O fósforo na dieta e na suplementação dos bovinos leiteiros
Solano Alex Oldoni – veterinário da Coamo em Toledo (Oeste do Paraná)
Mercado da Uréia
Até o ano de 2000, a uréia era produzida em todo o mundo na forma perolada. A partir de 2001, surgiram novas unidades de produção de uréia granulada. No Brasil, a Petrobras é a única empresa a produzir o produto.
A unidade de granulação de uréia instalada em Sergipe começou a operar em fase de teste em novembro e tem a capacidade de produzir 600 toneladas do produto por dia. Atualmente, a unidade já opera com sua carga total.
Com a oferta da uréia granulada ao mercado brasileiro, a Companhia ganha destaque, mais uma vez, na área de fertilizantes. Em 1971, na Bahia, a Petrobras foi a precursora na produção de uréia perolada. Os fertilizantes à base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) são nutrientes essenciais para desenvolvimento de diferentes culturas.

Em função disso, as empresas de fertilizantes disponibilizam para o mercado diferentes formulações resultantes da mistura desses nutrientes (NPK). A uréia é o fertilizante nitrogenado que possui o maior conteúdo de nitrogênio, por isso, é o mais aplicado na agricultura brasileira e mundial, de forma direta ou em misturas NPK.
Fortalecimento do agro negócio brasileiro
O processo de granulação de uréia consiste em aumentar o diâmetro dos grãos através de recobrimentos sucessivos (engorda) do grão de uréia perolada com a própria solução de uréia. O diâmetro médio da uréia perolada é de 1,6 milímetros, enquanto o da uréia granulada é de 3 milímetros. A melhor qualidade consiste na menor taxa de liberação de nitrogênio, no aumento da resistência e uniformidade do grão e na menor segregação quando misturada com outros fertilizantes.
As culturas que mais demandam uréia granulada são milho, cana, café, arroz, algodão e o conjunto formado por pastagens, frutas e hortaliças. O mercado brasileiro de uréia reflete o tipo de cultura produzida em cada região.
Governo quer acelerar produção nacional de fertilizantes
O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com o Ministério da Agricultura a Civil, estudam medidas para acelerar a produção nacional de fertilizantes e acelerar a exploração das matérias-primas em solo nacional. A intenção é reduzir os preços dos insumos, que já aumentaram 300% nos últimos dois anos e estão pesando no bolso do produtor.
O deputado Luis Carlos Heinze, sub-relator da proposta de fiscalização e controle da Comissão de Agricultura, se reuniu com o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Miguel Antonio Nery, para discutir alternativas. O governo pretende pressionar as empresas que já estão com a concessão de minas e jazidas a começarem logo os trabalhos. O trabalho é para agilizar, no menor tempo possível, os trabalhos das empresas que já possuem a concessão e ainda não começaram a explorar os produtos.
O país importa atualmente quase 80% dos insumos e esta dependência impede que o Brasil influencie nos preços praticados no mercado mundial, que já aumentaram mais de 300% nos últimos anos.
O potássio foi a matéria-prima que mais subiu de preço. Segundo a cooperativa agrícola do Centro-Oeste, a tonelada do produto passou de US$ 140 para mais de US$ 850 nos últimos oito anos. E o problema é ainda maior, pois 90% do potássio consumido no Brasil é importado.
O país possui apenas uma reserva de potássio em funcionamento, que fica no Estado de Sergipe. Há outra ainda inexplorada na Amazônia.
A mineradora da reserva de sergipe já nos informou a possibilidade aumentar a produção do local e nós estamos estudando esta possibilidade. Existe ainda uma outra no seio da floresta amazônica e já começaram os estudos para avaliar a possibilidade de exploração do potassio no local – afirma Nery.
