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Agricultura orgânica sem agrotôxicos é sinônimo de produtos saudáveis

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas. 

A ideia é evitar a contaminação dos alimentos ou do meio ambiente. O resultado desse processo são produtos mais saudáveis, nutritivos e com mais qualidade de produção, o que garante a saúde de sua família e a do Planeta.

A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta é a razão pela qual o agricultor orgânico não cultiva produtos transgênicos, pois ele não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza.

produtos organicos sem uso de agrotóxicos
Verduras, legumes, frutas, castanhas, carnes, pães, café, laticínios, sucos e outros produtos "in natura" e processados _ só podem ser considerados orgânicos se forem cultivados dentro de ambiente de plantio orgânico, respeitando todas as regras do setor.

O comércio de produtos orgânicos no Brasil, bem como no mundo, depende da relação de confiança entre produtores e consumidores e dos sistemas de controle de qualidade. As leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para agricultura familiar que hoje pode vender os orgânicos diretamente aos consumidores finais. Para isso, porém, os agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social - OCS.

Pesquisadora da Empaer realiza o plantio de arroz em Sinop com inovação tecnológica

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios.
A doutora em fertilidade do solo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Luiza Perez Villar, começa nesta terça-feira (13.12), no campo experimental da Empresa, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), o plantio de arroz de terras altas com a bactéria Azospirillum, que fixa o nitrogênio do ar e repassa para a planta.

O projeto de desenvolvimento de tecnologia para a cadeia produtiva do arroz iniciado em 2010 terá resultados com a bactéria em abril de 2012, quando ocorrerá a colheita.

A bactéria evita o uso de adubo nitrogenado e a contaminação do meio ambiente por nitrato, que polui as águas dos rios. A bactéria Azospirillum para a cultura do arroz, segundo Maria Luiza, trará economia no custo de produção e ganho ambiental. A bactéria penetra na raiz da planta, associa-se com várias gramíneas tais como, milho, trigo, sorgo e outras, multiplica bem quando A fonte de Nitrogênio é o carbono, produz fitohormônios que alteram o metabolismo da planta, aumentando a absorção de água e mineral. Isso ocorre em todos os tipos de solo e clima e o uso da bactéria (inoculante) reduz até 50% o uso de fertilizantes.

O Projeto de pesquisa está trabalhando na qualidade do arroz produzido e que atendam as normas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a produção de grãos tipo 1, considerado o melhor arroz para mesa. Novas variedades mais produtivas estão sendo desenvolvidas com material genético resistente à praga, doença e baixa fertilidade do solo. Conforme Villar, o projeto já apresenta bons resultados com a difusão de novas cultivares de arroz, melhoria na qualidade dos grãos, produtividade e redução no custo de produção

O trabalho de pesquisa é financiado pela Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades, instituições de pesquisas, organizações e empresas ligadas a cadeia produtiva do arroz. “Uma das inovações no plantio de arroz de terras altas é o teste que está sendo realizado com a bactéria Azospirillum”, destaca Maria Luiza.

Produção nacional de fertilizantes cresce 5,3%

A produção brasileira de fertilizantes cresceu 5,3% de janeiro a março de 2011, em compração com o mesmo período de 2010. Os números da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) foram apresentados nesta segunda-feira, 9 de maio, durante a 53ª Reunião da Câmara Temática de insumos Agropecuários, no Ministério da Agricultura, em Brasília. Segundo o levantamento da associação, no primeiro trimestre deste ano o país produziu cerca de 2,14 milhões de toneladas (t) do produto. No mesmo período do ano passado, foram produzidas 2,03 milhões de t.

As entregas de fertilizantes ao consumidor final, número que contabiliza a produção nacional e importações do mercado externo, também registraram crescimento. Levantamento divulgado pela Anda mostra que, no primeiro trimestre de 2011, foram entregues às empresas que comercializam insumos no Brasil cerca de 4,99 milhões de t, o segundo maior número da história, ficando atrás apenas das vendas realizadas em 2008, que chegaram a 5,44 milhões de toneladas.

“Os bons preços das commodities agrícolas estão favorecendo a venda de fertilizantes do país”, destaca o diretor-executivo da Anda, David Roquetti Filho. Para o representante da Associação Nacional para a Difusão de Adubos, o aumento da demanda pelo produto também foi responsável pelo aquecimento do mercado de insumos.

As expectativas para o futuro também são bastante positivas. Segundo Roquetti, a partir de projeções realizadas por uma empresa de consultoria, as entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil devem fechar o ano de 2011 com a comercialização de cerca de 26 milhões de t, 6% acima do valor alcançado em 2010, que foi de 24,5 milhões de t.

Nova presidência

Após sete anos na presidência da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, o engenheiro agrônomo Cristiano Simon, consultor da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), passou o cargo para o também engenheiro agrônomo Luiz Antonio Piazza, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

À frente dos trabalhos da Câmara Setorial de Insumos desde a sua criação, em 2003, Cristiano Simon ocupará o cargo de consultor especial da Câmara. “Estamos muito confiantes no trabalho do novo presidente”, afirma Simon.

Plantio de cebola: pesquisadores definem cultivares para a produção orgânica

Atualmente, o Vale do São Francisco colhe 272.400 toneladas de cebola em 13.620 hectares. Praticamente toda ela é cultivada de forma convencional, em sistemas de produção que tem por base o uso intensivo de insumos químicos. “Há espaço para implantar no campo e oferecer aos consumidores uma cebola orgânica de boa qualidade”, assegura Nivaldo Costa, pesquisador da Embrapa Semi-árido, em Petrolina.


O pesquisador da Embrapa afirma que já estão em testes de campo, o plantio de cebola com as tecnologias desenvolvidas visando as técnicas orgânicas e que favorecem uma produtividade de até 38 toneladas por hectare (38 t/ha-1) – quase que o dobro da média obtida nos sistemas de cultivo comercial nas áreas produtoras da Bahia e Pernambuco, que é de 20 toneladas por hectare.

Segundo este pesquisador, os estudos e testes de campo envolvendo a Embrapa, UNEB, IPA e EBDA desde 2005 dão esta segurança aos agricultores. As tecnologias e conhecimentos que geraram substituem com sucesso os manejos da agricultura convencional marcados pelo uso intensivo de insumos químicos e práticas que esgotam a fertilidade natural do solo. Além disso, produzir culturas alimentares com recursos técnicos que impactam minimamente o meio ambiente e não ameaçam a saúde de agricultores e de consumidores não é só possível como muito desejável, defende por sua vez o professor Jairton Fraga Araújo, do Departamento de Tecnologia e Ciência Sociais da UNEB.

Uma conclusão desses estudos está relacionada à definição da variedade de cebola mais adequada ao cultivo orgânico. De 20 variedades avaliadas em 2005, foram selecionadas três: Brisa, IPA 10 e Alfa São Francisco. Em outros testes foram estabelecidas as quantidades adequadas dos três principais macronutrientes a serem aplicadas nas plantas de cebola sob cultivo orgânico - nitrogênio (N), potássio (K) e fósforo (P) - oriundas de fontes como a torta de mamona, cinzas vegetais, fosfatos naturais (termofosfatos) respectivamente.

A implantação da cebola nas áreas de testes foi precedida de adubação verde com espécies leguminosas (mucuna preta, guandu e crotalária), com o objetivo de promover melhorias nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Após o inicio da floração, foram cortadas e deixadas no local por 30 dias para, só então, serem pré-incorporadas ao solo por meio de gradagem leve. A produção de massa verde incorporada foi estimada em 48 t/ha, sendo que em massa seca obteve-se 15 t/ha.

Segundo Jairton Fraga, a adubação foi feita em dois momentos: um, antes do estabelecimento da cultura; e depois, com a cebola já implantada na área. A cada semana, foram feitas pulverizações com biofertilizante líquido enriquecido à base de micronutrientes cuja formulação básica contém ingredientes como sulfatos de zinco, de magnésio, cobalto além de borax, leite, melaço, esterco bovino e água e aminoácido de peixe, aplicados via foliar.

Paralelo ao manejo do solo, pode ser necessário o emprego de estratégias para controle de pragas e doenças. No caso do cultivo da cebola orgânica, a ocorrência de trips (praga) foi combatida com o emprego de calda sulfocálcica (fungicida). A incidência de antracnose, por sua vez, foi debelada com calda bordaleza (fungicida). Para Nivaldo Costa, o manejo adotado nos testes foi eficiente: sem afetar a produtividade impediu o progresso das doenças e pragas.

Nordeste Rural

Preços da Uréia pecuária estáveis em Janeiro com tendência de alta

Revolução Verde e Amarela

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços da uréia pecuária, que vinham em queda desde agosto de 2009, ficaram praticamente estáveis em janeiro.

Atualmente a tonelada do insumo está cotada em R$1,3 mil, mesmo preço vigente em dezembro último.

Em relação a janeiro de 2009, a cotação atual é 40% menor, no entanto, a estabilização de preços pode indicar o início de um possível aumento nos próximos meses.

Isso porque, os fertilizantes nitrogenados, grandes concorrentes da uréia pecuária, pela matéria-prima nitrogênio, já deu os primeiros sinais de alta, e a tendência é que continuem com mercado em alta no curto prazo.

Pantanal News

Brasil aumenta exportação de flores conforme dados do Instituto Brasileiro de Floricultura

Coração de Rosas

O Brasil está ajudando o mundo a ficar cada vez mais florido. É o que mostram os números de exportações do setor de floricultura: de janeiro a setembro, a receita das vendas externas chegaram a US$ 24,2 milhões - pouco menos do que o país exportou durante o ano de 2005 inteiro, US$ 25,7 milhões. Olhando de uma perspectiva maior, o setor de comercialização de flores vem crescendo já há alguns anos. As informações são do Portal do Agronegócio.

De 2000 para cá, houve um crescimento nas exportações de 515%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

Segundo o Ibraflor, a expectativa é de que em 2008 o setor atinja os US$ 80 milhões em embarques.

Os dados do instituto mostram que o principal tipo de produto exportado são as mudas de plantas ornamentais. No primeiro semestre, as exportações das mudas representaram 53,49% do total exportado, somando US$ 8,072 milhões.

As flores e botões de corte frescos representaram apenas 10,12% das exportações do primeiro semestre. Embora ainda seja pequeno, é um setor que tende a ser cada vez mais exportado. Alagoas é um exemplo de exportador de flores tropicais em buquê. Toda semana, são exportados 1,5 mil buquês para supermercados na França e na Suíça.

Hoje, o Brasil exporta para 30 destinos, sendo a Holanda o maior comprador. Os Estados Unidos vêm em segundo lugar no ranking dos importadores. Itália, Canadá, Espanha, Alemanha e México são alguns dos outros compradores. "Ainda há muitos mercados para se explorar, entre eles, os países árabes", diz Léa Lagares, coordenadora nacional de floricultura do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). "Inclusive, estamos abertos a parcerias para atingir esse mercado específico".
Paisagismo Brasil

A hidroponia e o meio ambiente

A técnica de cultivo de plantas em hidroponia é uma ferramenta poderosa na preservação e uso racional da água, permitindo a economia deste recurso natural da ordem de dez vezes, quando comparado a outros sistemas de cultivo (convencional ou orgânico) no solo fazendo uso de irrigação. Baseia-se no princípio de reciclagem do uso da água por períodos de 30, 60 dias ou mais.

Reduz drasticamente o uso de agrotóxicos: não utiliza herbicidas, diminui a aplicação de inseticidas e fungicidas, por ser feito em ambiente protegido (estufas ou viveiros). Evita problemas de poluição de mananciais causados pelo carreamento de solo e fertilizante nos processos de erosão. Possibilita o cultivo em áreas íngremes e o reaproveitamento das áreas degradadas, impróprias para o cultivo convencional no solo.

A técnica do cultivo hidropônico garante ainda a obtenção de alimentos saudáveis e livres de contaminações biológicas ou químicas devido à obrigatoriedade de uso de água potável no processo produtivo. Países como Holanda, Bélgica e Alemanha descartam a solução nutritiva das modernas estufas, destinando-a às estações de tratamento de água para impedir a degradação do meio ambiente. No Brasil recomenda-se sua diluição em irrigação de outras culturas.

A técnica do cultivo hidropônico com reuso de água da criação de peixes ou Aquaponia começa a ser desenvolvida comercialmente no Brasil.
Em breve estaremos consumindo também produtos da nova tecnologia de hidroponia orgânica com o uso de fontes não minerais dos elementos químicos essenciais às plantas.
Mais Informações:www.hidroponia.com.br

A origem e o cultivo do Mamão

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.

O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas.

Mercado da Uréia

Até o ano de 2000, a uréia era produzida em todo o mundo na forma perolada. A partir de 2001, surgiram novas unidades de produção de uréia granulada. No Brasil, a Petrobras é a única empresa a produzir o produto.


A unidade de granulação de uréia instalada em Sergipe começou a operar em fase de teste em novembro e tem a capacidade de produzir 600 toneladas do produto por dia. Atualmente, a unidade já opera com sua carga total.


Com a oferta da uréia granulada ao mercado brasileiro, a Companhia ganha destaque, mais uma vez, na área de fertilizantes. Em 1971, na Bahia, a Petrobras foi a precursora na produção de uréia perolada. Os fertilizantes à base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) são nutrientes essenciais para desenvolvimento de diferentes culturas.

Em função disso, as empresas de fertilizantes disponibilizam para o mercado diferentes formulações resultantes da mistura desses nutrientes (NPK). A uréia é o fertilizante nitrogenado que possui o maior conteúdo de nitrogênio, por isso, é o mais aplicado na agricultura brasileira e mundial, de forma direta ou em misturas NPK.


Fortalecimento do agro negócio brasileiro


O processo de granulação de uréia consiste em aumentar o diâmetro dos grãos através de recobrimentos sucessivos (engorda) do grão de uréia perolada com a própria solução de uréia. O diâmetro médio da uréia perolada é de 1,6 milímetros, enquanto o da uréia granulada é de 3 milímetros. A melhor qualidade consiste na menor taxa de liberação de nitrogênio, no aumento da resistência e uniformidade do grão e na menor segregação quando misturada com outros fertilizantes.


As culturas que mais demandam uréia granulada são milho, cana, café, arroz, algodão e o conjunto formado por pastagens, frutas e hortaliças. O mercado brasileiro de uréia reflete o tipo de cultura produzida em cada região.


Governo quer acelerar produção nacional de fertilizantes

O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com o Ministério da Agricultura a Civil, estudam medidas para acelerar a produção nacional de fertilizantes e acelerar a exploração das matérias-primas em solo nacional. A intenção é reduzir os preços dos insumos, que já aumentaram 300% nos últimos dois anos e estão pesando no bolso do produtor.

O deputado Luis Carlos Heinze, sub-relator da proposta de fiscalização e controle da Comissão de Agricultura, se reuniu com o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Miguel Antonio Nery, para discutir alternativas. O governo pretende pressionar as empresas que já estão com a concessão de minas e jazidas a começarem logo os trabalhos. O trabalho é para agilizar, no menor tempo possível, os trabalhos das empresas que já possuem a concessão e ainda não começaram a explorar os produtos.

O país importa atualmente quase 80% dos insumos e esta dependência impede que o Brasil influencie nos preços praticados no mercado mundial, que já aumentaram mais de 300% nos últimos anos.
O potássio foi a matéria-prima que mais subiu de preço. Segundo a cooperativa agrícola do Centro-Oeste, a tonelada do produto passou de US$ 140 para mais de US$ 850 nos últimos oito anos. E o problema é ainda maior, pois 90% do potássio consumido no Brasil é importado.

O país possui apenas uma reserva de potássio em funcionamento, que fica no Estado de Sergipe. Há outra ainda inexplorada na Amazônia.
A mineradora da reserva de sergipe já nos informou a possibilidade aumentar a produção do local e nós estamos estudando esta possibilidade. Existe ainda uma outra no seio da floresta amazônica e já começaram os estudos para avaliar a possibilidade de exploração do potassio no local – afirma Nery.