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Condições de mercado incentivam a produção de trigo no Sul do país

No ano de 2011 o Brasil produziu menos trigo e exportou mais. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, a produção de trigo deve alcançar 5,15 milhões de toneladas na safra 2011/2012, 12,5% menos que a safra 2010/11, quando o País colheu 5,88 milhões de toneladas. As principais razões que levaram a queda da produção foram as geadas, a redução da área plantada e a quebra da safra. Com isso, é possível que as importações aumentem e os produtores recebam preços internos melhores, principalmente se o valor do dólar continuar aumentando em relação ao real.

Frente à grande oportunidade de mercado para o produtor, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, indica as cultivares com alta produtividade de grãos e adaptadas à região sul: BRS Guamirim, BRS 327 e BRS 331.

A cultivar BRS Guamirim foi a mais plantada nas últimas safras, é classificada como trigo pão com alto potencial produtivo, média de força de glúten e ciclo superprecoce. É indicada para a panificação industrial e mesclas de farinha. Apresenta porte baixo e alto potencial de perfilhamento, o que garante grande quantidade de espigas por metro quadrado. É moderadamente resistente à ferrugem da folha, ao oídio, à giberela e às manchas foliares.

Lançada em 2010, a BRS 327 é classificada como trigo pão, farinha branca, de porte médio/alto e ciclo precoce. Essa cultivar conquista o produtor por causa da produtividade, sanidade e tolerância a alguns estresses abióticos. Além de ser moderadamente resistente à ferrugem da folha (suscetível a Raça B34), à giberela, ao oídio, às manchas foliares e ao mosaico do trigo.

Lançada este ano, a BRS 331 é também classificada como trigo pão e tem ciclo superprecoce. O bom desempenho frente às intempéries do clima posicionam essa cultivar como um trigo bem adaptado às condições de cultivo das regiões frias do sul do país. Em virtude do melhoramento genético, esse trigo apresenta moderada resistência à geada na fase vegetativa (queima de folhas), excelente tipo agronômico com folhas eretas e colmo resistente ao acamamento. E, ainda, tem moderada resistência à giberela.

Arrozeiros gaúchos tem dívidas prorrogadas pelo governo federal

A União prorrogou em 180 dias o prazo para que os produtores de arroz do Rio Grande do Sul paguem dívidas oriundas da safra 2009/2010. A decisão foi comunicada, nesta quinta-feira, pelo gabinete da presidente Dilma Roussef. A medida era reivindicada pelos agricultores que, desde o início do ano, tem pedido apoio aos governos federal e estadual, para minimizar os efeitos da crise de comercialização em pelo menos 140 municípios gaúchos.

Para ter direito à prorrogação, os produtores deverão pagar 20% do saldo devedor do financiamento. Neste mês, o governo federal também anunciou a compra de 1,78 milhão de toneladas de arroz e feijão, para garantir preço mínimo dos grãos. A operação permite a manutenção do valor médio do arroz, em R$ 25,80 por saca de 60Kg. A partir de 1º de março começam os leilões para escoamento e aquisição direta do total adquirido pela União.


A atividade movimenta R$ 4 bilhões somente na lavoura e envolve 230 mil pessoas que vivem direta e indiretamente da cultura do arroz. "Esta medida irá beneficiar, inclusive, os produtores que não fizeram o empréstimo, porque tira a pressão do mercado, impedindo que o preço do cereal caia, o que prejudicaria todo o conjunto de produtores", disse o secretário estadual de Agricultura, Luis Fernando Mainardi.
Fonte: Estevão Pires/Rádio Guaíba



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Faet busca ampliar seguro rural no estado do Tocantins

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), o deputado federal Junior Marzola (DEM), se reuniu ontem com a diretoria dos Sindicatos Rurais do Estado para discutir o seguro rural. A Faet elaborou um protocolo de intenções com a empresa Allianz Seguros, que tem a proposta de criar produtos específicos para o Tocantins, atendendo às necessidades de cada produtor e região do Estado.

Em matéria publicada pelo Jornal do Tocantins no último dia 7, foi mostrado que o seguro rural está distante da realidade tocantinense e que entre as modalidades ofertadas o seguro agrícola é o mais buscado. Mesmo assim teve, em 2010, somente 22 contratações, contra 123 em 2009, conforme dados do Banco do Brasil (BB). Para Marzola, esta baixa procura deve ser creditada ao alto custo do seguro e à dificuldade de acesso por parte dos produtores.

A partir daí, a entidade convidou a Allianz a apresentar os seus produtos. Na reunião de ontem a empresa ouviu dos presidentes dos sindicatos rurais do Estado as necessidades de cada município. (Maisa Lima, com Faet)



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A Renda agrícola volta a nível pré-crise no Brasil

Em 2009, a receita total foi de R$ 164,9 bilhões e, em 2008, de R$ 174,2 bilhões. Neste ano, a cana e o café, juntos, vão contribuir com R$ 10,1 bilhões para o crescimento da receita. A cifra praticamente equivale à perda da renda do campo que ocorreu em 2009 por causa da crise.

Ao contrário dos últimos anos em que os grãos, sustentados pela soja e o milho, foram os responsáveis pela expansão da receita agrícola, agora duas lavouras permanentes, a cana e o café, são as estrelas da safra.

Os preços da cana estão em alta por causa da redução da oferta de açúcar no mercado internacional. No caso do café, apesar da grande safra, os estoques mundiais estão baixos e o consumo crescente. Na soja, safras abundantes nos principais produtores derrubaram os preços.

"O ano será mais favorável às lavouras permanentes", observa o sócio da consultoria e responsável pelas projeções, Fabio Silveira. Numa série iniciada em 1994, ele observa que o comportamento mais frequente da renda agrícola foi de expansão da receita com grãos e recuo das lavouras permanentes, aquelas que são plantadas uma única vez e colhidas durante muitos anos. Neste ano, o quadro se inverteu.

A renda projetada para a cana é de R$ 34,1 bilhões, com acréscimo de R$ 7,1 bilhões na comparação com 2009, segundo o estudo da consultoria, que considera dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e preços no atacado pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o café, a perspectiva é de que a receita atinja R$ 18,9 bilhões, com expansão de R$ 3 bilhões sobre a de 2009. Enquanto isso, as rendas da soja e do milho devem encolher R$ 2,3 bilhões e R$ 1,3 bilhão, respectivamente.


(O Estado de S.Paulo