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China está aberta as importações de grãos e adere a OMC

China parece estar chegando a um acordo com sua dependência de importações de grãos, e concordou em em aderir  à Organização Mundial do Comércio. Com um oficial sênior de planejamento rural dizendo sexta-feira que tal comércio é bom para a China e para os mercados globais .

Mesmo desde significativamente abertura do comércio com o Ocidente após o isolamento relativo para as primeiras décadas sob o regime comunista, a China manteve um rígido controle sobre suas importações de grãos, visando a auto-suficiência enquanto nivelamento baixo contingentes pautais para milho, trigo e arroz a menos do que 5% do consumo total. 

O trigo importado mais barato e o arroz  colocam pressão sobre os preços domésticos e apertam as margens de lucro para alguns agricultores, provocando temores de que a China pode conter algumas importações de alimentos .Mas Chen Xiwen, o diretor do Escritório do Grupo Central de Trabalho Rural Leading, topo do Partido Comunista Chinês corpo de políticas rural, disse a repórteres sexta-feira que um tal movimento estaria fora de questão.

"Nós não vamos voltar a fechar as portas", disse Chen.



A China deve usar ambas as fontes nacionais e internacionais para atender a demanda local, a importação de produtos que estão em falta para estabilizar os preços domésticos, o Sr. Chen disse, descrevendo o comércio, como benéfica para os mercados, tanto em casa e no mundo.

Embora a experiência levou para casa a mensagem de que o governo precisava de mercados globais como uma proteção para a segurança alimentar, o Sr. Chen chegou a indicar que a China tem planos para abandonar ou expandir as suas quotas de importação.

Em outubro, publicou as mesmas cotas de arroz, milho e trigo estabelecidos durante as negociações da OMC  que estão em vigor desde 2004.

Não que as quotas foram ainda um sério risco de ser ultrapassado. No ano passado, as importações de milho e trigo triplicou para 5,2 milhões e 3,7 milhões de toneladas, respectivamente, de acordo com dados alfandegários. As importações de arroz quadruplicou, chegando a 2,3 milhões de toneladas.

Isso é contra as cotas de 7,2 milhões, 9,64 milhões e 5,32 milhões de toneladas, respectivamente.

E, embora o Sr. Chen deu um aceno para os benefícios do comércio, ele também enfatizou a necessidade de um alto grau de auto-suficiência em grãos, enquanto consolidando setor fragmentado agrícola da China para aumentar a produtividade.

"Manter uma taxa de auto-suficiência em grãos de alta está de acordo com a situação da China, e também é uma contribuição para a segurança de cereais do mundo", disse ele.

A China não inclui a soja em sua regra de importação de 5%. O país compra 60% da soja negociados do mundo.

"Se excluirmos soja, 95% da meta de auto-suficiência pode ser mantida por muito tempo",  disse Tang Renjian, vice de Chen, aos repórteres.

Condições de mercado incentivam a produção de trigo no Sul do país

No ano de 2011 o Brasil produziu menos trigo e exportou mais. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a produção de trigo deve alcançar 5,15 milhões de toneladas na safra 2011/2012, 12,5% menos que a safra 2010/11, quando o País colheu 5,88 milhões de toneladas. As principais razões que levaram a queda da produção foram as geadas, a redução da área plantada e a quebra da safra. Com isso, é possível que as importações aumentem e os produtores recebam preços internos melhores, principalmente se o valor do dólar continuar aumentando em relação ao real.

Frente à grande oportunidade de mercado para o produtor, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, indica as cultivares com alta produtividade de grãos e adaptadas à região sul: BRS Guamirim, BRS 327 e BRS 331.

A cultivar BRS Guamirim foi a mais plantada nas últimas safras, é classificada como trigo pão com alto potencial produtivo, média de força de glúten e ciclo superprecoce. É indicada para a panificação industrial e mesclas de farinha. Apresenta porte baixo e alto potencial de perfilhamento, o que garante grande quantidade de espigas por metro quadrado. É moderadamente resistente à ferrugem da folha, ao oídio, à giberela e às manchas foliares.

Lançada em 2010, a BRS 327 é classificada como trigo pão, farinha branca, de porte médio/alto e ciclo precoce. Essa cultivar conquista o produtor por causa da produtividade, sanidade e tolerância a alguns estresses abióticos. Além de ser moderadamente resistente à ferrugem da folha (suscetível a Raça B34), à giberela, ao oídio, às manchas foliares e ao mosaico do trigo.

Lançada este ano, a BRS 331 é também classificada como trigo pão e tem ciclo superprecoce. O bom desempenho frente às intempéries do clima posicionam essa cultivar como um trigo bem adaptado às condições de cultivo das regiões frias do sul do país. Em virtude do melhoramento genético, esse trigo apresenta moderada resistência à geada na fase vegetativa (queima de folhas), excelente tipo agronômico com folhas eretas e colmo resistente ao acamamento. E, ainda, tem moderada resistência à giberela.

AGRICULTURA: dólar preocupa mas juros e rating podem atrair investimentos

O setor fabricante de máquinas agrícolas começa a traçar estratégias para atuar com a taxa cambial de hoje. Nesta terça-feira, o dólar é cotado a R$ 1,939, em mais um dia de desvalorização. O diretor de Marketing da John Deere, Paulo Herrmann, que concedeu entrevista há pouco à Agência SAFRAS em Porto Alegre, afirma que a empresa já está trabalhando com o piso de R$ 1,90.

"A oscilação depende de uma série de fatores, ficando difícil projetar um rumo certo para a moeda norte-americana", acrescenta.

Apesar do dólar deprimido, o mercado de máquinas poderá se beneficiar das taxas de juros mais baixas e da melhora da classificação de investidores do Brasil (rating). "Estes fatores devem atrair maiores investimentos ao país", prevê. Por isso, o dirigente acredita que a John Deere sofrerá menos com o dólar fraco. Além disso, muitos componentes usados na fabricação de tratores e colheitadeiras são importados, o que pode baixar os custos de produção.

Atualmente, a fábrica utiliza de 20% a 30% de peças vindas do exterior, sendo possível elevar um pouco agora em virtude do câmbio. "Entretanto, cabe ressaltar que não podemos aumentar muito as importações de componentes, pois temos compromisso com fornecedores nacionais, onde a peça chave do negócio é confiança", adverte Herrmann. Lembra ainda que, para poder usufruir das linhas de crédito do Governo Federal para a aquisição de maquinas agrícolas, o marca preciso utilizar no mínimo 60% de peças nacionais.

Mas não há dúvida que a moeda norte-americana está prejudicando as exportações de máquinas agrícolas. "Nosso produto se torna mais caro, dificultando a concorrência", explica o diretor. A maior queda de vendas do setor foi para os Estados Unidos. Especificamente em relação a John Deere, foram afetadas vendas para alguns países da Europa.

Mas nem tudo é preocupação. Um dos principais destinos da marca, a Argentina, não deve ter os negócios afetados. "Isso porque o nosso país vizinho está meio imune aos problemas brasileiros", comenta o dirigente. "Lá, o câmbio está estável, em R$ 3,00 o peso. Não há ferrugem asiática, possuem uma logística fantástica e estão aproveitando a elevação dos preços agrícolas", enumera, explicando o porque da boa demanda.
Por Rodrigo Ramos / rodrigo@safras.com.br

Embrapa promove reunião para discutir ampliação de cooperação internacional sobre cogumelos

A Embrapa e a Assessoria Internacional da Governadoria do Distrito Federal realizaram hoje (29/7) pela manhã uma reunião na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), com o objetivo de ampliar a cooperação internacional no desenvolvimento de pesquisas científicas com cogumelos comestíveis.
O evento contou com a presença do Ministro Conselheiro da Embaixada da Índia, Vinod Sachdeva; do Conselheiro Científico da Embaixada da Alemanha, Volker Niklahs e do Conselheiro da Embaixada da China, Jiang Dehua. A Embrapa esteve representada pelo Chefe Substituto da Secretaria de Relações Internacionais, Antônio Carlos do Prado; pelo Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, João Batista Teixeira e o GDF, pelo Coordenador Substituto da Assessoria Internacional, Cláudio Heckmann.

Hoje, a Embrapa mantém uma forte cooperação com a Coreia do Sul, através da Administração de Desenvolvimento Rural da Coréia (RDA, sigla em inglês) e do Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex Coreia) para desenvolver pesquisas com esses fungos, além de ampliar o conhecimento sobre metodologias de cultivo. A intenção, nesse momento, é estender a parceria para outros países.

A reunião teve ainda como objetivo divulgar o VI Simpósio Internacional sobre Cogumelos no Brasil (VI SICOG), que acontece no período de 29 de agosto a 1º de setembro no Hotel Nacional, em Brasília, DF, e vai reunir mais de cinco países (Brasil, China, Coreia do Sul, Argentina e Holanda) com o objetivo de ampliar o intercâmbio científico, tecnológico e cultural de profissionais, pesquisadores e estudantes que atuam com cogumelos comestíveis e medicinais.

Benefícios dos cogumelos para a nutrição humana

Durante a reunião, a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e especialista em cogumelos comestíveis, Arailde Urben, apresentou os benefícios dos cogumelos para a nutrição humana. Além de saborosos, esses fungos são ricos em proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais, possuem 21 aminoácidos essenciais, além de fibras.

Em 1995, a pesquisadora trouxe da China para o Brasil a tecnologia Jun-Cao, que torna o cultivo de cogumelos mais barato já que utiliza substratos de gramíneas ao invés de troncos de madeira e serragem, como nos meios de cultivo tradicionais. De lá para cá, ela vem promovendo cursos todos os anos para produtores brasileiros com o objetivo de divulgar a tecnologia e aumentar a produção desses fungos no país.

Atualmente, o consumo de cogumelos pela população brasileira alcançou 160 gramas por habitante em 2011 (era de apenas 30 gramas em 1995). Mas ainda é muito pouco quando comparado com outros países como a China, onde o consumo chega a 10 kg por pessoa; França com cerca de 2 kg por habitante, Itália, onde se consome cerca de 1,3 kg, e a Alemanha e Coreia, países nos quais o consumo alcança 4 kg per capita.

“Por isso, precisamos continuar investindo esforços para que os cogumelos possam fazer parte da alimentação diária da população brasileira”, explica Urben, lembrando que um dos fatores que ainda separa esses alimentos da nossa mesa é o alto preço dos produtos encontrados no mercado. “A adaptação da técnica Jun-Cao às condições brasileiras foi um passo para mudar esse panorama e a sua divulgação e disseminação para os produtores brasileiros é um trabalho constante e sistemático na Embrapa”, afirma a pesquisadora.

Além da cooperação formal com a Coreia, Urben mantém um relacionamento estreito com a China, onde é professora visitante da universidade da província de Fuzhou e ministra aulas todos os anos; e no Brasil, com a USP, Faculdade de Sorocaba, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Rio de Janeiro, nas quais profere palestras.

O desenvolvimento das pesquisas levou à formação de um banco de cogumelos para uso humano na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que hoje conta com 320 espécies coletadas em todas as regiões brasileiras. A pesquisadora faz questão de enfatizar que esse banco está disponível para todas as instituições de pesquisa do Brasil e do exterior que tenham interesse em ampliar o conhecimento sobre esses alimentos funcionais.
Fernanda Diniz
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Contatos: (61) 3448-4769 e 3340-3672
fernanda@cenargen.embrapa.br

Importação de trigo é reduzida no primeiro trimestre 2011


O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior divulgou recentemente o balanço de importação e exportação nacional e conferimos dados de importação do trigo e da atual situação do mercado de trigo nacional e algumas implicações para o setor moageiro.

O Brasil neste primeiro trimestre de 2011, importou 1,495 milhão de toneladas, o menor volume importado desde os 1,174 importados em 2005 no mesmo período. No primeiro trimestre de 2010, a importação de trigo foi de 1,805 milhão de toneladas. Dois fatores foram determinantes para esta redução: Os altos preços da matéria prima importada e o aumento da produção nacional observada na safra passada.

A redução na importação mais significativa ocorreu no Paraná, que diminuiu a importação de trigo argentino de 99,260 mil toneladas no primeiro trimestre de 2010, para 43,125 mil toneladas no mesmo período deste ano. Abastecendo seu mercado interno e aumentando a competitividade dos moinhos paranaenses.

Obviamente o maior preço pago pela matéria prima Argentina, também tem seu efeito, só para se ter uma idéia, a média dos preços FOB país de origem pagos em 2010 no Estado de São Paulo pela tonelada do grão era de US$ 245/ton, a média do primeiro trimestre de 2011, para o mesmo estado foi de US$ 324/ton ambos para o trigo argentino, um aumento de 32%.

Esta dependência da importação de trigo  no curto prazo não deve se alterar, devido a redução de área programada para o trigo este ano. O Brasil segundo dados da Conab, produz apenas pouco mais da metade do que consume em volume, e em geral a produção se concentra em tipos de trigo que possuem demanda incerta devido à qualidade do grão.

Os exemplos das cooperativas paranaenses e alguns grandes moinhos de São Paulo, que remuneram a qualidade da produção e contratam a produção antes do plantio surge como alternativa de facilitar a comercialização e a tomada de decisão do produtor para o plantio do trigo e no longo prazo levaria ao aumento de produção e diminuição da dependência dos humores do mercado internacional.
Autor: AF News
sonoticias


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Fazendeiro colhe pepino gigante na China



A Revista Globo Rural publicou um matéria interessante e que muito chamou a atenção. 

Akele Hi, um fazendeiro de Hefei, na China, alcançou um recorde ao ter colhido o está sendo considerado o maior pepino do mundo. 

De acordo com o diário britânico The Sun, o vegetal tem cerca de 1,5 metro de comprimento e pesa quase 70 quilos.

Segundo Hi, não houve nenhuma receita especial para conseguir o feito. “Usei apenas água e adubo orgânico”, relata.
“Todos os outros pepinos da horta atingiram um tamanho normal. Mas bem no meio da plantação eu encontrei esse ‘monstro’, que não parava de crescer”, conta.
 globo rural 

Empresários Chineses têm interesse em investir no Tocantins



O governador Carlos Henrique Gaguim apresentou as potencialidades do Tocantins a um grupo de empresários chineses do ramo de agronegócio, que tem interesse em investir no Estado.

O governador foi recebido pelo secretário adjunto de Relações Institucionais do Mapa, Lino Colsera, que intermediou o encontro.

O vice-governador de Guangdong, Li Ronggen, afirmou que apesar da província ser a mais industrializada da China, possui um terreno montanhoso e apenas 25% das suas terras são agricultáveis. Ronggen trouxe um grupo de empresários chineses que quer investir em arroz e carnes bovina, suína e de aves no Brasil.

Diante da explanação do governo do Tocantins, os chineses demonstraram interesse em conhecer o Estado. “A relação entre a província e o Tocantins certamente será bastante promissora. Essa visita ao Brasil vai trazer boas oportunidades, especialmente ao Tocantins, fortalecendo as relações bilaterais”, disse Roggen.

O governador destacou a posição geográfica do Estado no Corredor Centro-Norte de Exportação, a intermodalidade de transportes e o potencial agrícola do Tocantins. “Eles querem investir no ramo agrícola, pois é uma província de 100 mil habitantes com muitas indústrias, mas pouco alimento. A gente quer fazer essa parceria entre Brasil e China”, afirmou Carlos Gaguim depois de demonstrar o potencial do Estado para produção de alimentos.

O governador convidou a comitiva chinesa para visitar o Tocantins e afirmou que pretende conhecer a província e as instalações das empresas em breve.

Participaram da reunião os secretários de Agricultura, Roberto Sahium; de Representação, Carlos Patrocínio, e o de Relações Internacionais, Júlio César Resende. (Ascom/Representação Brasília)
Fonte: Secom Portal Vermelho


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