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AGRICULTURA: dólar preocupa mas juros e rating podem atrair investimentos

O setor fabricante de máquinas agrícolas começa a traçar estratégias para atuar com a taxa cambial de hoje. Nesta terça-feira, o dólar é cotado a R$ 1,939, em mais um dia de desvalorização. O diretor de Marketing da John Deere, Paulo Herrmann, que concedeu entrevista há pouco à Agência SAFRAS em Porto Alegre, afirma que a empresa já está trabalhando com o piso de R$ 1,90.

"A oscilação depende de uma série de fatores, ficando difícil projetar um rumo certo para a moeda norte-americana", acrescenta.

Apesar do dólar deprimido, o mercado de máquinas poderá se beneficiar das taxas de juros mais baixas e da melhora da classificação de investidores do Brasil (rating). "Estes fatores devem atrair maiores investimentos ao país", prevê. Por isso, o dirigente acredita que a John Deere sofrerá menos com o dólar fraco. Além disso, muitos componentes usados na fabricação de tratores e colheitadeiras são importados, o que pode baixar os custos de produção.

Atualmente, a fábrica utiliza de 20% a 30% de peças vindas do exterior, sendo possível elevar um pouco agora em virtude do câmbio. "Entretanto, cabe ressaltar que não podemos aumentar muito as importações de componentes, pois temos compromisso com fornecedores nacionais, onde a peça chave do negócio é confiança", adverte Herrmann. Lembra ainda que, para poder usufruir das linhas de crédito do Governo Federal para a aquisição de maquinas agrícolas, o marca preciso utilizar no mínimo 60% de peças nacionais.

Mas não há dúvida que a moeda norte-americana está prejudicando as exportações de máquinas agrícolas. "Nosso produto se torna mais caro, dificultando a concorrência", explica o diretor. A maior queda de vendas do setor foi para os Estados Unidos. Especificamente em relação a John Deere, foram afetadas vendas para alguns países da Europa.

Mas nem tudo é preocupação. Um dos principais destinos da marca, a Argentina, não deve ter os negócios afetados. "Isso porque o nosso país vizinho está meio imune aos problemas brasileiros", comenta o dirigente. "Lá, o câmbio está estável, em R$ 3,00 o peso. Não há ferrugem asiática, possuem uma logística fantástica e estão aproveitando a elevação dos preços agrícolas", enumera, explicando o porque da boa demanda.
Por Rodrigo Ramos / rodrigo@safras.com.br

Lucro da SLC Agrícola cresce 40,3% no segundo trimestre 2011

A SLC Agrícola, uma das maiores empresas produtoras de grãos e fibras do país, teve no segundo trimestre de 2011 um lucro de R$ 42,001 milhões, 40,3% maior do que os R$ 29,949 milhões registrados em igual intervalo de 2010.

O desempenho foi impactado, principalmente, pela variação positiva no resultado financeiro líquido, de R$ 25,409 milhões no período. No acumulado do ano, o resultado líquido subiu para R$ 64,38 milhões, 117,4% superior ao lucro de igual semestre do ano passado. No trimestre, a receita líquida cresceu 1,8% para R$ 210,104 milhões e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 9,3% para R$ 68,466 milhões, na comparação com o segundo trimestre de 2010.

A margem Ebitda caiu 4 pontos percentuais para 32,6%. De acordo com informações da empresa, a menor geração de caixa no período se deveu, entre outras razões, ao atraso na colheita de algodão que se refletiu numa área de colheita menor no intervalo que compreendeu o segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Por isso, a receita com venda de algodão no trimestre foi 15,1% menor (R$ 119,357 milhões).

A dívida líquida da SLC Agrícola cresceu 17,7% no trimestre para R$ 419,95 milhões. Isso porque o caixa gerado no período não suficiente para compensar os desembolsos de investimentos e aquisições de insumos no trimestre, segundo a empresa.
(Fabiana Batista - Valor on line)

Montana Agriculture montadora de colheitadeiras de algodão adensado

A Montana Agriculture está sediada em São José dos Pinhais (PR), na Região Metropolitana de Curitiba e sua história de compromisso com o agronegócio nacional começa em 1996. De lá para cá, uma emocionante trajetória, que se confunde com as conquistas da  ciência, do talento, da nossa indústria e da nossa agricultura.

A Montana produz a única colhedora no mercado específica para lavouras de algodão adensado, uma modalidade de cultivo que usa a metade do espaço normal entre as linhas de plantio, elevando a quantidade de plantas por hectare.

O proprietário da Montana Gilberto Zancopé já recusou propostas de venda da empresa para Case, John Deere e Agco. Gilberto afirma que preferiu recusar pois acredita que pode  agregar muito valor ao seu negócio.

Uma das grandes vantagens do sistema adensado é o custo de produção, que fica em torno de US$ 1.300/hectare, ante US$ 2.500 no sistema convencional. Os cotonicultores brasileiros estão de olho no sistema que a cada ano tem um crescimento acentuado e proporcionado maiores lucros.

Com a ideia, a empresa já vendeu toda a produção de 40 unidades da colheitadeira modelo Cotton Blue 2826 Stripper prevista para 2011, com custo unitário próximo dos 400 mil reais, e prepara expansão da linha de produção para fazer cem máquinas em 2012.



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Safra de grãos no Paraná deverá ser 5% menor que em 2010

No Paraná a safra de grãos de verão e de inverno 2010/11 está se consolidando e poderá atingir 30,95 milhões de toneladas, volume 5% inferior à produção da safra passada quando foram colhidas 32,71 toneladas de grãos no Estado.

A previsão, divulgada recentemente pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, inclui também a primeira intenção de plantio para o trigo da safra 2011.

O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Otmar Hubner, disse que a safra de grãos 2010/11 ainda poderá oscilar para mais ou menos dependendo da colheita do milho safrinha que ainda está sendo plantado e do desempenho das lavouras de trigo, cujo plantio inicia dia 11 de março. “Por enquanto a safra 2010/11 está abaixo da anterior, que foi recorde. As chuvas deram uma trégua na colheita de grãos da safra de verão e algumas lavouras poderão surpreender”, afirmou.







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Venda de máquinas impulsiona vagas de emprego na indústria

Gestão Agribusiness

Novas condições para aquisição de máquinas agrícolas e boa expectativa para a safra 2009/2010 faz com que os produtores rurais vão as compras.antes a rever projeções. Os fabricantes de máquinas esperam ultrapassar o recorde de 43,4 mil unidades vendidas em 2008. As indústrias deverão oferecer um maior números de vagas de empregos, esta mão de obra que foi dispensada dispensada entre o final de 2008 o início deste ano.

Sustentada até Junho pelo programa "Mais Alimentos", voltado a máquinas menores para a agricultura familiar, a indústria ganhou novo impulso com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que baixou para 4,5% os juros na compra de equipamentos pela agriculta empresarial. Com previsão de acabar em Dezembro, o estímulo leva produtores a correr para fechar negócios em concessionárias como a Agrofel, da New Holland, em Passo Fundo, norte do Rio Grande do Sul.

– Dobrou a procura de tratores e colheitadeiras (em relação ao ano passado) por causa desse financiamento. Agora, esperamos que as vendas se confirmem, já que o negócio depende da aprovação do financiamento – explica o gerente, Marcelo Paludo.

Há otimismo também na Massey Fergusson, com fábricas de tratores em Canoas e de colheitadeiras em Santa Rosa, noroeste do Estado. A AGCO, controladora da marca, demitiu cerca de 630 pessoas no RS.

– Estamos em revisão de volumes, e a tendência para novas contratações é positiva – adianta Fábio Piltcher, diretor de marketing da Massey Ferguson, ressalvando que pleno emprego ainda depende de exportações.

Os fabricantes, que no início do ano temiam queda de 15% em tratores, agora pensam em recuperação.

– Não há porque pensar em um número menor (em relação a 2008). E igualar 2008 já seria muito bom – avalia Gilberto Zago, vice-presidente de máquinas agrícolas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), referindo-se às vendas atoladas pela crise.

Na John Deere, que produz tratores na cidade gaúcha de Montenegro e colheitadeiras em Horizontina, também no noroeste do Estado, há mais cautela. Depois de dispensar 740 funcionários, a empresa ainda não fala em recolocações, mas projeta mais vendas de tratores. E torce pela prorrogação da redução de juro, que traciona o mercado de colheitadeiras.

– Seria excelente. Não só para a indústria, mas para toda a cadeia – avisa o diretor comercial da John Deere, Werner Santos.