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Preços da Uréia pecuária estáveis em Janeiro com tendência de alta

Revolução Verde e Amarela

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, os preços da uréia pecuária, que vinham em queda desde agosto de 2009, ficaram praticamente estáveis em janeiro.

Atualmente a tonelada do insumo está cotada em R$1,3 mil, mesmo preço vigente em dezembro último.

Em relação a janeiro de 2009, a cotação atual é 40% menor, no entanto, a estabilização de preços pode indicar o início de um possível aumento nos próximos meses.

Isso porque, os fertilizantes nitrogenados, grandes concorrentes da uréia pecuária, pela matéria-prima nitrogênio, já deu os primeiros sinais de alta, e a tendência é que continuem com mercado em alta no curto prazo.

Pantanal News

O fósforo na dieta e na suplementação dos bovinos leiteiros

O mineral mais importante na suplementação de bovinos em pastagens é o fósforo, sendo essencial como componente estrutural dos tecidos, fluidos e ativador de processos enzimáticos. Ele pode ser encontrado em diversas fontes como o fosfato bicálcico, fosfato de rocha, fosfato monoamônio e outros, sendo o fosfato bicálcico o mais utilizado e de maior biodisponibilidade.
A deficiência de fósforo é muito importante para bovinos, principalmente em relação àqueles mantidos em regime de campo. Extensas áreas com deficiência de P nas pastagens ocorrem em todo mundo e não há dúvida que essa deficiência é o distúrbio mineral mais comum e, também economicamente, mais importante afetando os herbívoros em regime de campo no Brasil.
Diversos alimentos podem ser utilizados na dieta do animal para atender as exigências de fósforo. Os teores em gramíneas forrageiras tropicais variam de 0,8 a 3 g de P/kg de matéria seca. Certamente, em termos de fósforo, tais níveis não permitem elevados desempenhos na ausência de suplementação com outras fontes de fósforo, entretanto, tem-se observado que em pastagens tropicais bem manejadas os teores de fósforo tendem a ser mais elevados (2 a 3g de P/kg de MS), o que reduz, mas não elimina a necessidade de fornecimento suplementar de fósforo.
Os componentes fosfatados nos suplementos minerais e nos concentrados utilizados em rações para gado de leite apresentam de uma maneira geral uma elevada disponibilidade de fósforo. Quando alimentos concentrados são incorporados na dieta em níveis de 10-20%, eles tendem quase sempre a atender ou até mesmo a superar as exigências de fósforo dos animais. Este efeito obviamente está vinculado ao tipo de alimento e aos fatores inerentes ao próprio animal.
Para as vacas em início de lactação, a elevada demanda por fósforo aumenta a absorção deste elemento no trato digestivo, ao mesmo tempo em que as exigências de cálcio repercutem na maior mobilização de fósforo a partir dos ossos.
Com o objetivo de assegurar um consumo adequado de fósforo no início da lactação (o pico no consumo de MS é posterior ao pico na produção de leite), as recomendações de fósforo são maiores nesta fase, o que pode gerar um excesso desse elemento no organismo do animal. Em outras palavras, é possível que no início da lactação os níveis de fósforo na dieta não precisem ser tão elevados, visto que o excedente não utilizado pelo animal seja excretado principalmente nas fezes e no leite e, em menor quantidade, na urina.
Solano Alex Oldoni – veterinário da Coamo em Toledo (Oeste do Paraná)

Governo quer acelerar produção nacional de fertilizantes

O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com o Ministério da Agricultura a Civil, estudam medidas para acelerar a produção nacional de fertilizantes e acelerar a exploração das matérias-primas em solo nacional. A intenção é reduzir os preços dos insumos, que já aumentaram 300% nos últimos dois anos e estão pesando no bolso do produtor.

O deputado Luis Carlos Heinze, sub-relator da proposta de fiscalização e controle da Comissão de Agricultura, se reuniu com o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Miguel Antonio Nery, para discutir alternativas. O governo pretende pressionar as empresas que já estão com a concessão de minas e jazidas a começarem logo os trabalhos. O trabalho é para agilizar, no menor tempo possível, os trabalhos das empresas que já possuem a concessão e ainda não começaram a explorar os produtos.

O país importa atualmente quase 80% dos insumos e esta dependência impede que o Brasil influencie nos preços praticados no mercado mundial, que já aumentaram mais de 300% nos últimos anos.
O potássio foi a matéria-prima que mais subiu de preço. Segundo a cooperativa agrícola do Centro-Oeste, a tonelada do produto passou de US$ 140 para mais de US$ 850 nos últimos oito anos. E o problema é ainda maior, pois 90% do potássio consumido no Brasil é importado.

O país possui apenas uma reserva de potássio em funcionamento, que fica no Estado de Sergipe. Há outra ainda inexplorada na Amazônia.
A mineradora da reserva de sergipe já nos informou a possibilidade aumentar a produção do local e nós estamos estudando esta possibilidade. Existe ainda uma outra no seio da floresta amazônica e já começaram os estudos para avaliar a possibilidade de exploração do potassio no local – afirma Nery.