a modernização tributária do setor produtivo de Mato Grosso do Sul promovida pelo governo do Estado, que inclui também a emissão da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). A emissão dos documentos via internet vai proporcionar mais comodidade aos proprietários rurais.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) começou a cadastrar os produtores que vão utilizar a e-GTA por 60 dias em fase de teste. O período em que o sistema será avaliado vai permitir realizar transações de compra, venda, abate, transferência e leilão de bovinos para os ajustes necessários.

A diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, esclarece que para poder emitir a GTA via internet o pecuarista deve renovar seu cadastro na Agência Estadual de Defesa Sanitária e ter um responsável técnico pela propriedade cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Ministério da Agricultura. Outro requisito é estar com a vacinação do rebanho em dia - contra febre aftosa e brucelose - e não possuir nenhuma pendência sanitária em nome da propriedade.

O papel para emissão do e-GTA será numerado e timbrado pelo Ministério da Agricultura. O papel especial não terá custo adicional, o produtor continuará a pagar o valor de R$ 8,26 por meio de boleto bancário, que poderá ser recolhido pela internet ou no banco.
 


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Setor de panificação não deve sofrer aumento de preços por retalição ao trigo americano


Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) não há motivo para preocupação em relação ao aumento de preços dos produtos do setor de panificação e confeitaria no Brasil, em decorrência da retaliação ao trigo norte-americano, cuja importação ficará 30% mais cara.

O Brasil não é dependente do trigo norte-americano. No ano passado foi importado menos de 2% do trigo consumido no Brasil.

A decisão do governo brasileiro de retaliar a importação de alguns produtos dos Estados Unidos tem deixado empresários do setor e consumidores preocupados, porém de maneira equivocada segundo o presidente da (Abip), Alexandre Pereira da Silva.

Em 2009, a produção nacional de trigo foi de 10,5 milhões de toneladas. Para atender a demanda do mercado brasileiro, foram importadas apenas 215 mil toneladas de trigo norte-americano (menos de 2%) e 3,2 milhões de toneladas da Argentina (cerca de 30%).

Se for necessário importar o grão do Hemisfério Norte, o Brasil pode recorrer ao Canadá, país que oferece produto de qualidade e custo de frete semelhante ao norte-americano.


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