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A origem do Feijão: um dos alimentos mais importantes no combate a fome

A origem do Feijão e sua importância

Alguns historiadores acreditam que o feijão teve origem há cerca de 11.000 anos no Sudeste Asiático e depois se espalhou por todo o planeta, levado pelas tribos nômades. Outros pesquisadores relatam o surgimento do feijão há 7.000 anos no Continente Americano.

O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida. Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas. Foram encontradas referências aos feijões na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.

A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.


Cultivado por pequenos e grandes produtores, em diversificados sistemas de produção e em todas as regiões brasileiras, o feijoeiro comum reveste-se de grande importância econômica e social.


Graças às suas comprovadas propriedades nutritivas e terapêuticas, o feijão é altamente desejável como componentes em dietas de combate à fome e à desnutrição. Ademais, ocorre uma interessante complementação proteica quando o feijão é combinado com cereais, especialmente o arroz.


Entre as centenas de variedades os mais populares no Brasil são: preto, carioca, branco, rosinha, jalo, cavalo, fradinho, mulatinho, roxo , rajado e feijão-de-corda.

Alface - origem e plantio desta hortaliça de gosto popular

A alface é uma hortaliça da família Cichoriaceae, de origem asiática, mas segundo informações essa verdura foi utilizada por egípcios gregos e romanos a 4500 anos A.C.Chegou ao Brasil no século XVI, através dos portugueses.

Na mitologia grega, a alface é citada quando a deusa Vênus esconde o belo e jovem Adônis, filho de Mirra, num pé de alface. Entre os Romanos a alface era consagrada a Vênus e não se comia por ser uma profanação; Macer Floridus, livro de plantas dos antigos romanos, falava das virtudes desta planta, sendo a principal a de evitar a embriaguez.


A folha contém vitamina A, C, Niacina, minerais, como Cálcio, Fósforo e Ferro. A vitamina A auxilia no funcionamento dos órgãos da visão, é boa para a pele. A vitamina C atua contra infecções, auxilia no processo de cicatrização, evita a fragilidade dos ossos e má formação dos dentes. Funciona como calmante, combate a insônia. Utilizada também em aplicações tópicas de cataplasmas quentes em casos de inchaço e inflamações.


Evite comprar alfaces molhadas, normalmente os comerciantes molham para dar uma aparencia mais fresca. Veja se as folhas já não estão moles ou "quebradas", as folhas devem estar firmes e consistentes.


Existe também a alface de coloração roxa intensa que se deve à presença em larga quantidade da antocianina, substância que confere ao alimento uma cor vermelha que, ao se misturar com o tom verde da clorofila, resulta na cor roxa. A Pira Roxa contém três vezes mais antocianina que as alfaces comuns e um teor também maior de antioxidantes, substâncias que ajudam no combate ao envelhecimento.



Para os alfacicultores, a Pira Roxa também oferece vantagens. Essa espécie de alface é mais resistente ao fungo míldio, que aparece na forma de lesões amareladas nas folhas e um pó esbranquiçado mais próximo à raiz.


Alguns tipos de alface
grupo manteiga (lisa) - áurea, Babá (principalmente para o verão), Brasil 303, Carolina, Elisa, Floresta, Minie (principalmente para o inverno), Monalisa e Regina;
grupo crespa - Brisa (verão), Elba (inverno), Grand Rapids, Veneza Roxa, hortênsia, Maresia, Nacional e Verônica;
grupo americana (crespa repolhuda) - Great Lakes, Inajá , Lorca, Mesa 659, Nabuco, Salinas e Tainá ;
grupo romana - Corsica, Lente a Monter, Lucy Brown, Niner, Rider e Trianon (Parris Cos lsland);
grupo mimosa - Green Bowl e Salad Bowl;
grupo de folha roxa - Grenoble, Quatro Estações, Red Fire, Red Head e Veneza.


Alface repolhuda - tem como característica as folhas verde-escuras, tenras, lustrosas e onduladas , tem o miolo bem firme e cor amarelo-creme.
Alface crespa - folhas soltas, largas, crespas e cor verde-amarelada.
Alface romana - folhas mais lisas e compridas de cor verde-claro, com miolo macio.
Alface mimosa - Apresenta plantas compactas e mais arredondadas, com folhas de coloração verde claro. Possui boa tolerância ao pendoamento precoce e alta uniformidade de plantas.
Alface americana - A alface americana se diferencia dos demais grupos por apresentar folhas externas de coloração verde-escura, folhas internas de coloração amarela ou branca, imbricadas, semelhantes ao repolho e crocantes. Apresenta também maior vida pós-colheita, possibilitando o transporte a longas distâncias.
Alface manteiga -A alface manteiga se caracteriza por uma folhagem lisa e pouco recortada.


Essa verdura tem preferência em solos arenosos argilosos com baixa acidez e com bastante matérias orgânicas pH 6 a 6,8. O plantio do alface pode ser feito durante todo o ano. A germinação leva de 4 a 6 dias. Quando estiverem com 2 a 3 folhas e com 8 a 10cm, devem ser replantados em canteiros bem adubados, de modo que a planta fique com o colo acima do nível do solo e com espaçamento de 30cm entre as plantas. Só devem ser plantadas as mudas mais desenvolvidas, fortes e sadias. Após 60 à 70 dias a alface está pronta para ser colhida.


Produtividade normal da alface: 80.000 a 120.000 plantas/ha em campo.

Embrapa detecta que fungicida altera fermentação da uva


Resíduos de agrotóxicos podem prejudicar a produção de vinhos na região da Serra Gaúcha. É o que alerta o pesquisador Gildo Almeida da Silva, da Embrapa Uva e Vinho.

Um estudo feito pelo especialista na sede da entidade de pesquisa, em Bento Gonçalves (RS), indicou que resíduos de produtos químicos, especialmente os fungicidas, presentes nas uvas colhidas nos parreirais e encaminhadas para as vinícolas, podem prejudicar o processo de fermentação e afetar a qualidade do vinho.

Leveduras. "Por causa do clima muito úmido da região, o uso de produtos químicos é fundamental para a produção de uvas sadias, livres de organismos patogênicos, como fungos", diz o pesquisador. "O problema é que o processo de fermentação das uvas é feito por leveduras, que também são fungos. Então, se a uva que vai para a campina tiver traços de fungicidas, as leveduras serão prejudicadas e a fermentação sofrerá alterações."

Silva conta que percebeu os indícios dessa alteração há alguns anos, quando vinicultores reclamavam que os vinhos produzidos por eles estavam com alta taxa de açúcar. "Havia casos nos quais a concentração chegava a 50 gramas por litro, o que é muito para um vinho de boa qualidade, porque causa a propagação de bactérias que elevam o teor de acidez do vinho", diz.

O especialista ainda diz que os resíduos de agrotóxicos podem deixar os vinhos mais turvos durante a fermentação. "Observamos casos nos quais o vinho começa a ficar turvo próximo do sétimo mês após o início da fermentação. Investigamos outras possibilidades e concluímos que isso também tem acontecido devido ao excesso de fungicida", afirma.

A pesquisa feita por Silva, entretanto, mostra que essas alterações nem sempre são causadas pelo não respeito às quantidades de fungicidas ou o prazo de carência entre as aplicações. "Fizemos testes com os 13 produtos mais utilizados aqui na região e notamos que mesmo respeitando as especificações alguns desses produtos ainda apresentavam resíduos", revela. Por outro lado, Silva também diz que alguns fungicidas testados até auxiliaram o processo de fermentação. Com os resultados em mãos, o próximo passo é divulgar para os produtores da região quais os produtos que estão fora dos padrões.


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O que é o vazio sanitário da soja?



O vazio sanitário é uma medida sanitária recomendada pela pesquisa, que orienta a eliminação do hospedeiro - a planta de soja -, para se eliminar o fungo causador da doença “ferrugem asiática da soja”, que provoca queda das folhas e prejudica a formação dos grãos, derrubando drasticamente a produtividade das lavouras.

Quase 10 anos depois do surgimento dos primeiros focos da doença no Brasil, a Embrapa estima que a ferrugem asiática já provocou perdas de US$ 13,4 bilhões (R$ 24,3 bilhões) ao País. “O alerta é importante para todo o setor. O produtor deve eliminar a soja que sobrou no campo o quanto antes. Isso será benéfico para ele mesmo. Se não houve soja no campo, o fungo não terá hospedeiro (plantas vivas de soja) e o produtor ganhará com a aplicação de menos fungicidas na próxima safra de verão”.

O período do Vazio Sanitário geralmente está entre os meses de Julho a Setembro conforme determinação das autoridades competentes. Neste período todas as plantas de soja existentes na propriedade devem ser erradicadas, por meio de produtos químicos ou equipamentos.

O vazio sanitário vai reduzir o impacto negativo causado pela doença. O produtor terá menos gastos com defensivos agrícolas e mais chance de total aproveitamento da safra.

Os órgãos fiscalizadores estarão em campo para que se faça o cumprimento da lei e evite que os maus produtores prejudiquem a maioria. O infrator será autuado de acordo com a Lei de cada Secretaria Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal.


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A origem e o cultivo do Mamão

A origem do mamoeiro se perde nos tempos. O que se pode dizer com segurança é que, quando os europeus aportaram no continente americano, essa planta já era conhecida e seus frutos, folhas, látex e sementes bastante utilizados pelos habitantes da terra. Presume-se que o mamão tenha nascido na América tropical, e dali a fruta teria rapidamente se espalhado por todo o continente, devido a velocidade de seu ciclo vital, a facilidade com que a planta se propaga e se multiplica e a rapidez com que nascem seus frutos.

O mamoeiro exige climas quentes e úmidos, não tolerando o frio. O solo deve ser adubado ou fértil, humoso e bem drenado. O mamoeiro cresce rápido e produz bastante, florescendo e frutificando muitas vezes ao mesmo tempo e durante o ano todo. Atualmente, ele pode ser encontrado em praticamente todos os países tropicais do globo.

O Brasil é o maior produtor de mamão do mundo. Com excelentes condições de desenvolvimento no País, com possibilidade de cultivo em todas regiões. A Bahia, mais precisamente a região de Teixeira de Freitas, tem o maior foco produtivo, seguido pela região de Linhares, no norte do Espírito Santo. No entanto, o mamão cultivado no Espírito Santo, por se tratar da variedade papaia, é o que tem mais prestígio junto aos consumidores, principalmente entre os estrangeiros.

O cultivo e plantio de mamão papaya, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). É fundamental o acompanhamento de um agrônomo na fase inicial, com objetivo de aprender a lidar com as doenças e evitar a perda da plantio e colheitas. As colheitas ocorrem ente marco e maio. As estimativas preliminares de produção são de 5t/ha.

O cultivo do mamão papaya dá-se bem solos de textura média, profundos, permeáveis e com bom teor de matéria orgânica. Como o mamoeiro é muito sensível ao excesso de água, será preciso utilizar drenagem, sempre que necessário. Prefere os solos neutros e não tolera salinidade, mesmo em níveis baixos. Para produzir bem, o mamoeiro exige que o solo receba calagem com calcáreo dolomítico, que lhe assegura saturação de bases de 80%.

O plantio ocorre em agosto e setembro, em covas de 30 x 30 x 30cm, cavadas ou feitas com sulcador na profundidade 30cm. São necessários 1.500 a 1.700 laminados ou sacos plásticos/hectare, com três a quatro mudas por recipiente. No plantio, retirar o recipiente para o bom desenvolvimento das raízes e comprimir cuidadosamente o terreno que circunda os torrões para que estes não se desfaçam. Para combater a erosão, recomenda-se o plantio em nível, uso de terraços, patamares e banquetas, capinas em ruas alternadas.

A origem do algodão


 A história do algodão
As primeiras referências históricas do algodão vêm de muitos séculos antes de Cristo. Em escavações arqueológicas nas ruínas de Mohenjo-Daro, no Paquistão, onde se encontrou vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.000 anos.

Na América, vestígios encontrados no litoral norte do Peru evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão, há 4.500 anos. Com os Incas, o artesanato têxtil atingiu culminância, pois amostras de tecidos de algodão por eles deixadas, maravilham pela beleza, perfeição e combinação de cores.
No Brasil, pouco se sabe sobre a pré-história dessa malvácea. Pela época do descobrimento do nosso país, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos.
Algodão colorido
Com amostras encontradas a cerca de 2.500 a.C, no Peru, o algodão colorido é tão antigo quanto o algodão de fibra branca. O processo de melhoramento, fez com que um número grande de variedades de algodão de fibra branca fosse disponibilizado para os produtores, com vantagens tanto econômicas quanto produtivas, com variedades resistentes a determinadas pragas ou doenças que afetam a cultura.

Já o algodão de fibra colorida, por não ter um estudo comparável ao outro tipo de algodão, possui características como menor rendimento de fibras e menor número de variedades comerciais dos que as variedades de fibra branca.

Cultivares de fibra colorida para produzirem bem e ter fibra de boa qualidade intrínseca (Comprimento, finura, resistência, etc) necessitam que o produtor tome algumas providências relacionadas ao seu cultivo, estabelecendo passos tecnológicos que possibilitem o seu crescimento e seu desenvolvimento em níveis satisfatórios.