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Garoto possui doença rara e fica laranja quando come cenouras

Um menino de três anos fica laranja sempre que come cenouras. Leo Barnett, da cidade Odiham, no Reino Unido, sofre de uma doença rara chamada hiperbetacarotenemia.

A doença faz com que o pequeno não consiga digerir caroteno, substância encontrada em cenouras e laranjas. A mãe notou o "bronzeado" no filho quando ele tinha seis meses de vida.

Os médicos detectaram através de exames, que Leo não possui uma enzima que transforma o caroteno em vitamina A. Essa conversão auxilia no sistema imunológico.

Com a deficiência, Leo precisa tomar pílulas de vitamina A e outras todos os dias. O britânico só pode comer couve-flor, dentre os vegetais.



Feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa é aprovado

O feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa foi aprovado na manhã desta quinta-feira (15), durante reunião da CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Apesar das representações feitas pela sociedade civil e dos questionamentos quanto a insuficiência de pesquisas científicas, a variedade foi aprovada com duas abstenções, cinco pedidos de diligência e 15 votos favoráveis.

Uma das abstenções foi do próprio representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. Para as organizações, a postura adotada pelo MCT representa uma grave omissão do ministério quanto ao tema, já que o caráter científico do debate sobre transgênicos mereceria total atenção e posicionamento do mesmo.

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais vinham informando o Ministério há meses sobre a ameaça de uma votação anti-científica e em desacordo com a legislação de um dos alimentos mais importantes para a alimentação dos brasileiros. Também protocolaram duas representações ao Ministério Público Federal sobre a votação, a fim de demonstrar as lacunas científicas e o evidente conflito de interesses por parte dos membros que anteciparam seus votos favoráveis ao participarem de um abaixo assinado virtual pró-feijão transgênico.

Durante a reunião dessa quinta-feira, um dos membros da Comissão, José Maria Gusman Ferraz, apresentou parecer onde apontava diversas falhas no processo e violações ao princípio da precaução e à legislação de biossegurança. A Comissão recebeu também pareceres de cientistas especialistas em Biossegurança da Universidade Feral de Santa Catarina, onde constava o alerta sobre a necessidade de realização de mais estudos.

Apesar disso, o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, decidiu não possibilitar aos membros prazo para avaliação dos novos documentos apresentados, desrespeitando o que diz a lei sobre este tema, e a votação foi iniciada. Os que não votaram pela aprovação, votaram por diligências requerendo a realização de mais estudos. A representante dos consumidores, Solange Teles, foi impedida de participar da reunião por ter tido seu mandato expirado, devido à omissão da CTNBio em cumprir os trâmites burocráticos para efetuar sua recondução.

Ao finalizar a reunião, uma nova surpresa: o Sr. Edilson Paiva mencionou a realização de reunião extraordinária realizada no dia 13 de setembro, onde convidou as empresas proponentes de pedido de liberação de OGM´s para contribuírem na construção de nova norma sobre sigilo. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais não foram convidados a participar.

Cientistas criam cebola geneticamente modificada que não provoca lágrimas

Os cozinheiros de plantão tem motivos de sobra para comemorar. Afinal de contas os cientistas neo-zelandeses com a colaboração dos japoneses, anunciaram a descoberta de uma cebola geneticamente modificada (GM) incapaz de produzir lágrimas nos seres humanos.

A cebola que não deixa chorar deve demorar um pouco ainda para ser comercializada, porém tem sido muito comemorada pela equipe do cientista neo-zelandês Colin Eady, coordenador do projeto encabeçado pela empresa Crop&Food.

Conforme Eady disse à revista científica Growers of Biotechnology, as lágrimas provocadas por cebolas são uma espécie de mecanismo de defesa da planta. Ele explica que, quando uma cebola convencional é cortada ou ralada, aminoácidos sulfóxidos e enzimas são liberadas no ar. "A enzima transforma os aminoácidos sulfóxidos em vapor e este, em contato com os olhos dos seres humanos, provocam irritação e lágrimas", disse Eady, que "desligou" essa enzima na cebola GM.

A pesquisa acerca desta cebola começou com uma descoberta ocorrida no Japão. Cientistas daquele país foram os primeiros a identificar os genes da planta responsáveis pela produção das lágrimas nos humanos. Já na Nova Zelânda, os cientistas concluíram o trabalho de desligamento da enzima a estes genes.

Eady diz que, diferentemente de outros produtos geneticamente modificados, na cebola a enzima não é neutralizada pela adição de um gene ao genoma da planta. "Nesse caso, o gene foi silenciado pelo processo de RNA interferência e assim, os sulfóxidos não são convertidos em vapor", diz. "Ao desligar o gene do fator lacrimogêneo, impedimos a formação de enxofre, tornando-o assim disponível para ser transformado em outros compostos relacionados a saber ou propriedades nutritivas".

Estudo indica que o suco da laranja traz benefícios as artérias do coração


Mais uma boa notícia para quem aprecia o suco da laranja. Para quem não possui o hábito e tomar resta uma boa opção para ter uma melhor qualidade de vida.

Recentemente cientistas e pesquisadores evidenciaram que o antioxidante que se encontra no suco da laranja que se chama hesperidina, melhora consideravelmente a função dos vasos sanguíneos, diminuindo sensivelmente o risco de doenças cardiovasculares. Este estudo sendo apresentado na conferência anual “American Heart Associations Basic Cardiovascular Sciences”, em Las Vegas (EUA).

A hesperidina é um flavonóide que também pode ser encontrado nas uvas, no vinho, no chá verde e no chocolate amargo. A tempos estudos vem destacando a importância e os benefícios desses alimentos na proteção do coração das pessoas.

O estudo analisou 24 homens com propensão para desenvolver doenças cardiovasculares, sendo que cada um teve que consumir 500 mililitros de suco de laranja por dia; uma solução que continha 292 miligramas de hesperidina (equivalente a 500 ml do suco) e uma solução placebo (sem uma substância ativa, como as outras bebidas) com o mesmo valor calórico do suco de laranja.

Durante o estudo, os participantes beberam cada cota que lhe coube, por tipo de bebida, ao longo de um mês. Os pesquisadores descobriram que quando os homens bebiam um copo diário de suco de laranja ou a solução concentrada de hesperidina, eles apresentavam melhor função endotelial (fluxo venoso nos vasos sanguíneos) e menor valor verificado durante a aferição da pressão arterial (pressão arterial diastólica) do que quando consumiram o modelo placebo.


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Hospital veterinário testa célula-tronco em animais no Brasil

A promessa terapêutica das células-tronco começa a ser testada em animais de estimação no Brasil - trazendo a reboque, assim como nos experimentos clínicos humanos, uma série de dúvidas e preocupações. Um projeto pioneiro de uma empresa de biotecnologia e um hospital veterinário de São Paulo começou no mês passado a selecionar cães e gatos para testes clínicos com células-tronco adultas.

A meta inicial é escolher 40 animais portadores de cardiopatias e 40 com insuficiência renal para os primeiros experimentos, nos próximos meses. Animais com outras doenças ou traumas também poderão ser incluídos no estudo, desde que estejam em estado terminal e já tenham esgotado as opções de tratamento convencional.

"Estamos falando de um protocolo clínico, igual ao que é usado para seres humanos. Diferente do que se faz com animais de laboratório", explica o veterinário Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, que coordena o projeto em parceria com a empresa Celltrovet, responsável pela produção das células.

Ele faz questão de ressaltar que o tratamento, por ser experimental, é gratuito. E não há resultado garantido. "Não se pode cobrar por uma terapia antes que sua eficácia esteja comprovada.
O Estado de S. Paulo.

Cientistas descobrem planta carnívora capaz de comer ratos nas Filipinas

sementes exóticas

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de planta carnívora gigante, capaz de prender e devorar pequenos roedores e insetos e que pode atingir 1,5 m de altura.

A planta foi descoberta na região central das Filipinas durante uma expedição científica que também catalogou outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.

Os pesquisadores batizaram a nova planta carnívora de Nepenthes attenboroughii em homenagem ao veterano apresentador de programas de natureza da Grã-Bretanha David Attenborough.

"A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista e produtor britânico Stewart McPherson, um dos responsáveis pela descoberta.

O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society.

Expedição

A planta carnívora já tinha sido avistada por dois missionários cristãos que em 2000 tentaram escalar o Monte Vitória, uma montanha pouco conhecida nas Filipinas.

Sem terem se preparado corretamente para a empreitada, os missionários acabaram perdidos e passaram 13 dias vagando pelas florestas, até serem resgatados.

A descrição da enorme planta carnívora despertou o interesse de McPherson, do botânico Alastair Robinson, da Universidade de Cambridge, e do pesquisador Andreas Fleischmann, da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, na Alemanha.

Os três, especialistas nesse tipo de vegetal, decidiram então montar uma expedição para encontrar novas espécies.

A viagem científica aconteceu durante dois meses em 2007. A descoberta da grande planta carnívora aconteceu próxima ao pico do Monte Victoria, a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre grandes pedregulhos.

"De repente vimos uma grande planta, depois a segunda e depois muitas outras. Imediatamente sabíamos que o que tínhamos encontrado não era uma espécie conhecida", disse McPherson.

Na mesma expedição, os cientistas encontraram outra planta carnívora que não era vista na natureza há cem anos e cujos últimos exemplares em estufa tinham se perdido em um incêndio em 1945.

BBC