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IGPM indica deflação no setor agropecuário atacadista

A deflação voltou ao setor agropecuário atacadista, que mostrou queda de 0,77% na segunda prévia do IGP-M de dezembro, frente à elevação de 0,49% apurada na segunda prévia do mesmo índice em novembro. 

Os preços dos produtos industriais assumiram trajetória idêntica a dos agrícolas, e caíram 0,24% na segunda prévia de dezembro, em comparação com a alta de 0,42% na segunda prévia de novembro.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,62% na segunda prévia de dezembro.

Já os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 0,13% na prévia divulgada nesta segunda-feira (19/12), em comparação com a elevação de 0,31% na segunda prévia do IGP-M de novembro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa negativa de 1,81% na segunda prévia de dezembro, em comparação com a elevação de 0,65% na segunda prévia de novembro.

Fórum mundial da agricultura cria expectativa ao agronegócio

O World Agricultural Forum (WAF), o Fórum Mundial de Agricultura, vai reunir esta semanas, dias 12 e 13, líderes políticos e da iniciativa privada, como ex-presidentes, ex-ministros, ex-senadores e representantes das principais empresas do agronegócio mundial para debater o papel da região no desafio de dobrar a produção de alimentos até 2050, além do abastecimento mundial de fibras, biocombustíveis e água.

O evento, tradicional nos Estados Unidos, vai acontecer pela primeira vez na América Latina, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. A participação de congressistas será restrita a convidados.


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Preços dos produtos agrícolas sobem 5,43% na segunda semana de Fevereiro

O Índice quadrissemanal de Preços Recebidos (IqPR) pelo produtor rural paulista apresentou alta de 5,43% na segunda semana de fevereiro. O levantamento é de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. O IqPR-V (produtos de origem vegetal) e o IqPR-A (produtos de origem animal) fecharam com variação positiva, respectivamente, de 7,17% e de 1,11%. No período analisado, 14 produtos apresentaram alta de preços (nove de origem vegetal e cinco de origem animal) e quatro apresentaram queda (três vegetal e um animal). 

Os produtos do IqPR que registraram as maiores altas na semana foram: laranja para mesa (57,64%), laranja para indústria (22,96%), tomate para mesa (7,46%), arroz (7,33%), algodão (6,02%), amendoim (5,52%) e feijão (4,89%). Segundo os pesquisadores, alta da laranja é atribuída ao aumento do consumo durante o verão, além das chuvas no segundo semestre de 2009, que prejudicaram as floradas, causando uma diminuição da oferta nesse início de ano.

Os produtos que apresentaram queda de preços no período foram: soja (14,19%), banana nanica (9,85%), carne suína (9,34%) e milho (7,56%). O IEA informa que a safra recorde de soja pressiona as cotações do grão. As mudanças na economia chinesa, que podem implicar menor importação do produto, também estariam influenciando negativamente os preços da oleaginosa.
Agência Estado 
Clicrbs 

Preços da Uréia pecuária estáveis em Janeiro com tendência de alta

Revolução Verde e Amarela

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços da uréia pecuária, que vinham em queda desde agosto de 2009, ficaram praticamente estáveis em janeiro.

Atualmente a tonelada do insumo está cotada em R$1,3 mil, mesmo preço vigente em dezembro último.

Em relação a janeiro de 2009, a cotação atual é 40% menor, no entanto, a estabilização de preços pode indicar o início de um possível aumento nos próximos meses.

Isso porque, os fertilizantes nitrogenados, grandes concorrentes da uréia pecuária, pela matéria-prima nitrogênio, já deu os primeiros sinais de alta, e a tendência é que continuem com mercado em alta no curto prazo.

Pantanal News

Preço agrícola teve retração de 3,73% em 2009, informa FGV

De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas caíram 3,73% este ano, após avançarem 3,91% em 2008, no âmbito do IGP-M. Já os preços dos produtos industriais registraram queda de 4,74% no atacado em 2009, em comparação com a elevação de 13,52% apurada em 2008.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,93% este ano, após avançarem 4,22% em 2008. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram queda de 7,29% este ano, em comparação com o aumento de 15,61% em 2008. Já os preços das matérias-primas brutas acumularam queda de 6,80% em 2009, após subirem 11,85% em 2008.

A FGV esclareceu ainda que, na análise por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em dezembro, no âmbito do IGP-M, foram registradas em laranja (8,90%); mamão (44,27%); e café em grão (3,69%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em dezembro, foram apuradas em batata-inglesa (-24,09%); leite in natura (-5,26%); e tomate (-27,55%).
Ultimo segundo

Governo quer acelerar produção nacional de fertilizantes

O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com o Ministério da Agricultura a Civil, estudam medidas para acelerar a produção nacional de fertilizantes e acelerar a exploração das matérias-primas em solo nacional. A intenção é reduzir os preços dos insumos, que já aumentaram 300% nos últimos dois anos e estão pesando no bolso do produtor.

O deputado Luis Carlos Heinze, sub-relator da proposta de fiscalização e controle da Comissão de Agricultura, se reuniu com o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Miguel Antonio Nery, para discutir alternativas. O governo pretende pressionar as empresas que já estão com a concessão de minas e jazidas a começarem logo os trabalhos. O trabalho é para agilizar, no menor tempo possível, os trabalhos das empresas que já possuem a concessão e ainda não começaram a explorar os produtos.

O país importa atualmente quase 80% dos insumos e esta dependência impede que o Brasil influencie nos preços praticados no mercado mundial, que já aumentaram mais de 300% nos últimos anos.
O potássio foi a matéria-prima que mais subiu de preço. Segundo a cooperativa agrícola do Centro-Oeste, a tonelada do produto passou de US$ 140 para mais de US$ 850 nos últimos oito anos. E o problema é ainda maior, pois 90% do potássio consumido no Brasil é importado.

O país possui apenas uma reserva de potássio em funcionamento, que fica no Estado de Sergipe. Há outra ainda inexplorada na Amazônia.
A mineradora da reserva de sergipe já nos informou a possibilidade aumentar a produção do local e nós estamos estudando esta possibilidade. Existe ainda uma outra no seio da floresta amazônica e já começaram os estudos para avaliar a possibilidade de exploração do potassio no local – afirma Nery.