Mostrando postagens com marcador Agricultor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agricultor. Mostrar todas as postagens

Jacu Bird Coffee - O café mais caro do mundo é encontrado nas fezes do Jacu

Para os amantes do café que gostam de apreciar e discutir o aroma desta bebida saborosa, agora tem um motivo a mais para ser reunir nos pontos de encontro e dar opinião sobre o famoso café "Jacu Bird Coffee" ou o café do Jacu brasileiro.

A grande descoberta deste tipo de café vem do povoado de Sumatra na Indonésia onde existe o café mais caro do mundo o "Kopi Luwak". Nas lavouras de café onde os grãos são cultivados existem os gatos de algalha. Esses gatos comem os grãos, ingerem e depois defecam. Os aldeões coletam e processam as fezes. É a combinação de grãos e sucos gástricos destes gatos que dá ao Kopi Luwak o sabor e aroma que não se compara.

Gatos de algalha ou Kopi Luwak que da sabor e aroma ao café
Agora estas novidade vem sendo empregada no Brasil especialmente no estado do Espírito Santo na região de Venda Nova do Imigrantes na fazenda Camocim. A fazenda de tem aproximadamente 300 ha entre produção de café e eucalíptos. A diferença básica é o processo do animal. O gato de Sumatra faz uma digestão mais lenta, é um mamífero. O jacu uma ave, tem uma digestão muito mais rápida.

Como aqui no brasil não tem os gatos de algalha, quem processa o café para deixa-lo saboroso é o Jacu. O jacu vem de manhã cedo ou madrugada, come o café, que passa por um processo no intestino, depois defeca os mesmos debaixo dos pés de café. O trabalhador com muito cuidado para não deixar nada para trás, passa a recolher em meio dos cafezais os dejetos que valem ouro que o jacu deposita. Posteriormente são devidamente higienizados e torrados e os grãos viram o café mais caro do mundo.

Com o nome inglês de “Jacu Bird Coffee”, Henrique Slope, proprietário da Fazenda Camocim, está levando para o mundo inteiro este café.



O Jacu-coffe só é servido em determinadas cafeterias de Tóquio, Londres, Los Angeles e São Francisco. A produção da Camocim ainda é pequena e tudo que produz tem consumo certo. No Brasil é possível encontrar e saborear o Jacu Bird Coffee na rede Suplicy de Cafés Especiais, chegando a custar em torno de R$2.400,00 o kilo. Uma xícara deste café especial custa em torno de R$14,00.



Ministério da Agricultura estuda apoio à agricultura irrigada

Autoridades agropecuárias do Ministério da Agricultura estudam mecanismos de apoio à prática de agricultura irrigada.

O objetivo é garantir  a qualidade e o aumento da produção agropecuária fazendo o uso consciente da água e da energia. Segundo o chefe da Divisão da Agricultura Irrigada do Mapa, José Silvério, as atividades relacionadas à agropecuária são as que mais usam os recursos hídricos.

Segundo ele, estima-se que de mil a 3 mil metros cúbicos de água são utilizados para produzir uma tonelada de alimentos de origem vegetal.


Ele aponta que o consumo de água para produzir um hectare de grãos está em torno de 10 mil metros cúbicos. Esse número chega a ser cinco vezes maior para alimentos de origem animal.



Agricultor encontra ninho de ema com 25 ovos cuidado pelo macho

Um ninho de ema com 25 ovos foi encontrado no município de Capinópolis, no triângulo mineiro. A ave toma alguns cuidados para garantir o futuro dos filhotes. A cidade, no pontal do Triângulo Mineiro, tem um ambiente bastante apreciado pelas aves, como emas.

O agricultor Manoel Pedro Paiva estranhou o aparecimento de um ninho com 25 ovos de ema. O ninho, bem cuidado e guardado pelo macho, responsável por chocar os ovos, está no meio do pasto da propriedade.



A aproximação das pessoas é feita com cuidado. O macho, que faz o ninho dos filhotes, fica ao redor dos ovos. Ainda não dá para saber quando será a chegada dos filhotes.

A ema normalmente põe entre dez e 18 ovos por ciclo. A fêmea bota os ovos fora do ninho. Como é o macho que se encarrega de arrumá-los, ele pode colocar ovos de fêmeas diferentes dentro de um mesmo ninho. 

Além de chocar, o macho será o responsável pela criação dos filhotes.



Sistema de Alerta ajuda a garantir boa safra de pêssego no RS

O trabalho de monitoramento e de orientação aos produtores de pêssego da região de Pelotas/RS feito pelo Sistema de Alerta surtiu efeito. A colheita do fruto – praticamente toda finalizada até a virada do ano – indica uma boa safra, de 55 mil toneladas, livre da mosca-das-frutas.

O Sistema de Alerta envolveu um trabalho coordenado pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS), em parceria com a Emater/RS-Ascar e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que buscou livrar os pomares de pêssego da ameaça de uma infestação do inseto. Equipes monitoraram a população da mosca em Pelotas, Morro Redondo/RS e Canguçu/RS e repassaram orientações aos agricultores. O trio de cidades responde por grande parte da produção nacional do fruto.

Semanalmente, boletins foram publicados e entregues aos produtores, com informações sobre o nível de infestação dos pomares e com recomendações para evitar o crescimento populacional da mosca. Também foram repassadas informações em cursos e via meios de comunicação.

O Sistema de Alerta foi criado para evitar a infestação dos pomares pela mosca-das-frutas, já que os inseticidas tradicionalmente usados pelos agricultores estão proibidos. A falta de informação sobre quais passos adotar no cultivo poderia inviabilizar toda a safra local.

Boletins
Os boletins foram entregues em mãos aos agricultores, distribuídos em vendas e mercados do interior e colados em pontos como paradas de ônibus e igrejas. Ao todo, foram 18 edições consecutivas com as últimas novidades e recomendações sobre o cultivo do pêssego. Com o fim da safra 2011-2012, a publicação de boletins semanais será interrompida e deverá retornar a partir do segundo semestre, antes do início da próxima safra.

Bruno Zamora Teoro (SC3005JP)
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Clima Temperado
(53) 3275-8113

Professores defendem agricultura familiar para proteger biodiversidade

Centros de origem, segundo a Botânica, são regiões onde surgiram as principais de alimentos cultivados no mundo. A teoria foi criada pelo russo Nikolai Vavilov. O Brasil é um desses lugares, ensinou o professor emérito Nagib Nassar no primeira dia do curso Estratégias para Agrobiodiversidade no Centro-Oeste, oferecido aos estudantes da Universidade de Brasília (UnB), campus Planaltina. Os professores do campus presentes destacaram a importância da agricultura familiar para preservação dessas espécies. "É o pequeno agricultor que melhor conhece essas variedades", afirmou Ricardo Neder. "A diversidade de espécies agrícola está associada à sociodiversidade - representadas pelo pequeno produtor".

"O Brasil concentra a maior diversidade de espécies de mandioca e amendoim". Segundo o professor, a diversidade genética é importante para a descoberta de espécies mais resistentes a doenças e nutritivas. "A maior diversidade de soja, por exemplo, está na China. O trigo, por outro lado, surgiu na região onde hoje fica o Irã e o Iraque".

Egípcio, Nagib veio estudar no Brasil justamente por encontrar aqui um centro de origem. No caso, da mandioca. Os estudos do pesquisador resultaram em mais comida para milhões de pessoas na África Ocidental. A mandioca plantada ali, levada pelos portugueses, sofria com a praga do mosaico africano. Para salvar o cultivo, usado largamente como alimento pelos habitantes locais, foi preciso procurar uma variedade diferente da planta no Brasil. Nagib cruzou duas espécies brasileiras: a de consumo comum e uma outra selvagem. A nova espécie, melhorada, resistiu às pragas do bioma africano. Saiba mais aqui.

"Em muitas ocasiões o geneticista não sabe onde encontrar as melhores espécies, é aí que o diálogo com o saber popular se torna essencial", disse Tamiel Khan, professor do curso de Licenciatura em Educação do Campo. Segundo Tamiel, a atuação dos agricultores também é essencial para proteger as variedades selvagens das espécies cultivadas. "Geralmente essas espécies são as mais adaptadas às condições naturais de solo e clima".

Por Agência UnB

Ministro da Agricultura cria nova secretaria para cooperativismo

Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a criação de uma secretaria específica para tratar de um dos assuntos que serão prioridade na sua gestão: cooperativismo. A declaração ocorreu durante a abertura do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo, ontem, em Brasília.

Segundo Mendes Ribeiro Filho, os exemplos de cooperativismo em estados como o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná comprovam que a atividade associada tem papel fundamental na cadeia produtiva brasileira. Para o ministro, o desenvolvimento da agricultura do Brasil passa pelo fortalecimento do cooperativismo, por isso é fundamental a criação de uma secretaria exclusiva para apoiar as empresas e os agricultores deste setor.

"O cooperativismo é muito importante na vida de todos os brasileiros, dos mais humildes aos mais poderosos, porque promove a cadeia do desenvolvimento e possibilita que as pessoas possam trabalhar e comercializar. O cooperativismo é o grande elo de crescimento do Brasil. Tenho muita fé no cooperativismo e, se ele continuar ajudando a agricultura do Brasil, nós vamos alimentar o mundo por muito tempo", declarou.

Cooperativismo 

Cerca de 50% de tudo o que é produzido no Brasil passam, direta ou indiretamente, por uma cooperativa agropecuária. 

Além de papel determinante no abastecimento interno, os produtos cooperativistas registraram uma receita de US$ 3,9 bilhões em exportações de janeiro a agosto de 2011, com a expectativa de chegar aos US$ 5,8 bilhões até o final do ano.

Hoje, as 1.548 cooperativas que atuam no campo reúnem praticamente um milhão de associados. A maioria desses cooperados - 92% no total - é de produtores rurais de pequeno porte, que têm propriedades de até 100 hectares. Se levarmos em conta suas famílias, o total de beneficiados chega a três milhões de brasileiros.

O cooperativismo é fonte de trabalho e de renda para muitas pessoas e gera 146 mil empregos diretos. Além disso, na média do país, o indicador é 5,3% superior naqueles municípios que observam a presença da cooperativa, e 7,3% melhor na região Norte. Tais dados comprovam que a função social do cooperativismo brasileiro, com efeitos mais contundentes nas regiões mais carentes.

Feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa é aprovado

O feijão transgênico desenvolvido pela Embrapa foi aprovado na manhã desta quinta-feira (15), durante reunião da CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Apesar das representações feitas pela sociedade civil e dos questionamentos quanto a insuficiência de pesquisas científicas, a variedade foi aprovada com duas abstenções, cinco pedidos de diligência e 15 votos favoráveis.

Uma das abstenções foi do próprio representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. Para as organizações, a postura adotada pelo MCT representa uma grave omissão do ministério quanto ao tema, já que o caráter científico do debate sobre transgênicos mereceria total atenção e posicionamento do mesmo.

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais vinham informando o Ministério há meses sobre a ameaça de uma votação anti-científica e em desacordo com a legislação de um dos alimentos mais importantes para a alimentação dos brasileiros. Também protocolaram duas representações ao Ministério Público Federal sobre a votação, a fim de demonstrar as lacunas científicas e o evidente conflito de interesses por parte dos membros que anteciparam seus votos favoráveis ao participarem de um abaixo assinado virtual pró-feijão transgênico.

Durante a reunião dessa quinta-feira, um dos membros da Comissão, José Maria Gusman Ferraz, apresentou parecer onde apontava diversas falhas no processo e violações ao princípio da precaução e à legislação de biossegurança. A Comissão recebeu também pareceres de cientistas especialistas em Biossegurança da Universidade Feral de Santa Catarina, onde constava o alerta sobre a necessidade de realização de mais estudos.

Apesar disso, o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, decidiu não possibilitar aos membros prazo para avaliação dos novos documentos apresentados, desrespeitando o que diz a lei sobre este tema, e a votação foi iniciada. Os que não votaram pela aprovação, votaram por diligências requerendo a realização de mais estudos. A representante dos consumidores, Solange Teles, foi impedida de participar da reunião por ter tido seu mandato expirado, devido à omissão da CTNBio em cumprir os trâmites burocráticos para efetuar sua recondução.

Ao finalizar a reunião, uma nova surpresa: o Sr. Edilson Paiva mencionou a realização de reunião extraordinária realizada no dia 13 de setembro, onde convidou as empresas proponentes de pedido de liberação de OGM´s para contribuírem na construção de nova norma sobre sigilo. Organizações da sociedade civil e movimentos sociais não foram convidados a participar.

Cooperativismo é tema da Semana do Pimentão no DF

Há dez anos, Taquara e Pipiripau, comunidades na área rural de Planaltina (DF), tinham apenas oito pequenos comércios. Hoje já passam de 30. O aumento representa o desenvolvimento que chegou ao local desde que os produtores rurais fundaram, em 2001, a Cootaquara. Essa forma de organização, que permitiu aos núcleos rurais prosperarem, é o tema da principal festa da região, a 13ª Semana do Pimentão, que vai até sábado (13) em Planaltina.
Taquara e Pipiripau têm, juntos, cerca de 6 mil moradores e são considerados o maior polo de produção de pimentão de alta tecnologia do país. Mais de 7 mil toneladas do produto por ano são comercializadas pela cooperativa, que abastece supermercados do Centro-Oeste e até exporta o excedente.

Para o superintendente da Cootaquara, Maurício Severo de Rezende, o cooperativismo é responsável pelo desenvolvimento da região. “Só a Agrovila gera 50 empregos diretos, o que provoca circulação de dinheiro aqui. Nesses anos, aumentou também o número de pequenos comércios. Até as terras foram valorizadas”, conta.

Sorvete de pimentão

Na programação da Semana do Pimentão, estão cursos e atrações musicais. O objetivo do evento, organizado pela Cootaquara, Secretaria de Agricultura do DF, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF) e Sebrae no Distrito Federal, entre outros parceiros, é divulgar a região e proporcionar capacitação aos agricultores.

“Queremos mostrar novas tecnologias aos produtores da região e de outros núcleos rurais. Além disso, a festa é uma forma de confraternização entre as famílias da comunidade”, ressalta o presidente da Cootaquara, Maurílio Cezar Silveira Cardoso. Hoje, a entidade reúne 159 produtores.

O evento oferece ainda aos participantes uma feira de comidas que levam na receita o pimentão. Entre as opções mais curiosas estão estrogonofe no pimentão, tapioca, croquete e até sorvete de pimentão. “Fui convidada a participar da feira e resolvi criar dois sabores de sorvete que levam o produto: o de pimentão com passas ao rum e o de nata com pimentão cristalizado. É bem diferente, mas, até agora, quem provou, gostou”, garante a idealizadora do alimento, Bernadete Ghisolfi, 48 anos.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Marcelo Castelli assume nesta sexta-feira a presidência da Fibria


A Fibria, líder global na fabricação de celulose branqueada de eucalipto, conta, a partir de hoje (1°), com um novo presidente executivo. Marcelo Castelli que, até então era diretor Florestal, Papel, Estratégia e Suprimentos, assume o cargo em substituição a Carlos Aguiar, que esteve à frente da empresa desde a sua criação, em 1º de setembro de 2009. Aguiar integrará o Conselho de Administração da Fibria a partir de 2012. Em sintonia com as melhores práticas de governança corporativa, o início do processo sucessório foi anunciado em 3 de março deste ano.

Estou muito otimista em relação ao futuro da empresa e confiante que temos todas as condições para enfrentar os desafios. Nosso objetivo é desenvolver o negócio florestal renovável, investindo em inovação e extraindo valor da floresta, seja por meio da celulose ou de outros usos alternativos. Queremos gerar lucro admirado, associado à conservação ambiental, inclusão social e melhoria da qualidade de vida”, diz Marcelo Castelli. 


Com 47 anos, 25 deles dedicados ao setor de celulose e papel, o novo presidente da Fibria exerceu posições de liderança em áreas de produção, projetos e negócios em grandes companhias do setor, como Aracruz e VCP. Na Fibria, foi o líder do Projeto Integração, responsável pelas diretrizes conceituais e administrativas da nova empresa que se formava e pela união das operações.

Castelli ingressou na VCP em 1997 e ocupou vários cargos, incluindo a gerência de meio ambiente, gerência geral da fábrica de Jacareí e diretoria de operações. Antes disso, trabalhou na Suzano, Bahia Sul e na Aracruz. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Mogi das Cruzes e com licenciatura em Administração de Empresas pela Faculdades Associadas de São Paulo (FASP), o executivo tem MBA em Administração pela Fundação Dom Cabral, além de ter participado de cursos no IMD na Suíça.

Com a chegada de Castelli à presidência, Aires Galhardo, até então gerente geral florestal, assume a diretoria florestal da Fibria. Com mais de 10 anos de experiência profissional, 6 deles dedicados ao setor de papel e celulose, Galhardo foi responsável pela elaboração e execução de importantes processos de planejamentos integrados. Ele ingressou na VCP em 2005, e atuou como gerente de logística florestal. Aos 33 anos, tem graduação e pós-graduação em Administração pela Fundação Getúlio Vargas.

A diretoria Industrial e de Engenharia da Fibria, atualmente a cargo de Francisco Valério, irá incorporar a gerência-geral de Suprimentos. As áreas de Negócio, Papel e de Planejamento Estratégico passam a se reportar diretamente à presidência.
Fonte:Fibria 

Produção nacional de fertilizantes cresce 5,3%

A produção brasileira de fertilizantes cresceu 5,3% de janeiro a março de 2011, em compração com o mesmo período de 2010. Os números da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) foram apresentados nesta segunda-feira, 9 de maio, durante a 53ª Reunião da Câmara Temática de insumos Agropecuários, no Ministério da Agricultura, em Brasília. Segundo o levantamento da associação, no primeiro trimestre deste ano o país produziu cerca de 2,14 milhões de toneladas (t) do produto. No mesmo período do ano passado, foram produzidas 2,03 milhões de t.

As entregas de fertilizantes ao consumidor final, número que contabiliza a produção nacional e importações do mercado externo, também registraram crescimento. Levantamento divulgado pela Anda mostra que, no primeiro trimestre de 2011, foram entregues às empresas que comercializam insumos no Brasil cerca de 4,99 milhões de t, o segundo maior número da história, ficando atrás apenas das vendas realizadas em 2008, que chegaram a 5,44 milhões de toneladas.

“Os bons preços das commodities agrícolas estão favorecendo a venda de fertilizantes do país”, destaca o diretor-executivo da Anda, David Roquetti Filho. Para o representante da Associação Nacional para a Difusão de Adubos, o aumento da demanda pelo produto também foi responsável pelo aquecimento do mercado de insumos.

As expectativas para o futuro também são bastante positivas. Segundo Roquetti, a partir de projeções realizadas por uma empresa de consultoria, as entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil devem fechar o ano de 2011 com a comercialização de cerca de 26 milhões de t, 6% acima do valor alcançado em 2010, que foi de 24,5 milhões de t.

Nova presidência

Após sete anos na presidência da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, o engenheiro agrônomo Cristiano Simon, consultor da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), passou o cargo para o também engenheiro agrônomo Luiz Antonio Piazza, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

À frente dos trabalhos da Câmara Setorial de Insumos desde a sua criação, em 2003, Cristiano Simon ocupará o cargo de consultor especial da Câmara. “Estamos muito confiantes no trabalho do novo presidente”, afirma Simon.

Importação de trigo é reduzida no primeiro trimestre 2011


O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior divulgou recentemente o balanço de importação e exportação nacional e conferimos dados de importação do trigo e da atual situação do mercado de trigo nacional e algumas implicações para o setor moageiro.

O Brasil neste primeiro trimestre de 2011, importou 1,495 milhão de toneladas, o menor volume importado desde os 1,174 importados em 2005 no mesmo período. No primeiro trimestre de 2010, a importação de trigo foi de 1,805 milhão de toneladas. Dois fatores foram determinantes para esta redução: Os altos preços da matéria prima importada e o aumento da produção nacional observada na safra passada.

A redução na importação mais significativa ocorreu no Paraná, que diminuiu a importação de trigo argentino de 99,260 mil toneladas no primeiro trimestre de 2010, para 43,125 mil toneladas no mesmo período deste ano. Abastecendo seu mercado interno e aumentando a competitividade dos moinhos paranaenses.

Obviamente o maior preço pago pela matéria prima Argentina, também tem seu efeito, só para se ter uma idéia, a média dos preços FOB país de origem pagos em 2010 no Estado de São Paulo pela tonelada do grão era de US$ 245/ton, a média do primeiro trimestre de 2011, para o mesmo estado foi de US$ 324/ton ambos para o trigo argentino, um aumento de 32%.

Esta dependência da importação de trigo  no curto prazo não deve se alterar, devido a redução de área programada para o trigo este ano. O Brasil segundo dados da Conab, produz apenas pouco mais da metade do que consume em volume, e em geral a produção se concentra em tipos de trigo que possuem demanda incerta devido à qualidade do grão.

Os exemplos das cooperativas paranaenses e alguns grandes moinhos de São Paulo, que remuneram a qualidade da produção e contratam a produção antes do plantio surge como alternativa de facilitar a comercialização e a tomada de decisão do produtor para o plantio do trigo e no longo prazo levaria ao aumento de produção e diminuição da dependência dos humores do mercado internacional.
Autor: AF News
sonoticias


Digite seu email


Você receberá um Email - confirme e receberá notícias grátis


Plantio de cebola: pesquisadores definem cultivares para a produção orgânica

Atualmente, o Vale do São Francisco colhe 272.400 toneladas de cebola em 13.620 hectares. Praticamente toda ela é cultivada de forma convencional, em sistemas de produção que tem por base o uso intensivo de insumos químicos. “Há espaço para implantar no campo e oferecer aos consumidores uma cebola orgânica de boa qualidade”, assegura Nivaldo Costa, pesquisador da Embrapa Semi-árido, em Petrolina.


O pesquisador da Embrapa afirma que já estão em testes de campo, o plantio de cebola com as tecnologias desenvolvidas visando as técnicas orgânicas e que favorecem uma produtividade de até 38 toneladas por hectare (38 t/ha-1) – quase que o dobro da média obtida nos sistemas de cultivo comercial nas áreas produtoras da Bahia e Pernambuco, que é de 20 toneladas por hectare.

Segundo este pesquisador, os estudos e testes de campo envolvendo a Embrapa, UNEB, IPA e EBDA desde 2005 dão esta segurança aos agricultores. As tecnologias e conhecimentos que geraram substituem com sucesso os manejos da agricultura convencional marcados pelo uso intensivo de insumos químicos e práticas que esgotam a fertilidade natural do solo. Além disso, produzir culturas alimentares com recursos técnicos que impactam minimamente o meio ambiente e não ameaçam a saúde de agricultores e de consumidores não é só possível como muito desejável, defende por sua vez o professor Jairton Fraga Araújo, do Departamento de Tecnologia e Ciência Sociais da UNEB.

Uma conclusão desses estudos está relacionada à definição da variedade de cebola mais adequada ao cultivo orgânico. De 20 variedades avaliadas em 2005, foram selecionadas três: Brisa, IPA 10 e Alfa São Francisco. Em outros testes foram estabelecidas as quantidades adequadas dos três principais macronutrientes a serem aplicadas nas plantas de cebola sob cultivo orgânico - nitrogênio (N), potássio (K) e fósforo (P) - oriundas de fontes como a torta de mamona, cinzas vegetais, fosfatos naturais (termofosfatos) respectivamente.

A implantação da cebola nas áreas de testes foi precedida de adubação verde com espécies leguminosas (mucuna preta, guandu e crotalária), com o objetivo de promover melhorias nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Após o inicio da floração, foram cortadas e deixadas no local por 30 dias para, só então, serem pré-incorporadas ao solo por meio de gradagem leve. A produção de massa verde incorporada foi estimada em 48 t/ha, sendo que em massa seca obteve-se 15 t/ha.

Segundo Jairton Fraga, a adubação foi feita em dois momentos: um, antes do estabelecimento da cultura; e depois, com a cebola já implantada na área. A cada semana, foram feitas pulverizações com biofertilizante líquido enriquecido à base de micronutrientes cuja formulação básica contém ingredientes como sulfatos de zinco, de magnésio, cobalto além de borax, leite, melaço, esterco bovino e água e aminoácido de peixe, aplicados via foliar.

Paralelo ao manejo do solo, pode ser necessário o emprego de estratégias para controle de pragas e doenças. No caso do cultivo da cebola orgânica, a ocorrência de trips (praga) foi combatida com o emprego de calda sulfocálcica (fungicida). A incidência de antracnose, por sua vez, foi debelada com calda bordaleza (fungicida). Para Nivaldo Costa, o manejo adotado nos testes foi eficiente: sem afetar a produtividade impediu o progresso das doenças e pragas.

Nordeste Rural

Carta do Zé Agricultor: uma sátira do tratamento ambiental rural e urbano

Carta do Zé Agricultor
Para Luis da cidade.

Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu.. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do

Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Vale a pena dar uma lida ! Recebi esta carta via Email gilmargazin@hotmail.com :
Gilmar Antonio Camilo.
A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbasa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.



Digite seu email



Você receberá um Email: Confirme e terá notícias grátis:

Safra de grãos no Paraná deverá ser 5% menor que em 2010

No Paraná a safra de grãos de verão e de inverno 2010/11 está se consolidando e poderá atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada quando foram colhidas 32,71 toneladas de grãos no Estado.

A previsão, divulgada recentemente pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, inclui também a primeira intenção de plantio para o trigo da safra 2011.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, disse que a safra de grãos 2010/11 ainda poderá oscilar para mais ou menos dependendo da colheita do milho safrinha que ainda está sendo plantado e do desempenho das lavouras de trigo, cujo plantio inicia dia 11 de março. “Por enquanto a safra 2010/11 está abaixo da anterior, que foi recorde. As chuvas deram uma trégua na colheita de grãos da safra de verão e algumas lavouras poderão surpreender”, afirmou.







Digite seu email:


Você receberá um E-mail. Confirme e terá notícias grátis

Longa estiagem atinge o Paraná e prejudica setor agrícola

A estiagem que atinge o Paraná há alguns meses - o maior produtor de grãos do país, com uma participação de 31,84 milhões de toneladas, preocupa o setor agrícola em relação ao plantio da safra de verão 2010/11.

"Em diversas regiões, áreas estão preparadas aguardando a ocorrência de chuvas em volume mais expressivo para o plantio do milho e encerrar o de feijão da primeira safra" explicou à Agência Brasil o agrônomo Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Segundo ele, o atraso no cronograma traz prejuízo para o plantio de outras culturas e, consequentemente, ao agricultor. "E a meteorologia não prevê chuvas significativas para os próximos meses", observou o agrônomo.

A preocupação com a estiagem também se estende em relação às pastagens de inverno, que estão prejudicadas, obrigando os pecuaristas a buscar alternativas, de custo maior, para a alimentação do rebanho.

De acordo com Hubner, entretanto, a escassez de chuvas está beneficiando o encerramento da colheita de café e a continuidade da colheita da safra de trigo, que foi plantada entre os meses de março e julho.

Atualmente, no Paraná, está em andamento a colheita do trigo e também do milho safrinha, culturas que apresentam rendimento elevado.

"Segundo o IBGE, a segunda safra de milho é 42,3% maior que a anterior (2009) e a safra de trigo é 25,7% maior em relação ao ano passado", disse Hubner.

O Paraná está colhendo um volume total de 6,37 milhões de toneladas de milho da segunda safra. No mesmo período do ano passado colheu 4,48 milhões toneladas. Com esse volume, o estado produziu 13,3 milhões de toneladas entre as duas safras (verão e safrinha), se destacando como o maior produtor nacional.

O trigo deve atingir uma produção de 3,12 milhões de toneladas, No ano passado, foram colhidos 2,48 milhões de toneladas do grão. O Paraná é responsável por 58% da produção nacional, estimada em 5,39 milhões de toneladas.

A produção de feijão ficou praticamente estável em relação ao ano passado, quando foi registrado um volume de 787.180 toneladas entre as três safras colhidas no Paraná.
parana-online 

Fórum mundial da agricultura cria expectativa ao agronegócio

O World Agricultural Forum (WAF), o Fórum Mundial de Agricultura, vai reunir esta semanas, dias 12 e 13, líderes políticos e da iniciativa privada, como ex-presidentes, ex-ministros, ex-senadores e representantes das principais empresas do agronegócio mundial para debater o papel da região no desafio de dobrar a produção de alimentos até 2050, além do abastecimento mundial de fibras, biocombustíveis e água.

O evento, tradicional nos Estados Unidos, vai acontecer pela primeira vez na América Latina, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. A participação de congressistas será restrita a convidados.


Digite seu email confirme na C.Postal e receba as notícias da roça:



Pastagens podem ajudar no combate às mudanças climáticas

Revolução Verde e Amarela

Um estudo recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que as áreas de pastagens tem vasto potencial (ainda não explorado) de mitigação das mudanças climáticas por meio da absorção e armazenamento de CO2.

Segundo o relatório, essas regiões representam uma concentração de carbono maior do que a das florestas, caso sejam devidamente administradas.

Hectares
O documento da FAO mostra que existem 3,4 bilhões de hectares de pastagens no mundo, que abrangem cerca de 30% da superfície de terras onde não há presença de gelo.

O texto alerta que esses locais podem também desempenhar papel importante no apoio à adaptação e vulnerabilidade às alterações do clima de mais de um bilhão de pessoas que dependem do gado para viver.

Para o diretor-geral assistente da FAO, Alexander Müller, o mundo vai ter que usar todas as opções para conter o aquecimento global.

Biomassa
Ele destacou que a agricultura tem potencial para ajudar a minimizar as emissões líquidas de gases de efeito estufa por intermédio de práticas específicas, como construção do solo e biomassa de carbono.

Segundo o estudo da FAO, estima-se que as áreas de pastagens possam armazenar 30% do carbono do mundo no solo.

Terra


Digite seu email confirme em sua Caixa Postal e receba as notícias do campo grátis:

Fundação Pró-Sementes certifica 34 mil hectares de trigo

gerberas com frutas

São aproximadamente 34 mil hectares de trigo que passam pelo processo, em três estados. O valor é superior ao da safra de 2008, quando 32 mil hectares foram inscritos para a certificação.

As amostras da semente produzida são coletadas por amostradores credenciados pela Fundação Pró-Sementes e encaminhadas aos laboratórios de análise credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O boletim de análise da semente é emitido pelo laboratório e entregue a entidade certificadora. Com base nas informações do boletim de análise e nas demais informações geradas pelo controle de qualidade do sistema de certificação, a Fundação Pró-Sementes emite o certificado de qualidade da semente ao produtor.

Todo o sistema de certificação conduzido pela Fundação Pró-Sementes está informatizado, garantindo, conforme a responsável administrativa da Certificação, Franciele Ana Carniel, maior agilidade e segurança ao processo.

ExpressoMT

Encontro em Ribeirão Preto mostra importância do Brasil no cenário internacional de etanol

A Revolução Verde e Amarela

Representantes de países da África, América do Sul, América Central, Ásia e Oceania defendem a necessidade de expandir o mercado de etanol e deixaram clara essa posição durante a 2ª Semana do etanol: compartilhando a experiência brasileira, que acontece até amanhã (20), em Ribeirão Preto/SP. O encontro reúne delegações estrangeiras de órgãos governamentais e privados, interessados em desenvolver o setor sucroenergético em seus países.

“Queremos aprender com a experiência brasileira e obter transferência de tecnologia”, ressaltou Tran Canh Lac, que atua em empresa privada de produção de açúcar e etanol, no Vietnã. Segundo ele, são essenciais informações sobre treinamento de pessoal envolvido na cadeia produtiva do etanol, funcionamento de usinas e indústrias para desenvolver a mão-de-obra especializada. País do continente asiático, o Vietnã produz etanol apenas para uso local.

Presente no encontro, Mongkol Prongjuntuek, representante do governo tailandês, disse que o país tem cerca de um milhão de hectares de cana-de-açúcar plantada, mas produz apenas 10% de etanol. “Um problema que temos enfrentado é quanto ao rendimento. Uma mesma área rende muito em uma safra, mas rende menos na seguinte e queremos informações para corrigir o que está errado”, informou. A Tailândia é um país asiático, que produz cerca de 10 milhões de litros de etanol por ano e 150 mil toneladas de açúcar.

Localizadas na Oceania, as Ilhas Fiji enviaram o assessor do Ministério da Agricultura, Poasa Nauluvula, que relatou experiências com etanol no seu país. “Há dois anos estamos fortalecendo as políticas públicas para desenvolver o setor, temos expectativas positivas e queremos muito aprender com o Brasil”, afirmou.

Em Botsuana, país da África, não há produção de etanol disse Boiki Mabowe, que veio em nome do governo. “Como a nossa região não produz biocombustível, temos potencial e necessidade de desenvolver o setor, em busca de benefícios econômicos e sociais. Em dois anos queremos produzir cana-de-açúcar, etanol, açúcar e outros biocombustíveis”, assegurou

“Hoje produzimos açúcar e energia para consumo local”, declarou Hugo Patt, do Ministério da Agricultura de Belize, na América Central, que executa projeto, com mais seis países vizinhos, para alavancar a agricultura de subsistência e a produção de combustível, em benefício da própria economia.

Na Guiana, país da América do Sul, não há etanol para comercialização. “Plantamos 150 mil hectares de cana, mas investimos toda a produção em açúcar porque seu preço é bastante competitivo no mercado internacional”, esclareceu o gerente de qualidade de uma empresa privada guianense, Sharma Dwarka. Ele lembrou que seu país utiliza máquinas antigas e o trabalho é feito manualmente. Por isso, conta com a tecnologia brasileira para se aperfeiçoar na área.

Na tarde desta quinta-feira (19) os 60 participantes visitam uma usina em Pradópolis/SP, para conhecer o seu funcionamento, o plantio de cana-de-açúcar e a produção de etanol e açúcar.

www.agricultura.gov.br(Sophia Gebrim)

Robôs cuidam de plantação de verduras no deserto em Israel

sementes exóticas

A empresa israelense OrganiTech, de Haifa, desenvolveu um processo hi-tech para a produção de verduras em locais com pouco espaço e escassez de água e de mão-de-obra especializada.

São “plantações informatizadas” que utilizam a técnica da hidroponia (cultura feita em meio aquoso com nutrientes orgânicos), sob supervisão de robôs e computadores. Um contêiner de aço inoxidável ou alumínio funciona como estufa; computadores monitoram a temperatura, o nível de minerais da água e as condições climáticas; o plantio e a colheita são feitos por um robô computadorizado.

O robô pode monitorar, por exemplo, 500 pés de alface por dia num espaço de 12 x 2,5 metros. O ciclo de crescimento da verdura, que em plantações convencionais exige meses, nessas estufas se completa em apenas 40 dias. O processo também é ecologicamente correto, já que não utiliza agrotóxicos.

Por:Por Fernando Souza Filho -
PC Magazine