Como plantar e cultivar o tomate?
Ambiente - O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus.
Local - Para cultivar o tomate, o terreno deve ser profundo, solto, permeável, bem drenado, areno-argiloso e com pH entre 5,5 e 6,5. O espaçamento entre plantas pode variar de 50 a 60 centímetros e, entre os sulcos, de um a 1,20 metro.
Irrigação - Mantenha o terreno sempre úmido. Irrigue as plantas a cada dois ou três dias. Boa incidência de sol também é recomendado, pois evita o desenvolvimento de plantas finas e quebradiças.
Dica - O tomateiro apresenta bom crescimento quando no mesmo canteiro são plantadas ervas aromáticas.
Propagação - Inicie o plantio do tomateiro pelo sistema de mudas produzidas em bandejas de isopor. Coloque as sementes, que podem ser compradas em lojas de produtos agropecuários, nas células preenchidas com um substrato comercial. Evite o excesso, porém molhe diariamente as mudas nessa fase inicial. Mantenha as bandejas em ambiente protegido, para impedir ataque de pragas e insetos transmissores de doenças, como traça-do-tiro, ácaros, mosca branca, tripes, pulgões e burrinho.
Transplante - As plantas são transplantadas para o local definitivo assim que as mudas atingirem de quatro a cinco folhas, ou de sete a dez centímetros de altura. Sem apertar muito as hastes, amarre varas de bambu ou madeira de dois metros de altura em cada planta.
Colheita - Com muitos ramos e caule flexível, o tomateiro tem sua colheita depois de 90 a 100 dias do início do transplante. Como o tomate continua amadurecendo fora do pé, pode ser colhido ainda não maduros.
*Leonardo Silva Boiteux e Leonardo de Britto Giordano são pesquisadores em genética e melhoramento de hortaliças da Embrapa Hortaliças, Rod. BR-060, km 9, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília, DF, tel. (61) 3385-9072 e 3385-9073, boiteux@cnph.embrapa.br e giordano@cnph.embrapa.br
Mais informações: Para outras orientações sobre cultivo de tomate, entre em contato com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do seu estado
Alface - origem e plantio desta hortaliça de gosto popular
Na mitologia grega, a alface é citada quando a deusa Vênus esconde o belo e jovem Adônis, filho de Mirra, num pé de alface. Entre os Romanos a alface era consagrada a Vênus e não se comia por ser uma profanação; Macer Floridus, livro de plantas dos antigos romanos, falava das virtudes desta planta, sendo a principal a de evitar a embriaguez.
A folha contém vitamina A, C, Niacina, minerais, como Cálcio, Fósforo e Ferro. A vitamina A auxilia no funcionamento dos órgãos da visão, é boa para a pele. A vitamina C atua contra infecções, auxilia no processo de cicatrização, evita a fragilidade dos ossos e má formação dos dentes. Funciona como calmante, combate a insônia. Utilizada também em aplicações tópicas de cataplasmas quentes em casos de inchaço e inflamações.
Evite comprar alfaces molhadas, normalmente os comerciantes molham para dar uma aparencia mais fresca. Veja se as folhas já não estão moles ou "quebradas", as folhas devem estar firmes e consistentes.
Existe também a alface de coloração roxa intensa que se deve à presença em larga quantidade da antocianina, substância que confere ao alimento uma cor vermelha que, ao se misturar com o tom verde da clorofila, resulta na cor roxa. A Pira Roxa contém três vezes mais antocianina que as alfaces comuns e um teor também maior de antioxidantes, substâncias que ajudam no combate ao envelhecimento.

Para os alfacicultores, a Pira Roxa também oferece vantagens. Essa espécie de alface é mais resistente ao fungo míldio, que aparece na forma de lesões amareladas nas folhas e um pó esbranquiçado mais próximo à raiz.
Alguns tipos de alface
grupo manteiga (lisa) - áurea, Babá (principalmente para o verão), Brasil 303, Carolina, Elisa, Floresta, Minie (principalmente para o inverno), Monalisa e Regina;
grupo crespa - Brisa (verão), Elba (inverno), Grand Rapids, Veneza Roxa, hortênsia, Maresia, Nacional e Verônica;
grupo americana (crespa repolhuda) - Great Lakes, Inajá , Lorca, Mesa 659, Nabuco, Salinas e Tainá ;
grupo romana - Corsica, Lente a Monter, Lucy Brown, Niner, Rider e Trianon (Parris Cos lsland);
grupo mimosa - Green Bowl e Salad Bowl;
grupo de folha roxa - Grenoble, Quatro Estações, Red Fire, Red Head e Veneza.
Alface repolhuda - tem como característica as folhas verde-escuras, tenras, lustrosas e onduladas , tem o miolo bem firme e cor amarelo-creme.
Alface crespa - folhas soltas, largas, crespas e cor verde-amarelada.
Alface romana - folhas mais lisas e compridas de cor verde-claro, com miolo macio.
Alface mimosa - Apresenta plantas compactas e mais arredondadas, com folhas de coloração verde claro. Possui boa tolerância ao pendoamento precoce e alta uniformidade de plantas.
Alface americana - A alface americana se diferencia dos demais grupos por apresentar folhas externas de coloração verde-escura, folhas internas de coloração amarela ou branca, imbricadas, semelhantes ao repolho e crocantes. Apresenta também maior vida pós-colheita, possibilitando o transporte a longas distâncias.
Alface manteiga -A alface manteiga se caracteriza por uma folhagem lisa e pouco recortada.
Essa verdura tem preferência em solos arenosos argilosos com baixa acidez e com bastante matérias orgânicas pH 6 a 6,8. O plantio do alface pode ser feito durante todo o ano. A germinação leva de 4 a 6 dias. Quando estiverem com 2 a 3 folhas e com 8 a 10cm, devem ser replantados em canteiros bem adubados, de modo que a planta fique com o colo acima do nível do solo e com espaçamento de 30cm entre as plantas. Só devem ser plantadas as mudas mais desenvolvidas, fortes e sadias. Após 60 à 70 dias a alface está pronta para ser colhida.
Produtividade normal da alface: 80.000 a 120.000 plantas/ha em campo.
Robôs cuidam de plantação de verduras no deserto em Israel
A empresa israelense OrganiTech, de Haifa, desenvolveu um processo hi-tech para a produção de verduras em locais com pouco espaço e escassez de água e de mão-de-obra especializada.
São “plantações informatizadas” que utilizam a técnica da hidroponia (cultura feita em meio aquoso com nutrientes orgânicos), sob supervisão de robôs e computadores. Um contêiner de aço inoxidável ou alumínio funciona como estufa; computadores monitoram a temperatura, o nível de minerais da água e as condições climáticas; o plantio e a colheita são feitos por um robô computadorizado.
O robô pode monitorar, por exemplo, 500 pés de alface por dia num espaço de 12 x 2,5 metros. O ciclo de crescimento da verdura, que em plantações convencionais exige meses, nessas estufas se completa em apenas 40 dias. O processo também é ecologicamente correto, já que não utiliza agrotóxicos.
Por:Por Fernando Souza Filho -
PC Magazine
A hidroponia e o meio ambiente
A técnica de cultivo de plantas em hidroponia é uma ferramenta poderosa na preservação e uso racional da água, permitindo a economia deste recurso natural da ordem de dez vezes, quando comparado a outros sistemas de cultivo (convencional ou orgânico) no solo fazendo uso de irrigação. Baseia-se no princípio de reciclagem do uso da água por períodos de 30, 60 dias ou mais.
Reduz drasticamente o uso de agrotóxicos: não utiliza herbicidas, diminui a aplicação de inseticidas e fungicidas, por ser feito em ambiente protegido (estufas ou viveiros). Evita problemas de poluição de mananciais causados pelo carreamento de solo e fertilizante nos processos de erosão. Possibilita o cultivo em áreas íngremes e o reaproveitamento das áreas degradadas, impróprias para o cultivo convencional no solo.
A técnica do cultivo hidropônico garante ainda a obtenção de alimentos saudáveis e livres de contaminações biológicas ou químicas devido à obrigatoriedade de uso de água potável no processo produtivo. Países como Holanda, Bélgica e Alemanha descartam a solução nutritiva das modernas estufas, destinando-a às estações de tratamento de água para impedir a degradação do meio ambiente. No Brasil recomenda-se sua diluição em irrigação de outras culturas.
A técnica do cultivo hidropônico com reuso de água da criação de peixes ou Aquaponia começa a ser desenvolvida comercialmente no Brasil.
Em breve estaremos consumindo também produtos da nova tecnologia de hidroponia orgânica com o uso de fontes não minerais dos elementos químicos essenciais às plantas.
Mais Informações:www.hidroponia.com.br
Origem e curiosidades sobre a plantação de arroz
O arroz é uma das culturas agrícolas mais fundamentais no mundo. Nos remotos povos do sudoeste asiático, os agricultores todavia comparam um grão de arroz com uma «grama de ouro». No Japão atual, os indivíduos consideram o arroz como um autêntico suporte da sua cultura. No Senegal, os aldeões dão as boas vindas aos visitantes com pratos de arroz especialmente preparados por eles. Inclusive nos países onde o arroz é novidade, o seu cultivo mudou as paisagens, introduziu uma nova forma de cozinhar e proporcionou aos agricultores novas fontes de rentabilidade.
Existem diversas lendas que contam sobre a origem do arroz. Os árabes acreditam que o arroz se originou de uma gota de suor de Maomé. Já os chineses contam que durante uma grande fome, os habitantes da região de Sichuam enviaram pássaros aos deuses pedindo um alimento para aliviar a sua fome, e como resposta os pássaros trouxeram grãos de arroz.
Os maiores consumidores de arroz no mundo são China, Índia e Indonésia. Na China são colhidas 197 milhões de toneladas por ano.
Em muitas línguas asiáticas algumas palavras e expressões estão relacionadas ao arroz? No Vietnã, quando alguém encontra um amigo passeando com seu filho pequeno e deseja saber como anda a criança ele pergunta: "Quantas tigelas de arroz ele comeu hoje?". Na Tailândia a palavra refeição significa "comer arroz".
Jogar arroz nos noivos após a cerimônia religiosa virou tradição e vem de um ritual chinês usada há mais de dois mil anos antes de Cristo. A chuva de arroz significa fartura, vida, fertilidade e abundância para a vida do casal, já que para os chineses, o arroz é símbolo de fartura.
Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. Consta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação por cerca de 5 km em solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem referência a esse cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas. Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

