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Como plantar e cultivar o tomate?


Plantio - O tomate pode ser plantado o ano todo, desde que em regiões onde o clima é ameno. Temperaturas muito baixas, como geadas, ou calor em excesso, prejudicam o desenvolvimento e a produção do tomateiro. Em locais frios, o cultivo deve ser realizado entre os meses de agosto e janeiro. Plante de março a maio em áreas com temperaturas elevadas. A colheita é feita de 90 a 100 dias depois do início do transplante.

Ambiente - O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus.

Local - Para cultivar o tomate, o terreno deve ser profundo, solto, permeável, bem drenado, areno-argiloso e com pH entre 5,5 e 6,5. O espaçamento entre plantas pode variar de 50 a 60 centímetros e, entre os sulcos, de um a 1,20 metro.

Irrigação - Mantenha o terreno sempre úmido. Irrigue as plantas a cada dois ou três dias. Boa incidência de sol também é recomendado, pois evita o desenvolvimento de plantas finas e quebradiças.

Dica - O tomateiro apresenta bom crescimento quando no mesmo canteiro são plantadas ervas aromáticas.

Propagação - Inicie o plantio do tomateiro pelo sistema de mudas produzidas em bandejas de isopor. Coloque as sementes, que podem ser compradas em lojas de produtos agropecuários, nas células preenchidas com um substrato comercial. Evite o excesso, porém molhe diariamente as mudas nessa fase inicial. Mantenha as bandejas em ambiente protegido, para impedir ataque de pragas e insetos transmissores de doenças, como traça-do-tiro, ácaros, mosca branca, tripes, pulgões e burrinho.

Transplante - As plantas são transplantadas para o local definitivo assim que as mudas atingirem de quatro a cinco folhas, ou de sete a dez centímetros de altura. Sem apertar muito as hastes, amarre varas de bambu ou madeira de dois metros de altura em cada planta.

Colheita - Com muitos ramos e caule flexível, o tomateiro tem sua colheita depois de 90 a 100 dias do início do transplante. Como o tomate continua amadurecendo fora do pé, pode ser colhido ainda não maduros.

*Leonardo Silva Boiteux e Leonardo de Britto Giordano são pesquisadores em genética e melhoramento de hortaliças da Embrapa Hortaliças, Rod. BR-060, km 9, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília, DF, tel. (61) 3385-9072 e 3385-9073, boiteux@cnph.embrapa.br e giordano@cnph.embrapa.br
Mais informações: Para outras orientações sobre cultivo de tomate, entre em contato com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do seu estado

A origem do capim elefante e fórmula correta de adubação

De origem da África, o capim elefante apresenta uma grande variabilidade genética, com características variáveis de rendimento, fotoperíodo, perfilhamento, relação colmo/folha e qualidade como forragem. A seleção de variedades de alto rendimento e qualidade tem sido o principal objetivo dos estudos com essa cultura. 

Por ser uma espécie de rápido crescimento e de alta produção de biomassa vegetal, o capim elefante apresenta um alto potencial para uso como fonte alternativa de energia. Além disso, deve-se destacar que o capim elefante, por apresentar um sistema radicular bem desenvolvido, poderia contribuir de forma eficiente para aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo, ou o seqüestro de C (carbono) no solo.

           Adubação do Capim Elefante
               
Um dos segredos do sucesso dessa tecnologia está no uso correto dos fertilizantes ao longo dos anos de utilização da pastagem. Qualquer descuido nas quantidades recomendadas dos fertilizantes poderá comprometer a produtividade da pastagem, levando-a a um processo quase irreversível de degradação.

Em geral, são recomendados, anualmente, 1.000 kg/ha/ano da fórmula 20-05-20, nos sistemas onde não há irrigação. Quando a irrigação é utilizada, recomenda-se aplicar mais 100 kg/ha/ano de nitrogênio. Entretanto, para que se consiga racionalizar a quantidade de adubo a ser aplicada, recomenda-se fazer a amostragem do solo. Esta deverá ser feita entre os meses de abril e maio.

A quantidade de adubo recomendada deverá ser parcelada em três aplicações anuais, no início, meio e fim do período chuvoso nos sistemas não-irrigados e em seis aplicações nos sistemas irrigados.

Observações:

1. Se não se dispuser desta formulação, preparar uma mistura com 200 kg/ha de N, 50 kg/ha de P2O5, e 200 kg/ha de K2O.
2. As quantidades de P2O5 e K2O poderão ser reduzidas se as concentrações de P e K na solução do solo estiverem acima do nível crítico. Para isto, é importante a assistência de um técnico que tenha conhecimento sobre o assunto.

Plantio de cebola: pesquisadores definem cultivares para a produção orgânica

Atualmente, o Vale do São Francisco colhe 272.400 toneladas de cebola em 13.620 hectares. Praticamente toda ela é cultivada de forma convencional, em sistemas de produção que tem por base o uso intensivo de insumos químicos. “Há espaço para implantar no campo e oferecer aos consumidores uma cebola orgânica de boa qualidade”, assegura Nivaldo Costa, pesquisador da Embrapa Semi-árido, em Petrolina.


O pesquisador da Embrapa afirma que já estão em testes de campo, o plantio de cebola com as tecnologias desenvolvidas visando as técnicas orgânicas e que favorecem uma produtividade de até 38 toneladas por hectare (38 t/ha-1) – quase que o dobro da média obtida nos sistemas de cultivo comercial nas áreas produtoras da Bahia e Pernambuco, que é de 20 toneladas por hectare.

Segundo este pesquisador, os estudos e testes de campo envolvendo a Embrapa, UNEB, IPA e EBDA desde 2005 dão esta segurança aos agricultores. As tecnologias e conhecimentos que geraram substituem com sucesso os manejos da agricultura convencional marcados pelo uso intensivo de insumos químicos e práticas que esgotam a fertilidade natural do solo. Além disso, produzir culturas alimentares com recursos técnicos que impactam minimamente o meio ambiente e não ameaçam a saúde de agricultores e de consumidores não é só possível como muito desejável, defende por sua vez o professor Jairton Fraga Araújo, do Departamento de Tecnologia e Ciência Sociais da UNEB.

Uma conclusão desses estudos está relacionada à definição da variedade de cebola mais adequada ao cultivo orgânico. De 20 variedades avaliadas em 2005, foram selecionadas três: Brisa, IPA 10 e Alfa São Francisco. Em outros testes foram estabelecidas as quantidades adequadas dos três principais macronutrientes a serem aplicadas nas plantas de cebola sob cultivo orgânico - nitrogênio (N), potássio (K) e fósforo (P) - oriundas de fontes como a torta de mamona, cinzas vegetais, fosfatos naturais (termofosfatos) respectivamente.

A implantação da cebola nas áreas de testes foi precedida de adubação verde com espécies leguminosas (mucuna preta, guandu e crotalária), com o objetivo de promover melhorias nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Após o inicio da floração, foram cortadas e deixadas no local por 30 dias para, só então, serem pré-incorporadas ao solo por meio de gradagem leve. A produção de massa verde incorporada foi estimada em 48 t/ha, sendo que em massa seca obteve-se 15 t/ha.

Segundo Jairton Fraga, a adubação foi feita em dois momentos: um, antes do estabelecimento da cultura; e depois, com a cebola já implantada na área. A cada semana, foram feitas pulverizações com biofertilizante líquido enriquecido à base de micronutrientes cuja formulação básica contém ingredientes como sulfatos de zinco, de magnésio, cobalto além de borax, leite, melaço, esterco bovino e água e aminoácido de peixe, aplicados via foliar.

Paralelo ao manejo do solo, pode ser necessário o emprego de estratégias para controle de pragas e doenças. No caso do cultivo da cebola orgânica, a ocorrência de trips (praga) foi combatida com o emprego de calda sulfocálcica (fungicida). A incidência de antracnose, por sua vez, foi debelada com calda bordaleza (fungicida). Para Nivaldo Costa, o manejo adotado nos testes foi eficiente: sem afetar a produtividade impediu o progresso das doenças e pragas.

Nordeste Rural

Fazendeiro colhe pepino gigante na China



A Revista Globo Rural publicou um matéria interessante e que muito chamou a atenção. 

Akele Hi, um fazendeiro de Hefei, na China, alcançou um recorde ao ter colhido o está sendo considerado o maior pepino do mundo

De acordo com o diário britânico The Sun, o vegetal tem cerca de 1,5 metro de comprimento e pesa quase 70 quilos.

Segundo Hi, não houve nenhuma receita especial para conseguir o feito. “Usei apenas água e adubo orgânico”, relata.
“Todos os outros pepinos da horta atingiram um tamanho normal. Mas bem no meio da plantação eu encontrei esse ‘monstro’, que não parava de crescer”, conta.
 globo rural 

Produtores paulistas intensificam plantio da soja

O feriado do Dia de Finados não teve descanso para os produtores de soja do oeste de São Paulo. Eles aproveitam a umidade das últimas chuvas e colocaram as máquinas no campo para intensificar plantio.

No campo, a pressa agora é amiga da produção. O agricultor Carlos Custódio apalpa a terra e sabe que este é o momento para o plantio da soja. É preciso correr para aproveitar a umidade do solo. “Você tem de trabalhar de sol a sol. Inclusive, entrar um pouco a noite. Quando não, fazer dois turnos para poder plantar no momento certo. Adiantar o plantio e aproveitar a umidade do solo, que é importante”, explicou.

Para escapar esta safra o produtor decidiu ampliar a área de plantio, de 200 para 220 hectares, e está otimista. “O agricultor está sempre esperançoso que chova e não falte umidade porque é disso que a gente precisa”, completou Custódio.

O agricultor Júlio César Antonucci decidiu manter a mesma área de plantio do ano passado, de 450 hectares. Mas para diminuir os custos ele investiu na agricultura de precisão. “Para não desperdiçar e não jogar adubo onde não precisa e calcário onde não precisa. Estamos trabalhando para aumentar a produtividade com menor custo”, justificou.

No oeste paulista, a saca da soja está em torno de R$ 47. Mas para os produtores o preço só vai ter importância daqui a quatro meses, quando começar a colheita.
Fonte: Globo Rural

Lavoura de girassol torna-se uma ótima opção de renda agrícola

A lavoura que mais parece um jardim de tom amarelo chama a atenção de quem passa na vicinal que liga Rio Preto à Potirendaba. A produção de girassol não traz vantagens só pela beleza. Nesta propriedade a planta é usada para alimentar o gado de confinamento. O plantio é feito durante o período de entressafra de outras culturas, como o trigo, por exemplo. E a produção é rápida.

“Seo” Laércio fez das condições favoráveis uma estratégia para aumentar os lucros. Quinze hectares da propriedade são reservados para o plantio do girassol. A produção de 35 toneladas por hectare vira silagem para as 330 cabeças de gado confinado na fazenda.
Segundo o produtor, o girassol reduz em 20% os gastos, se comparado ao milho e a outros farelos. Ele usa 20 kg por dia de girassol por cabeça para engordar 1,4 kg/dia.

A máquina colhe e tritura o produto ao mesmo tempo. Depois o girassol é misturado com milho e cana de açúcar, além de receber o chamado concentrado, composto por outros farelos. Assim, a mistura que vai no cocho fica mais barata e mais nutritiva.

O rebanho parece achar saboroso. O produtor fica satisfeito e quem passa pela lavoura se sente maravilhado com a paisagem.
Fonte:Nosso Campo 

Setor de plantio de mandioca tem potencial para entrar no mercado externo



Para conselheiro da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ivo Pierin Junior, o setor precisa se organizar para ampliar participação na produção mundial.

A mandioca cozida e frita, farinha torrada, pãozinho francês e massas em geral, o alimento, comprado no mercado ou plantado em casa, é uma das principais fontes de carboidratos de uma parte significativa da população brasileira. A alta produtividade em relação a outros alimentos, condições naturais e a flexibilidade da época de colheita, faz do Brasil o segundo maior produtor do alimento no mundo, com 12,5% da produção mundial.

Criada pela Embrapa em 2007, a data que se comemora "o dia da mandioca" é 22 de abril, coincide com o descobrimento do Brasil devido à relevância da raiz, encontrada pelos portugueses logo em 1.500. Para oficializar o Dia Nacional da Mandioca, atualmente tramita na Câmara Federal um projeto de lei de autoria do deputado federal Fernando Melo, do Acre. Estima-se que as atividades ligadas ao cultivo da mandioca e seu processamento gerem aproximadamente um milhão de empregos diretos.

Para o conselheiro da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ivo Pierin Junior, o setor pode comemorar hoje um consumo interno consolidado. “Ao contrário da produção, que está estacionada, o consumo mantém-se consolidado e tem potencial para crescer ainda mais. Tudo que o Brasil produz, hoje, é consumido pela própria população”, diz. Hoje, o país figura como o segundo maior produtor mundial da raiz, atrás da Nigéria. A atual produção brasileira gira em torno de 25,5 milhões de toneladas, o equivalente a 60% da quantidade da Nigéria.

Ivo informa ainda que, nesta sexta-feira (23), em Brasília, representantes do Sebrae, da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam) e outros parceiros vão se reunir no Ministério da Agricultura para traçar o planejamento estratégico da Câmara Setorial do Setor de Mandiocultura para os próximos anos.

Ele defende maior participação do Brasil no mercado internacional. “Para atender o mercado externo, precisamos criar um excedente de produção. O Brasil tem capacidade para atender a todas as exigências, como qualidade e oferta constante, basta que se prepare”, afirma.

Para Ivo, a mandiocultura é o setor mais democrático. “Tem mercado para todos, tanto para o grande quanto para o médio e pequeno produtor. Todos têm oportunidade de crescer, diferentemente do que acontece com o feijão e a soja”.

Segundo estudo de mercado do Sebrae sobre o setor, o Nordeste é a principal região produtora de mandioca, com 35,9% da produção nacional; o Norte é responsável por 25,2%, e o Sul, por 23,1%. Consequentemente, os cinco maiores estados produtores pertencem as três regiões: Pará, Bahia, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Sul. Em termos de produtividade o Paraná atinge um índice significativo (21,4 toneladas/hectare), ficando atrás apenas de São Paulo (23,2 toneladas/hectare).

A produção do Nordeste conta com presença de centenas de ‘casas de farinha’, dedicadas à produção de pequenos volumes, tanto seca quanto d’água. O produto é consumido quase exclusivamente na própria região. Já a quantidade gerada nas Regiões Sul e Sudeste destina-se predominantemente ao processamento industrial, para a produção de farinha, fécula e outros derivados. Estes são utilizados na indústria alimentícia e em outras aplicações.
Por Regina Xeyla
Fonte: Agência Sebrae de Notícias


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