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Ministro da Agricultura cria nova secretaria para cooperativismo

Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a criação de uma secretaria específica para tratar de um dos assuntos que serão prioridade na sua gestão: cooperativismo. A declaração ocorreu durante a abertura do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo, ontem, em Brasília.

Segundo Mendes Ribeiro Filho, os exemplos de cooperativismo em estados como o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná comprovam que a atividade associada tem papel fundamental na cadeia produtiva brasileira. Para o ministro, o desenvolvimento da agricultura do Brasil passa pelo fortalecimento do cooperativismo, por isso é fundamental a criação de uma secretaria exclusiva para apoiar as empresas e os agricultores deste setor.

"O cooperativismo é muito importante na vida de todos os brasileiros, dos mais humildes aos mais poderosos, porque promove a cadeia do desenvolvimento e possibilita que as pessoas possam trabalhar e comercializar. O cooperativismo é o grande elo de crescimento do Brasil. Tenho muita fé no cooperativismo e, se ele continuar ajudando a agricultura do Brasil, nós vamos alimentar o mundo por muito tempo", declarou.

Cooperativismo 

Cerca de 50% de tudo o que é produzido no Brasil passam, direta ou indiretamente, por uma cooperativa agropecuária. 

Além de papel determinante no abastecimento interno, os produtos cooperativistas registraram uma receita de US$ 3,9 bilhões em exportações de janeiro a agosto de 2011, com a expectativa de chegar aos US$ 5,8 bilhões até o final do ano.

Hoje, as 1.548 cooperativas que atuam no campo reúnem praticamente um milhão de associados. A maioria desses cooperados - 92% no total - é de produtores rurais de pequeno porte, que têm propriedades de até 100 hectares. Se levarmos em conta suas famílias, o total de beneficiados chega a três milhões de brasileiros.

O cooperativismo é fonte de trabalho e de renda para muitas pessoas e gera 146 mil empregos diretos. Além disso, na média do país, o indicador é 5,3% superior naqueles municípios que observam a presença da cooperativa, e 7,3% melhor na região Norte. Tais dados comprovam que a função social do cooperativismo brasileiro, com efeitos mais contundentes nas regiões mais carentes.

Embrapa e o sistema de produção integrada de abacaxi

A Produção Integrada (PI) de Abacaxi começou no estado de Tocantins, em 2004, sob a coordenação da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA). Em decorrência dos bons resultados, o modelo desenvolvido e praticado na região está sendo transferido para outros estados. O pesquisador Aristóteles Pires de Matos é o convidado do Prosa Rural desta semana para falar sobre esta tecnologia.

"A produção integrada de abacaxi é um sistema que visa a sustentabilidade, ou seja, a proteção ambiental; a produção de frutos sadios, limpos, com resíduos de agrotóxicos dentro ou abaixo dos limites exigidos, se não forem totalmente limpos; e com a preocupação social com o trabalhador", destaca Matos durante sua participação no programa.

A racionalização do uso de fertilizantes e de agrotóxicos é uma das grandes vantagens do sistema, que tem no manejo de pragas um elemento muito importante. Depois da análise do solo e da correta adubação, os produtores que aderiram ao sistema no estado de Tocantins tiveram redução de 28% na quantidade de nitrato/uréia, 25% na quantidade de superfosfato simples e de 43% na de cloreto de potássio. Quanto aos agrotóxicos, houve redução de 50% no uso de herbicidas, 37% no uso de inseticida e 20% no uso de fungicidas.

É uma redução bastante significativa. Além disso, o uso de herbicidas hoje, neste sistema, é somente em pós-emergência, enquanto que no cultivo convencional usa-se também em pré-emergência, o que não é permitido na produção integrada", afirma o pesquisador.

Saiba mais sobre o sistema de produção integrada de abacaxi ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
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Suinocultores de MT pedem ajuda emergencial ao governo

Os suinocultores de Mato Grosso que geram mais de 30 mil empregos diretos e indiretos no Estado precisam hoje da ajuda do governo do Estado, caso contrário a cadeia produtiva poderá ser dizimada nos próximos anos. Com este apelo a Associação dos Criadores de Suínos de MT e a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, FAMATO, anunciaram a solução, por hora, para a suinocultura no Estado, em entrevista coletiva na Federação, ontem à tarde.

De acordo com o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, as principais reivindicações do segmento são isenção de impostos em alguns custos de produção do setor. Como a isenção de ICMS sobre a energia, a queda do preço de pauta para comercialização do quilo, a compra de carne pelo governo para inclusão na merenda escolar, e ainda uma política de preços mínimos para categoria.

“Precisamos de incentivos temporários para podermos sair da crise. Pois centenas de produtores já estão pagando pra trabalhar, o ideal hoje seria que o governo custeasse pelo menos de R$0,50 a R$0,60 no quilo do suíno vendido com prejuízo”, pediu.

Em meio a crise para tentar minimizar os prejuízos os produtores que antes abatiam animais em média de até 150 quilos já abatem suínos de 90 quilos.

Em uma apresentação o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Otavio Celidonio, mostrou como o setor suinícola do Estado investiu nas tecnificação e melhora da produção do seu plantel. Segundo levantamento do IMEA, a produção teve um aumento de 9% entre janeiro e abril de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Já a exportação sofre queda de 23%, entre janeiro a maio de 2011, se comparado com os mesmos meses do ano passado.

No entanto o que mais preocupa todo o setor atualmente é a queda vertiginosa no valor do quilo do suíno nos últimos anos, e a consequente frequência de prejuízos do produtor. Segundo dados da Acrismat que hoje reúne 350 produtores, o valor do custo de produção hoje é de aproximadamente R$2,10 mas o quilo está sendo comercializado por até R$1,41.

Outro dado alarmante é que se antes com valor bom de mercado o produtor precisava vender quatro kilos de suínos para comprar uma saca de milho – base alimentar do suíno. Atualmente o produtor precisa vender 10 quilos.

O Estado tem hoje um plantel de 1,5 milhão de suínos, destas 120 mil são matrizes tecnificadas. Mato Grosso está entre os cinco maiores Estados produtores da carne no país.

Audiência
A crise da suinocultura, se não resolvida brevemente, ira acabar com milhares de empregos no país. Diane disso a junto das associações estaduais, a ABCS apresentou dados referentes ao prejuízo pago pelo produtor nos últimos três meses, que hoje já somam mais de R$ 1 bilhão e reforçou que embargo russo só vem agravar a crise dentro do setor. O cenário foi apresentado no dia 29.06 em Brasília aos deputados federais.

“Precisamos desatrelar essa crise do embargo russo, que passou a vigorar há apenas 10 dias. Nosso grande problema se encontra nos valores de comercialização do milho que atingiram índices desproporcionais à sustentabilidade do setor, aliado a um desequilíbrio entre oferta e demanda”, defendeu o presidente da ABCS Marcelo Lopes. O posicionamento da entidade foi ratificado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. “Vamos resolver a situação do embargo junto ao governo Russo e a crise irá permanecer no setor, por isso, precisamos enfrentar a questão de abastecimento de milho e alinhar a demanda interna”.

O diretor executivo da Acrismat defendeu na audiência que é preciso buscar novos mercados para a carne suína no exterior e aumentar o consumo interno. “Hoje produzimos para exportar 80% da nossa produção segue pra Rússia, Ucrânia e Hong Kong. Para não ficarmos reféns destes mercados precisamos que o governo tenha uma política de estoque de carne e milho e que principalmente fomente o consumo interno”, endossou.

Marcelo Castelli assume nesta sexta-feira a presidência da Fibria


A Fibria, líder global na fabricação de celulose branqueada de eucalipto, conta, a partir de hoje (1°), com um novo presidente executivo. Marcelo Castelli que, até então era diretor Florestal, Papel, Estratégia e Suprimentos, assume o cargo em substituição a Carlos Aguiar, que esteve à frente da empresa desde a sua criação, em 1º de setembro de 2009. Aguiar integrará o Conselho de Administração da Fibria a partir de 2012. Em sintonia com as melhores práticas de governança corporativa, o início do processo sucessório foi anunciado em 3 de março deste ano.

Estou muito otimista em relação ao futuro da empresa e confiante que temos todas as condições para enfrentar os desafios. Nosso objetivo é desenvolver o negócio florestal renovável, investindo em inovação e extraindo valor da floresta, seja por meio da celulose ou de outros usos alternativos. Queremos gerar lucro admirado, associado à conservação ambiental, inclusão social e melhoria da qualidade de vida”, diz Marcelo Castelli. 


Com 47 anos, 25 deles dedicados ao setor de celulose e papel, o novo presidente da Fibria exerceu posições de liderança em áreas de produção, projetos e negócios em grandes companhias do setor, como Aracruz e VCP. Na Fibria, foi o líder do Projeto Integração, responsável pelas diretrizes conceituais e administrativas da nova empresa que se formava e pela união das operações.

Castelli ingressou na VCP em 1997 e ocupou vários cargos, incluindo a gerência de meio ambiente, gerência geral da fábrica de Jacareí e diretoria de operações. Antes disso, trabalhou na Suzano, Bahia Sul e na Aracruz. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Mogi das Cruzes e com licenciatura em Administração de Empresas pela Faculdades Associadas de São Paulo (FASP), o executivo tem MBA em Administração pela Fundação Dom Cabral, além de ter participado de cursos no IMD na Suíça.

Com a chegada de Castelli à presidência, Aires Galhardo, até então gerente geral florestal, assume a diretoria florestal da Fibria. Com mais de 10 anos de experiência profissional, 6 deles dedicados ao setor de papel e celulose, Galhardo foi responsável pela elaboração e execução de importantes processos de planejamentos integrados. Ele ingressou na VCP em 2005, e atuou como gerente de logística florestal. Aos 33 anos, tem graduação e pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas.

A diretoria Industrial e de Engenharia da Fibria, atualmente a cargo de Francisco Valério, irá incorporar a gerência-geral de Suprimentos. As áreas de Negócio, Papel e de Planejamento Estratégico passam a se reportar diretamente à presidência.
Fonte:Fibria 

Importação de trigo é reduzida no primeiro trimestre 2011


O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior divulgou recentemente o balanço de importação e exportação nacional e conferimos dados de importação do trigo e da atual situação do mercado de trigo nacional e algumas implicações para o setor moageiro.

O Brasil neste primeiro trimestre de 2011, importou 1,495 milhão de toneladas, o menor volume importado desde os 1,174 importados em 2005 no mesmo período. No primeiro trimestre de 2010, a importação de trigo foi de 1,805 milhão de toneladas. Dois fatores foram determinantes para esta redução: Os altos preços da matéria prima importada e o aumento da produção nacional observada na safra passada.

A redução na importação mais significativa ocorreu no Paraná, que diminuiu a importação de trigo argentino de 99,260 mil toneladas no primeiro trimestre de 2010, para 43,125 mil toneladas no mesmo período deste ano. Abastecendo seu mercado interno e aumentando a competitividade dos moinhos paranaenses.

Obviamente o maior preço pago pela matéria prima Argentina, também tem seu efeito, só para se ter uma idéia, a média dos preços FOB país de origem pagos em 2010 no Estado de São Paulo pela tonelada do grão era de US$ 245/ton, a média do primeiro trimestre de 2011, para o mesmo estado foi de US$ 324/ton ambos para o trigo argentino, um aumento de 32%.

Esta dependência da importação de trigo  no curto prazo não deve se alterar, devido a redução de área programada para o trigo este ano. O Brasil segundo dados da Conab, produz apenas pouco mais da metade do que consume em volume, e em geral a produção se concentra em tipos de trigo que possuem demanda incerta devido à qualidade do grão.

Os exemplos das cooperativas paranaenses e alguns grandes moinhos de São Paulo, que remuneram a qualidade da produção e contratam a produção antes do plantio surge como alternativa de facilitar a comercialização e a tomada de decisão do produtor para o plantio do trigo e no longo prazo levaria ao aumento de produção e diminuição da dependência dos humores do mercado internacional.
Autor: AF News
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Cosalfa define próximas etapas no combate à febre aftosa

Encontro realizado em Recife aprova a criação de um fundo financeiro para aumentar apoio aos países mais fragilizados em relação aftosa.

Depois de dois dias de debate, os 11 países integrantes da Comissão Sulamericana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) divulgaram as resoluções para avançar no Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA). O anúncio foi no encerramento da 38ª reunião da Cosalfa, na última sexta-feira, 1º. de abril, em Recife.

A principal decisaõ foi a criação de um fundo específico - mantido pelos setores privados das nações que formam a entidade. O recurso será utilizado no financiamento de cooperação técnica e apoio à erradicação do vírus da febre aftosa nos países que registraram casos recentes da doença, como Equador, Venezuela e Bolívia. O Brasil deverá colaborar com cerca de US$ 300 mil por ano.

Durante o encontro, os participantes solicitaram que o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) coordene a realização de estudos complementares de variedades de vírus encontrados no Equador. Pediram, ainda, o fortalecimento das ações de fronteira internacional e a formação de um grupo de trabalho para identificar e implementar mecanismos de prosseguimento do PHEFA.

“Foram nove resoluções no total, além das discussões e informes importantes. Houve avanços em relação aos compromissos de alguns países da América do Sul para continuar com os programas estabelecidos. Acho que o bloco sai fortalecido para podermos avançar na erradicação da doença em um curto espaço de tempo”, salienta o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Guilherme Henrique Marques.

Aproximadamente 350 profissionais dos serviços veterinários oficiais e representantes do setor privado dos países integrantes da Cosalfa - Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai - participaram do evento. Ficou decidido que o Paraguai sediará a 39ª reunião ordinária da Cosalfa, em 2012.

Avanços na América do Sul

Os programas de erradicação da febre aftosa da América do Sul mantêm uma cobertura de 100% do território (17,6 milhões de km2), com uma população animal estimada em mais de 325 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos. Desse total, cerca de 88% são reconhecidos pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como livres da enfermidade. Apenas 11,2% estão em áreas que não são consideradas imunes da doença.

Durante 2010, os países sulamericanos, exceto Equador e Venezuela, não registraram a ocorrência de febre aftosa. No ano passado, os serviços veterinários oficiais atenderam a 1.210 notificações de rebanhos infectados com sintomas de outras doenças vesiculares. A maior parte - 650 casos - ocorreu na Colômbia, seguida de 313 registros no Brasil, 117 no Equador e 101 no Peru.

A estrutura dos serviços veterinários oficiais dos países integrantes da Cosalfa conta com 2.663 unidades locais de atenção veterinária, que incorporam um contingente humano formado por 7.238 profissionais. A grande maioria está lotada no campo (93%) e apenas 7% trabalham em laboratórios.

Os recursos financeiros destinados à execução dos programas nacionais de erradicação alcançaram US$ 1,06 bilhão no ano anterior, sendo US$ 652,9 milhões investidos pelo setor público e US$ 415,7 milhões da iniciativa privada.
No ano passado, na América do Sul, foram disponibilizadas 567,2 milhões de doses de vacina contra febre aftosa para uso nos programas nacionais de erradicação.

Carta do Zé Agricultor: uma sátira do tratamento ambiental rural e urbano

Carta do Zé Agricultor
Para Luis da cidade.

Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do

Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Vale a pena dar uma lida ! Recebi esta carta via Email gilmargazin@hotmail.com :
Gilmar Antonio Camilo.
A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbasa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.



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Safra de grãos no Paraná deverá ser 5% menor que em 2010

No Paraná a safra de grãos de verão e de inverno 2010/11 está se consolidando e poderá atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada quando foram colhidas 32,71 toneladas de grãos no Estado.

A previsão, divulgada recentemente pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, inclui também a primeira intenção de plantio para o trigo da safra 2011.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, disse que a safra de grãos 2010/11 ainda poderá oscilar para mais ou menos dependendo da colheita do milho safrinha que ainda está sendo plantado e do desempenho das lavouras de trigo, cujo plantio inicia dia 11 de março. “Por enquanto a safra 2010/11 está abaixo da anterior, que foi recorde. As chuvas deram uma trégua na colheita de grãos da safra de verão e algumas lavouras poderão surpreender”, afirmou.







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Embrapa quer instalar Centro de Inteligência do Leite no Paraná

A Embrapa Gado de Leite, com sede em Juiz de Fora (MG), quer instalar um Centro de Inteligência do Leite no Paraná. O Centro vai reunir os principais indicadores econômicos e agrícolas do leite e derivados, que são informações fundamentais para o acompanhamento da pecuária leiteira no Estado e elaboração de políticas públicas. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (23) pelo chefe da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, ao secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e ao diretor-geral Otamir Cesar Martins.


Para Duarte, o Paraná é referência em produção de leite, destacando-se como um dos principais produtores do País. Segundo pesquisa de Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2009, o Estado é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção 3,3 bilhões de litros de leite, que corresponde a uma participação de 11,5% sobre a produção nacional.

O Centro de Inteligência do Leite, já criado com sucesso em Minas Gerais, reúne todas as informações de leite num só local. Os custos de produção são levantados com metodologia padronizada e com abrangência para todas as bacias leiteiras, detalhou Duarte Vilela.

Ortigara disse que vai avaliar a proposta, mas antecipou que apóia as iniciativas de impulsionar o crescimento da pecuária leiteira no Paraná, porque é um setor que gera renda mensal ao agricultor. Ele destacou que a produção de leite vem se expandindo da região de Castro e Carambeí, onde há uma produção de alta tecnologia, para as regiões Oeste e Sudoeste que ainda têm desafios a serem vencidos. “São três regiões que precisam ser fortalecidas e ainda temos a alternativa de levar a pecuária leiteira para algumas regiões do Arenito, no Noroeste”, anunciou.

Segundo o secretário, na próxima semana vai reunir representantes da Secretaria com o Sebrae e Senar para discutir medidas que possam dar suporte à melhoria de empresas ligadas à pecuária leiteira. “O objetivo é melhorar toda a cadeia produtiva com o auxilio do Banco do Brasil, que se dispôs a financiar empreendimentos e projetos viáveis”, disse.

Além da proposta do Centro de Inteligência, Duarte apresentou também a indicação de Rogerio Dereti para ser o novo gestor e representante da Embrapa Gado de Leite para a região Sul do País, sediado na Embrapa Floresta, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Duarte, o objetivo é renovar a parceria entre o governo do Paraná e a Embrapa Gado de Leite.

Duarte Vilela estava acompanhado da chefe-adjunta de Comunicação e Negócios da Embrapa Gado de Leite, Elizabeth Nogueira Fernandes.
aen.pr.gov.br


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Carne de Avestruz tem ótimas expectativas de mercado para próximos anos


A carne light de avestruz passa por um bom momento no mercado e possui uma expectativa muito grande de crescimento e aumento de vendas atualmente no Brasil, em consequência da busca por alimentos saudáveis.

“A perspectiva é que, nos próximos dois anos, a produção brasileira da carne cresça 400% e os produtos processados, prontos para o consumo, têm influência neste crescimento, pois oferecem um alimento mais saudável, prático e saboroso, que atende ao gosto médio do consumidor brasileiro”, afirma Celso Lemos, sócio diretor da Nutrytruz.

O preço, que está em torno de R$ 30,00 kg para os cortes mais nobres e cerca de R$ 15,00 para os outros cortes, deve se manter.

Há dois anos o preço era de R$ 75 kg para os cortes nobres.

Consumo de etanol recua refletindo alta de preços

 Com preços 20% mais altos do que em igual período do ano passado, o etanol hidratado, usado como combustível, vem perdendo espaço no tanque dos veículos brasileiros. De janeiro a maio, o consumo caiu 17% em comparação a igual período do ano passado e, apesar de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não ter divulgado o dado de junho, a percepção do mercado é de que a demanda continuou inferior ao registrado em junho de 2009.

De acordo com a ANP, de janeiro a maio, as vendas de etanol hidratado somaram 5,3 bilhão de litros, ante os 6,4 bilhões de mesmo período do ano passado."Apenas o Estado de São Paulo deve ter mostrado desempenho diferente", diz Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% do mercado de etanol do país. A entidade registrou em junho vendas de 767 milhões de litros de álcool, 6,8% menos do que os 823 milhões de litros comercializados em igual mês de 2009.

Produtor poderá emitir Guia de Trânsito Animal (GTA) via Internet

A implantação da Guia de Trânsito Animal eletrônica (e-GTA) é mais um passo para a modernização tributária do setor produtivo de Mato Grosso do Sul promovida pelo governo do Estado, que inclui também a emissão da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). A emissão dos documentos via internet vai proporcionar mais comodidade aos proprietários rurais.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) começou a cadastrar os produtores que vão utilizar a e-GTA por 60 dias em fase de teste. O período em que o sistema será avaliado vai permitir realizar transações de compra, venda, abate, transferência e leilão de bovinos para os ajustes necessários.

A diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, esclarece que para poder emitir a GTA via internet o pecuarista deve renovar seu cadastro na Agência Estadual de Defesa Sanitária e ter um responsável técnico pela propriedade cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Ministério da Agricultura. Outro requisito é estar com a vacinação do rebanho em dia - contra febre aftosa e brucelose - e não possuir nenhuma pendência sanitária em nome da propriedade.

O papel para emissão do e-GTA será numerado e timbrado pelo Ministério da Agricultura. O papel especial não terá custo adicional, o produtor continuará a pagar o valor de R$ 8,26 por meio de boleto bancário, que poderá ser recolhido pela internet ou no banco.
 


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Embrapa detecta que fungicida altera fermentação da uva


Resíduos de agrotóxicos podem prejudicar a produção de vinhos na região da Serra Gaúcha. É o que alerta o pesquisador Gildo Almeida da Silva, da Embrapa Uva e Vinho.

Um estudo feito pelo especialista na sede da entidade de pesquisa, em Bento Gonçalves (RS), indicou que resíduos de produtos químicos, especialmente os fungicidas, presentes nas uvas colhidas nos parreirais e encaminhadas para as vinícolas, podem prejudicar o processo de fermentação e afetar a qualidade do vinho.

Leveduras. "Por causa do clima muito úmido da região, o uso de produtos químicos é fundamental para a produção de uvas sadias, livres de organismos patogênicos, como fungos", diz o pesquisador. "O problema é que o processo de fermentação das uvas é feito por leveduras, que também são fungos. Então, se a uva que vai para a campina tiver traços de fungicidas, as leveduras serão prejudicadas e a fermentação sofrerá alterações."

Silva conta que percebeu os indícios dessa alteração há alguns anos, quando vinicultores reclamavam que os vinhos produzidos por eles estavam com alta taxa de açúcar. "Havia casos nos quais a concentração chegava a 50 gramas por litro, o que é muito para um vinho de boa qualidade, porque causa a propagação de bactérias que elevam o teor de acidez do vinho", diz.

O especialista ainda diz que os resíduos de agrotóxicos podem deixar os vinhos mais turvos durante a fermentação. "Observamos casos nos quais o vinho começa a ficar turvo próximo do sétimo mês após o início da fermentação. Investigamos outras possibilidades e concluímos que isso também tem acontecido devido ao excesso de fungicida", afirma.

A pesquisa feita por Silva, entretanto, mostra que essas alterações nem sempre são causadas pelo não respeito às quantidades de fungicidas ou o prazo de carência entre as aplicações. "Fizemos testes com os 13 produtos mais utilizados aqui na região e notamos que mesmo respeitando as especificações alguns desses produtos ainda apresentavam resíduos", revela. Por outro lado, Silva também diz que alguns fungicidas testados até auxiliaram o processo de fermentação. Com os resultados em mãos, o próximo passo é divulgar para os produtores da região quais os produtos que estão fora dos padrões.


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Setor de plantio de mandioca tem potencial para entrar no mercado externo



Para conselheiro da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ivo Pierin Junior, o setor precisa se organizar para ampliar participação na produção mundial.

A mandioca cozida e frita, farinha torrada, pãozinho francês e massas em geral, o alimento, comprado no mercado ou plantado em casa, é uma das principais fontes de carboidratos de uma parte significativa da população brasileira. A alta produtividade em relação a outros alimentos, condições naturais e a flexibilidade da época de colheita, faz do Brasil o segundo maior produtor do alimento no mundo, com 12,5% da produção mundial.

Criada pela Embrapa em 2007, a data que se comemora "o dia da mandioca" é 22 de abril, coincide com o descobrimento do Brasil devido à relevância da raiz, encontrada pelos portugueses logo em 1.500. Para oficializar o Dia Nacional da Mandioca, atualmente tramita na Câmara Federal um projeto de lei de autoria do deputado federal Fernando Melo, do Acre. Estima-se que as atividades ligadas ao cultivo da mandioca e seu processamento gerem aproximadamente um milhão de empregos diretos.

Para o conselheiro da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ivo Pierin Junior, o setor pode comemorar hoje um consumo interno consolidado. “Ao contrário da produção, que está estacionada, o consumo mantém-se consolidado e tem potencial para crescer ainda mais. Tudo que o Brasil produz, hoje, é consumido pela própria população”, diz. Hoje, o país figura como o segundo maior produtor mundial da raiz, atrás da Nigéria. A atual produção brasileira gira em torno de 25,5 milhões de toneladas, o equivalente a 60% da quantidade da Nigéria.

Ivo informa ainda que, nesta sexta-feira (23), em Brasília, representantes do Sebrae, da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam) e outros parceiros vão se reunir no Ministério da Agricultura para traçar o planejamento estratégico da Câmara Setorial do Setor de Mandiocultura para os próximos anos.

Ele defende maior participação do Brasil no mercado internacional. “Para atender o mercado externo, precisamos criar um excedente de produção. O Brasil tem capacidade para atender a todas as exigências, como qualidade e oferta constante, basta que se prepare”, afirma.

Para Ivo, a mandiocultura é o setor mais democrático. “Tem mercado para todos, tanto para o grande quanto para o médio e pequeno produtor. Todos têm oportunidade de crescer, diferentemente do que acontece com o feijão e a soja”.

Segundo estudo de mercado do Sebrae sobre o setor, o Nordeste é a principal região produtora de mandioca, com 35,9% da produção nacional; o Norte é responsável por 25,2%, e o Sul, por 23,1%. Consequentemente, os cinco maiores estados produtores pertencem as três regiões: Pará, Bahia, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Sul. Em termos de produtividade o Paraná atinge um índice significativo (21,4 toneladas/hectare), ficando atrás apenas de São Paulo (23,2 toneladas/hectare).

A produção do Nordeste conta com presença de centenas de ‘casas de farinha’, dedicadas à produção de pequenos volumes, tanto seca quanto d’água. O produto é consumido quase exclusivamente na própria região. Já a quantidade gerada nas Regiões Sul e Sudeste destina-se predominantemente ao processamento industrial, para a produção de farinha, fécula e outros derivados. Estes são utilizados na indústria alimentícia e em outras aplicações.
Por Regina Xeyla
Fonte: Agência Sebrae de Notícias


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Estudo indica que o suco da laranja traz benefícios as artérias do coração


Mais uma boa notícia para quem aprecia o suco da laranja. Para quem não possui o hábito e tomar resta uma boa opção para ter uma melhor qualidade de vida.

Recentemente cientistas e pesquisadores evidenciaram que o antioxidante que se encontra no suco da laranja que se chama hesperidina, melhora consideravelmente a função dos vasos sanguíneos, diminuindo sensivelmente o risco de doenças cardiovasculares. Este estudo sendo apresentado na conferência anual “American Heart Associations Basic Cardiovascular Sciences”, em Las Vegas (EUA).

A hesperidina é um flavonóide que também pode ser encontrado nas uvas, no vinho, no chá verde e no chocolate amargo. A tempos estudos vem destacando a importância e os benefícios desses alimentos na proteção do coração das pessoas.

O estudo analisou 24 homens com propensão para desenvolver doenças cardiovasculares, sendo que cada um teve que consumir 500 mililitros de suco de laranja por dia; uma solução que continha 292 miligramas de hesperidina (equivalente a 500 ml do suco) e uma solução placebo (sem uma substância ativa, como as outras bebidas) com o mesmo valor calórico do suco de laranja.

Durante o estudo, os participantes beberam cada cota que lhe coube, por tipo de bebida, ao longo de um mês. Os pesquisadores descobriram que quando os homens bebiam um copo diário de suco de laranja ou a solução concentrada de hesperidina, eles apresentavam melhor função endotelial (fluxo venoso nos vasos sanguíneos) e menor valor verificado durante a aferição da pressão arterial (pressão arterial diastólica) do que quando consumiram o modelo placebo.


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Fórum mundial da agricultura cria expectativa ao agronegócio

O World Agricultural Forum (WAF), o Fórum Mundial de Agricultura, vai reunir esta semanas, dias 12 e 13, líderes políticos e da iniciativa privada, como ex-presidentes, ex-ministros, ex-senadores e representantes das principais empresas do agronegócio mundial para debater o papel da região no desafio de dobrar a produção de alimentos até 2050, além do abastecimento mundial de fibras, biocombustíveis e água.

O evento, tradicional nos Estados Unidos, vai acontecer pela primeira vez na América Latina, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. A participação de congressistas será restrita a convidados.


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Levantamento da Conab aponta Paraná como maior produtor nacional de grãos

Paraná, Goiás e Mato Grosso voltaram a contribuir para o bom desempenho da safra de grãos no país, ajudando a superar em 8,7% a expectativa de recorde da maior colheita da história no setor agrícola. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (06) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o resultado do oitavo levantamento do ciclo 2009/2010 aponta uma estimativa de 146,87 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 11,5 milhões a mais que os 135,13 milhões de toneladas da última safra.

No Paraná, a safra estimada é de 31,32 milhões toneladas. Para o secretário de Agricultura e do Abastecimento, Erikson Chandoha, as previsões confirmam os trabalhos realizados pelo Governo do Estado, produtores, técnicos e cooperativas em favor da agricultura paranaense. “Temos uma importante e estreita ligação com o setor produtivo, buscando sempre atender e estabelecer novas fronteiras de atuação no setor agrícola”, disse Chandoha, lembrando de alguns dos programas desenvolvidos pelo Estado, como a Irrigação Noturna, Trator Solidário, Fundo de Aval entre outros, que também contribuíram para o desempenho da boa safra.

O diretor do Deral (Departamento de Economia Rural), Francisco Simioni, comentou sobre os dados divulgados pela Conab e que apontam o Paraná novamente como importante produtor de grãos no país, responsável em média por 20% do total da produção nacional. “O clima tem nos favorecido nesta safra, ajudando não só no plantio, como também na possibilidade das colheitas regulares”, explicou.

SOJA - A produção nacional de soja deve alcançar 67,86 milhões toneladas, 18,7% a mais que na safra anterior (57,17 milhões de toneladas da safra 2008/09). O Paraná, por sua vez, vai colher 14 milhões de toneladas. A atual safra foi beneficiada principalmente pela chuva.

MILHO - O milho segunda safra cresceu 16,8%, totalizando 20,26 milhões toneladas. Somadas a primeira e a segunda safras, a produção deverá atingir 54,18 milhões toneladas, com ganho de 6,2% em relação ao período anterior. O percentual representa 3,18 milhões toneladas a mais. A produção paranaense deverá ficar em 5,8 milhões de toneladas e os agricultores já estão iniciando a colheita. Somando a 1ª e a 2ª safras o Estado deverá colher 12,6 milhões de toneladas, o que corresponde a 23% da produção nacional, mantendo-se como o principal produtor.

FEIJÃO - O feijão primeira safra está com a colheita encerrada, enquanto que o de segunda está ainda no início, com a cultura enfrentando altos e baixos nos últimos anos. Na safra 2007/2008 os preços altíssimos praticados levaram os produtores a aumentar a área de cultivo, e por consequência a produção. Com o excesso de produto colocado no mercado, os preços despencaram levando junto a lucratividade dos produtores e o desestímulo chegou rapidamente.

A área plantada com feijão na chamada segunda safra, 2009/2010, soma 1.686,7 mil hectares, em todo o país. No Paraná, principal produtor, ela é de 185,9 mil hectares, ficando 14,5% menor que a área semeada na safra passada. A estimativa de colheita é de 309 mil toneladas.

No Estado, o plantio do feijão segunda safra foi finalizado e a colheita já atingiu 31% da área. O restante encontra-se nas fases de desenvolvimento vegetativo (5%), floração (10%), frutificação (42%) e em maturação (43%).

A produção de feijão no Brasil, juntando-se as três safras previstas, está estimada em 3.344,7 toneladas, 4,2% menor que a safra anterior. Já a safra paranaense deve ficar em 810 mil toneladas.

SAFRA DE INVERNO - A pesquisa preliminar sobre a safra de inverno indica que haverá redução na área semeada com trigo. O Rio Grande do Sul e Paraná respondem por 89% do total nacional. A previsão é de que os dois Estados produzam 4,43 milhões de toneladas, ou seja, 86,4% da totalidade no País que deve ser de 5,14 milhões de toneladas. Estão em fase inicial de plantio, além do trigo, as outras culturas de inverno - aveia, cevada, centeio, canola e triticale.

De acordo com os levantamentos do Deral, a área de trigo a ser plantada no Paraná é de 1,1 milhão de hectares, ou seja, 16% inferior à do ano passado, que foi de 1,3 milhão de hectares. “Apesar de uma área menor a previsão de colheita é maior devido as condições climáticas. Estima-se 2,94 milhões de toneladas, o que representa 10% a mais sobre do que a safra anterior, que foi de 2,67 milhões de toneladas”, explicou o chefe da Divisão da Conjuntura Agropecuária do Deral, engenheiro agrônomo Otmar Hubner.

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A Renda agrícola volta a nível pré-crise no Brasil

Em 2009, a receita total foi de R$ 164,9 bilhões e, em 2008, de R$ 174,2 bilhões. Neste ano, a cana e o café, juntos, vão contribuir com R$ 10,1 bilhões para o crescimento da receita. A cifra praticamente equivale à perda da renda do campo que ocorreu em 2009 por causa da crise.

Ao contrário dos últimos anos em que os grãos, sustentados pela soja e o milho, foram os responsáveis pela expansão da receita agrícola, agora duas lavouras permanentes, a cana e o café, são as estrelas da safra.

Os preços da cana estão em alta por causa da redução da oferta de açúcar no mercado internacional. No caso do café, apesar da grande safra, os estoques mundiais estão baixos e o consumo crescente. Na soja, safras abundantes nos principais produtores derrubaram os preços.

"O ano será mais favorável às lavouras permanentes", observa o sócio da consultoria e responsável pelas projeções, Fabio Silveira. Numa série iniciada em 1994, ele observa que o comportamento mais frequente da renda agrícola foi de expansão da receita com grãos e recuo das lavouras permanentes, aquelas que são plantadas uma única vez e colhidas durante muitos anos. Neste ano, o quadro se inverteu.

A renda projetada para a cana é de R$ 34,1 bilhões, com acréscimo de R$ 7,1 bilhões na comparação com 2009, segundo o estudo da consultoria, que considera dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e preços no atacado pesquisados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o café, a perspectiva é de que a receita atinja R$ 18,9 bilhões, com expansão de R$ 3 bilhões sobre a de 2009. Enquanto isso, as rendas da soja e do milho devem encolher R$ 2,3 bilhões e R$ 1,3 bilhão, respectivamente.


(O Estado de S.Paulo

Empresários Chineses têm interesse em investir no Tocantins



O governador Carlos Henrique Gaguim apresentou as potencialidades do Tocantins a um grupo de empresários chineses do ramo de agronegócio, que tem interesse em investir no Estado.

O governador foi recebido pelo secretário adjunto de Relações Institucionais do Mapa, Lino Colsera, que intermediou o encontro.

O vice-governador de Guangdong, Li Ronggen, afirmou que apesar da província ser a mais industrializada da China, possui um terreno montanhoso e apenas 25% das suas terras são agricultáveis. Ronggen trouxe um grupo de empresários chineses que quer investir em arroz e carnes bovina, suína e de aves no Brasil.

Diante da explanação do governo do Tocantins, os chineses demonstraram interesse em conhecer o Estado. “A relação entre a província e o Tocantins certamente será bastante promissora. Essa visita ao Brasil vai trazer boas oportunidades, especialmente ao Tocantins, fortalecendo as relações bilaterais”, disse Roggen.

O governador destacou a posição geográfica do Estado no Corredor Centro-Norte de Exportação, a intermodalidade de transportes e o potencial agrícola do Tocantins. “Eles querem investir no ramo agrícola, pois é uma província de 100 mil habitantes com muitas indústrias, mas pouco alimento. A gente quer fazer essa parceria entre Brasil e China”, afirmou Carlos Gaguim depois de demonstrar o potencial do Estado para produção de alimentos.

O governador convidou a comitiva chinesa para visitar o Tocantins e afirmou que pretende conhecer a província e as instalações das empresas em breve.

Participaram da reunião os secretários de Agricultura, Roberto Sahium; de Representação, Carlos Patrocínio, e o de Relações Internacionais, Júlio César Resende. (Ascom/Representação Brasília)
Fonte: Secom Portal Vermelho


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Setor de panificação não deve sofrer aumento de preços por retalição ao trigo americano


Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) não há motivo para preocupação em relação ao aumento de preços dos produtos do setor de panificação e confeitaria no Brasil, em decorrência da retaliação ao trigo norte-americano, cuja importação ficará 30% mais cara.

O Brasil não é dependente do trigo norte-americano. No ano passado foi importado menos de 2% do trigo consumido no Brasil.

A decisão do governo brasileiro de retaliar a importação de alguns produtos dos Estados Unidos tem deixado empresários do setor e consumidores preocupados, porém de maneira equivocada segundo o presidente da (Abip), Alexandre Pereira da Silva.

Em 2009, a produção nacional de trigo foi de 10,5 milhões de toneladas. Para atender a demanda do mercado brasileiro, foram importadas apenas 215 mil toneladas de trigo norte-americano (menos de 2%) e 3,2 milhões de toneladas da Argentina (cerca de 30%).

Se for necessário importar o grão do Hemisfério Norte, o Brasil pode recorrer ao Canadá, país que oferece produto de qualidade e custo de frete semelhante ao norte-americano.


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