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Área plantada da cultura de cebola sofre redução em SC

Em Santa Catarina, a produção de cebola da safra 2011/12 deverá ser menor do que a safra 2010/2011.

A redução de 10,8% na área plantada (de 22.224 para 20.054 hectares) é resultado direto dos preços baixos recebido pelo kg  de cebola pelos produtores na venda da safra passada. 

O preço médio recebido de R$ 0,36/kg mal cobriu os custos de produção.

Além disso, o excesso de chuva neste inverno atrasou o transplante e prejudicou a germinação nas áreas de semeadura direta.

A produção bruta prevista para 2011/12 é de 497,7 mil t, 8,0% inferior ao volume colhido no ano anterior.

A produtividade esperada é de 24.819 kg/ha, 2,6% superior à safra passada. Em função das adversidades climáticas, muitos técnicos e lideranças do setor avaliam que dificilmente esta produção será alcançada.

Cientistas criam cebola geneticamente modificada que não provoca lágrimas

Os cozinheiros de plantão tem motivos de sobra para comemorar. Afinal de contas os cientistas neo-zelandeses com a colaboração dos japoneses, anunciaram a descoberta de uma cebola geneticamente modificada (GM) incapaz de produzir lágrimas nos seres humanos.

A cebola que não deixa chorar deve demorar um pouco ainda para ser comercializada, porém tem sido muito comemorada pela equipe do cientista neo-zelandês Colin Eady, coordenador do projeto encabeçado pela empresa Crop&Food.

Conforme Eady disse à revista científica Growers of Biotechnology, as lágrimas provocadas por cebolas são uma espécie de mecanismo de defesa da planta. Ele explica que, quando uma cebola convencional é cortada ou ralada, aminoácidos sulfóxidos e enzimas são liberadas no ar. "A enzima transforma os aminoácidos sulfóxidos em vapor e este, em contato com os olhos dos seres humanos, provocam irritação e lágrimas", disse Eady, que "desligou" essa enzima na cebola GM.

A pesquisa acerca desta cebola começou com uma descoberta ocorrida no Japão. Cientistas daquele país foram os primeiros a identificar os genes da planta responsáveis pela produção das lágrimas nos humanos. Já na Nova Zelânda, os cientistas concluíram o trabalho de desligamento da enzima a estes genes.

Eady diz que, diferentemente de outros produtos geneticamente modificados, na cebola a enzima não é neutralizada pela adição de um gene ao genoma da planta. "Nesse caso, o gene foi silenciado pelo processo de RNA interferência e assim, os sulfóxidos não são convertidos em vapor", diz. "Ao desligar o gene do fator lacrimogêneo, impedimos a formação de enxofre, tornando-o assim disponível para ser transformado em outros compostos relacionados a saber ou propriedades nutritivas".

Plantio de cebola: pesquisadores definem cultivares para a produção orgânica

Atualmente, o Vale do São Francisco colhe 272.400 toneladas de cebola em 13.620 hectares. Praticamente toda ela é cultivada de forma convencional, em sistemas de produção que tem por base o uso intensivo de insumos químicos. “Há espaço para implantar no campo e oferecer aos consumidores uma cebola orgânica de boa qualidade”, assegura Nivaldo Costa, pesquisador da Embrapa Semi-árido, em Petrolina.


O pesquisador da Embrapa afirma que já estão em testes de campo, o plantio de cebola com as tecnologias desenvolvidas visando as técnicas orgânicas e que favorecem uma produtividade de até 38 toneladas por hectare (38 t/ha-1) – quase que o dobro da média obtida nos sistemas de cultivo comercial nas áreas produtoras da Bahia e Pernambuco, que é de 20 toneladas por hectare.

Segundo este pesquisador, os estudos e testes de campo envolvendo a Embrapa, UNEB, IPA e EBDA desde 2005 dão esta segurança aos agricultores. As tecnologias e conhecimentos que geraram substituem com sucesso os manejos da agricultura convencional marcados pelo uso intensivo de insumos químicos e práticas que esgotam a fertilidade natural do solo. Além disso, produzir culturas alimentares com recursos técnicos que impactam minimamente o meio ambiente e não ameaçam a saúde de agricultores e de consumidores não é só possível como muito desejável, defende por sua vez o professor Jairton Fraga Araújo, do Departamento de Tecnologia e Ciência Sociais da UNEB.

Uma conclusão desses estudos está relacionada à definição da variedade de cebola mais adequada ao cultivo orgânico. De 20 variedades avaliadas em 2005, foram selecionadas três: Brisa, IPA 10 e Alfa São Francisco. Em outros testes foram estabelecidas as quantidades adequadas dos três principais macronutrientes a serem aplicadas nas plantas de cebola sob cultivo orgânico - nitrogênio (N), potássio (K) e fósforo (P) - oriundas de fontes como a torta de mamona, cinzas vegetais, fosfatos naturais (termofosfatos) respectivamente.

A implantação da cebola nas áreas de testes foi precedida de adubação verde com espécies leguminosas (mucuna preta, guandu e crotalária), com o objetivo de promover melhorias nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Após o inicio da floração, foram cortadas e deixadas no local por 30 dias para, só então, serem pré-incorporadas ao solo por meio de gradagem leve. A produção de massa verde incorporada foi estimada em 48 t/ha, sendo que em massa seca obteve-se 15 t/ha.

Segundo Jairton Fraga, a adubação foi feita em dois momentos: um, antes do estabelecimento da cultura; e depois, com a cebola já implantada na área. A cada semana, foram feitas pulverizações com biofertilizante líquido enriquecido à base de micronutrientes cuja formulação básica contém ingredientes como sulfatos de zinco, de magnésio, cobalto além de borax, leite, melaço, esterco bovino e água e aminoácido de peixe, aplicados via foliar.

Paralelo ao manejo do solo, pode ser necessário o emprego de estratégias para controle de pragas e doenças. No caso do cultivo da cebola orgânica, a ocorrência de trips (praga) foi combatida com o emprego de calda sulfocálcica (fungicida). A incidência de antracnose, por sua vez, foi debelada com calda bordaleza (fungicida). Para Nivaldo Costa, o manejo adotado nos testes foi eficiente: sem afetar a produtividade impediu o progresso das doenças e pragas.

Nordeste Rural