Mostrando postagens com marcador ganho de peso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ganho de peso. Mostrar todas as postagens

Chega ao fim o Rally da pecuária brasileira

Chegou ao fim, na última sexta-feira, dia 11, o Rally da Pecuária. A expedição tinha a finalidade de produzir um diagnóstico da criação de gado no Brasil, por meio de visitas em mais de 100 propriedades de cria, recria, engorda e confinamento, nas cinco regiões do País por meio de aproximadamente 1.000 avaliações da condição de pastagens, de rebanho e da infra-estrutura.
Com equipes de especialistas como agrônomos, representantes de empresas do setor, jornalistas e

consultores, foram identificados fatores como a condição corporal dos animais, índice de natalidade, ganho de peso, consumo de sal, sistema de gestão e o manejo de pastagens. Os dados também serão utilizados para calcular a oferta de bezerros para 2012 e 2013.

Entre os trabalhos focados no pasto, a Embrapa Monitoramento por Satélites (SP) pôde aferir os diagnósticos que hoje são realizados por meio de fotos de satélites.

Com a visita in loco nas propriedades e a medição dos pastos em diversas regiões, técnicos da Embrapa poderão comparar os dados das pastagens com as imagens de satélite, aprimorando os parâmetros de classificação dessas pastagens à distância. Desta maneira, a central da Embrapa poderá dimensionar melhor a quantidade de pastos degradados e o volume de pasto nos campos.
Fonte: Portal DBO

Suinocultores de MT pedem ajuda emergencial ao governo

Os suinocultores de Mato Grosso que geram mais de 30 mil empregos diretos e indiretos no Estado precisam hoje da ajuda do governo do Estado, caso contrário a cadeia produtiva poderá ser dizimada nos próximos anos. Com este apelo a Associação dos Criadores de Suínos de MT e a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, FAMATO, anunciaram a solução, por hora, para a suinocultura no Estado, em entrevista coletiva na Federação, ontem à tarde.

De acordo com o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, as principais reivindicações do segmento são isenção de impostos em alguns custos de produção do setor. Como a isenção de ICMS sobre a energia, a queda do preço de pauta para comercialização do quilo, a compra de carne pelo governo para inclusão na merenda escolar, e ainda uma política de preços mínimos para categoria.

“Precisamos de incentivos temporários para podermos sair da crise. Pois centenas de produtores já estão pagando pra trabalhar, o ideal hoje seria que o governo custeasse pelo menos de R$0,50 a R$0,60 no quilo do suíno vendido com prejuízo”, pediu.

Em meio a crise para tentar minimizar os prejuízos os produtores que antes abatiam animais em média de até 150 quilos já abatem suínos de 90 quilos.

Em uma apresentação o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Otavio Celidonio, mostrou como o setor suinícola do Estado investiu nas tecnificação e melhora da produção do seu plantel. Segundo levantamento do IMEA, a produção teve um aumento de 9% entre janeiro e abril de 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Já a exportação sofre queda de 23%, entre janeiro a maio de 2011, se comparado com os mesmos meses do ano passado.

No entanto o que mais preocupa todo o setor atualmente é a queda vertiginosa no valor do quilo do suíno nos últimos anos, e a consequente frequência de prejuízos do produtor. Segundo dados da Acrismat que hoje reúne 350 produtores, o valor do custo de produção hoje é de aproximadamente R$2,10 mas o quilo está sendo comercializado por até R$1,41.

Outro dado alarmante é que se antes com valor bom de mercado o produtor precisava vender quatro kilos de suínos para comprar uma saca de milho – base alimentar do suíno. Atualmente o produtor precisa vender 10 quilos.

O Estado tem hoje um plantel de 1,5 milhão de suínos, destas 120 mil são matrizes tecnificadas. Mato Grosso está entre os cinco maiores Estados produtores da carne no país.

Audiência
A crise da suinocultura, se não resolvida brevemente, ira acabar com milhares de empregos no país. Diane disso a junto das associações estaduais, a ABCS apresentou dados referentes ao prejuízo pago pelo produtor nos últimos três meses, que hoje já somam mais de R$ 1 bilhão e reforçou que embargo russo só vem agravar a crise dentro do setor. O cenário foi apresentado no dia 29.06 em Brasília aos deputados federais.

“Precisamos desatrelar essa crise do embargo russo, que passou a vigorar há apenas 10 dias. Nosso grande problema se encontra nos valores de comercialização do milho que atingiram índices desproporcionais à sustentabilidade do setor, aliado a um desequilíbrio entre oferta e demanda”, defendeu o presidente da ABCS Marcelo Lopes. O posicionamento da entidade foi ratificado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. “Vamos resolver a situação do embargo junto ao governo Russo e a crise irá permanecer no setor, por isso, precisamos enfrentar a questão de abastecimento de milho e alinhar a demanda interna”.

O diretor executivo da Acrismat defendeu na audiência que é preciso buscar novos mercados para a carne suína no exterior e aumentar o consumo interno. “Hoje produzimos para exportar 80% da nossa produção segue pra Rússia, Ucrânia e Hong Kong. Para não ficarmos reféns destes mercados precisamos que o governo tenha uma política de estoque de carne e milho e que principalmente fomente o consumo interno”, endossou.

Vídeo Controle da verminose em bezerros de corte: influência no ganho de peso à desmama

Em sua palestra no Workshop BeefPoint Pecuária de Cria, Ivo Bianchin apresentou um pouco da sua experiência de 35 anos de trabalho com pesquisa na Embrapa Gado Corte, falando sobre sobre verminoses e sua influência nos resultados da pecuária de cria.

O que determina a infestação de parasitos em bovinos são as condições climáticas de cada região, sendo que, no Brasil, a grande quantidade de chuvas contribui com a maior ou menor quantidade de parasitos nos animais.

Com temperatura praticamente constante, em níveis que favorecem o desenvolvimento dos parasitos, onde a maior ou menor presença de vermes será ditada pela variação da pluviosidade. Assim quando pensamos em controle de parasitos temos que pensar em dois períodos o período chuvoso e o período seco do ano, que na maior parte do país vai de maio a setembro e não é tão seco assim, mas já apresenta diferenças no aparecimento de parasitos e verminoses.

Esses parasitos podem causar mortalidade, mas esse não é o principal problema causado pelas verminoses e é possível dizer que a mortalidade por causa de parasitos é muito baixa. Na verdade o maior prejuízo para pecuária de corte está na redução do desempenho dos animais e perdas com menor ganho de peso.

A intensidade dessa redução no desempenho está ligada a idade dos animais infestados, resistência do hospedeiro, intensidade da carga parasitária, espécie de helminto envolvida e o estado nutricional e fisiológico do hospedeiro.

Ou seja, animais jovens sofrem mais que animais adultos, zebuínos apresentam maior resistência a esses tipos de infestações. Mas um dos pontos mais importantes que devem ser observados é o estado nutricional e fisiológicos dos assim, já que se tivermos animais com más condições nutricionais, com animais mantidos em pastagens de má qualidade podemos multiplicar por 20 ou 30 vezes o reflexo das verminoses.

No mundo se gasta muito dinheiro com anti-helminticos e a verminose já um problema reconhecido como uma das principais causa de perda de desempenho nos animais de produção. Como exemplo podemos citar gastos de US$ 130 milhões em medicamentos para combater as verminoses.

De maneira geral, as verminoses podem ser qualificadas em clínicas e subclínicas, sendo que 95% delas se enquadram nessa segunda categoria, ou seja, os animais não apresentam sintomas clínicos, mas está deixando de ganhar peso.

Durante o período seco do ano, existe um sério problema de subnutrição dos animais, pela qualidade e quantidade de pasto disponível. Normalmente, nesse período, também encontra-se uma alta carga de parasitos dentro do animal. Somando esses dois fatores, é obvio que o desempenho geral dos animais cai durante esse período do ano, aumentando os problemas causados pelas verminoses reduzindo a imunidade do animal que pode evoluir e dar origem a outras doenças.

Assim, precisamos avaliar que animais devem ser tratados com anti-helminticos e em qual época do ano esse tratamento deve ser realizado.

O tratamento de animais antes da desmama deve ser avaliado de acordo com cada sistema de produção, mas de maneira geral essa ação só se torna interessante em sistemas que comercializam bezerro por peso (quilo vivo) na desmama, ou sistemas que colocam os animais precocemente em engorda (confinamento) e o peso à desmama terá influência direta no resultado da engorda.

O grande problema da verminose é no período compreendido entre a desmama e os 24 meses. Nesse período o prejuízo causado pela verminose é alto e o tratamento precisa ser focado durante o período seco do ano (maio a setembro).

Tratamento de verminoses em vacas pode ser considerado como dinheiro jogado fora, já que a perdas causadas com parasitos nessa categoria são baixas e o retorno do tratamento também é reduzido. Uma opção que pode ser estuda é o tratamento de vacas de primeira cria, porque elas são mais jovens e tem o estresse do primeiro parto. Já vacas mais eradas, em boas condições nutricionais não precisam entrar no programas de controle de verminoses. 

Assista  o vídeo abaixo; 
Fonte: Beefpoint


Controle da verminose em bezerros de corte: influência no ganho de peso à desmama from AgriPoint Portais on Vimeo.
Digite seu email :