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O plantio do Morango e suas principais cultivares

Morango: características e principais variedades

A cultura do morango é conduzida como cultura anual, com novos plantios a cada ano-safra. A produção de mudas é efetuada do final da primavera ao início do outono; a colheita dos frutos inicia-se dois meses após o transplante e estende-se do final do outono à primavera seguinte.
O morango está entre as espécies cultivadas com maior sensibilidade a pragas e doenças e alta perecibilidade. Esta condição exige do produtor um contínuo esforço de manejo, especialmente fitossanitário, para que a fruta seja produzida com a aparência e a produtividade capazes de lhe proporcionar lucro. Entretanto, o uso indiscriminado e sem critérios plenamente definidos dos agrotóxicos pode originar problemas ainda mais sérios, reduzindo a qualidade e o acesso aos mercados.

Recomenda-se colocar conjuntos de caixas de abelhas próximos a área de plantio. Utiliza-se, como atrativo para as abelhas, principalmente no início da floração, mel, água e açúcar, visto que essa prática será realizada em períodos desfavoráveis para atividade dos insetos (temperatura baixa).
Plantio de Morango em Minas Gerais. Foto:patosnoticias.com.br.

O interesse pelo cultivo do morango é justificado pela alta rentabilidade da cultura, o amplo conhecimento e aceitação da fruta pelo consumidor e pela diversidade de opções de comercialização e processamento do morango. O fruto é processado na forma de polpa, sorvetes, geléia, compotas e sucos.

O morango é uma cultura típica de climas mais amenos, não sendo muito tolerante a temperaturas elevadas. No Brasil o morango tem se adaptado melhor do sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, porém existem experiências até mesmo no cerrado.

O morangueiro é uma cultura especialmente exigente em condições físicas e nutricionais do solo. Produz melhor em solos areno-argilosos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e de boa constituição física. A faixa de pH preferido fica entre 5,5 e 6,0. Em solos mais ácidos é recomendável uma calagem.A adubação orgânica traz uma série de benefícios que resultam em melhoria de produtividade e resistência das plantas. Por isso, inicialmente pode-se proceder a adubação orgânica em toda área e, em seguida, realiza-se a preparação de canteiros. Após o levantamento de canteiros, ainda pode-se utilizar o húmus que pode ser espalhado homogeneamente e incorporado com enxada rotativa.

Principais Cultivares:

As principais cultivares destinada à industria são: Santa Clara, Burlkey, Dover. Para consumo in natura Tangi, Campinas, Osogrande, Tudla, Selva e Seascape. Para dupla finalidade Vila Nova.

Campinas: cultivar de dias curtos e rústica; fruto grande e de bom sabor; tolerância à mancha angular.
Vila Nova: cultivar de dias curtos; planta de porte médio; folhas de densidade e tamanho médios e de coloração verde escura; ciclo precoce e alta produtividade. Frutos de formato cônico, longos e graúdos quando das flores primárias e secundárias e pequenos quando das flores terciárias e quaternárias.
Santa Clara: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor, boa densidade de folhas que recobrem os frutos. Frutos de tamanho médio, formato irregular, epiderme vermelha escura; polpa de textura média e cor vermelha uniforme; ciclo médio e produtividade alta; sabor ácido e próprio para industrialização.
Bürkley: cultivar de dias curtos; planta de alto vigor; folhas grandes e de coloração verde escura; muito alta capacidade de produção e ciclo precoce: Frutos grandes, polpa de textura média e de coloração vermelha clara; epiderme vermelha; sabor ácido próprio para a industrialização.
Tangi: cultivar de dias curtos; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura, apresentando muita pilosidade nos folíolos, característica que evidencia tolerância ao ácaro rajado; ciclo tardio e capacidade de produção mediana. Frutos de tamanho médio,
Oso Grande: cultivar de dias curtos e de grande adaptabilidade; planta vigorosa, com folhas grandes e de coloração verde escura; ciclo mediano e elevada capacidade produtiva. Frutos de tamanho grande.
Tudla Milsey: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes de coloração verde escura; ciclo tardio e com grande capacidade produtiva. Frutos de formato cônico ou de cunha alongado, de tamanho grande, polpa de textura firme e de coloração vermelha.
Camarosa: cultivar de dias curtos; planta vigorosa com folhas grandes e coloração verde escura; ciclo precoce e com alta capacidade de produção. Frutos de tamanho grande.
Selva: cultivar de dias neutros; média produtividade; frutos de tamanho irregular, de coloração vermelha clara.
Seascape: cultivar de dias neutros; comportamento parecido com o da cultivar Selva, diferenciando-se principalmente por apresentar frutos grandes e de maior uniformidade.


Para maiores informações consultem:
Embrapa
Sebrae

A origem da uva suas características e seus principais cultivares


Originária da da Europa e Oriente Médio, a uva é um fruto da videira. Seu nome científico é Vitis vinifera L. e sua família botânica é a Vitaceae. A videira apresenta troncos retorcidos e flores esverdeadas, sendo uma planta própria de regiões de clima temperado. Registros apontam que o cultivo da uva se iniciou no período Neolítico, na região do Egito e Ásia Menor.

A produção industrial e comercial de uvas, no Brasil, está em grande parte concentrada na região sul do País. Além dessa região, podemos citar regiões próximas à capital paulista, principalmente São Roque e Jundiaí e a região Nordeste, onde graças a grandes projetos de irrigação, utilizando, principalmente, as águas do rio São Francisco, os resultados obtidos pela agricultores são extraordinários.

Porta-enxertos

A escolha do porta-enxerto deve ser feita considerando o destino da produção a fertilidade do solo, os problemas de doenças e pragas ocorrentes na região ou na área do vinhedo e o vigor da variedade copa.

1103 Paulsen - É um porta-enxerto do grupo berlandieri x rupestris. Teve grande difusão no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina nos últimos anos porque apresenta grandes resistências a certas doênças.

Solferino ou Branco Rasteiro - Muito utilizado na viticultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Apresenta facilidade de enraizamento, boa pega de enxertia, vigor médio e boa afinidade geral com as copas, normalmente condicionando a boas produtividades.

SO4 - Este porta-enxerto do grupo berlandieri x riparia foi introduzido na década de 1970. Em geral confere desenvolvimento vigoroso e boas produtividades à maioria das copas.

420-A Mgt - É o menos vigoroso do grupo berlandieri x riparia, indicado para o cultivo de uvas finas para vinho. Confere vigor moderado à copa, favorecendo a obtenção de produções limitadas.

101-14 Mgt - Tem boa afinidade geral com as copas, apresenta boa capacidade de enraizamento e boa pega de enxertia.

Uvas Finas para Processamento

Cabernet Franc - Cultivar francesa da região de Bordeaux, a 'Cabernet Franc' foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre, por volta de 1900. Nas décadas de 1970 e 1980, tornando-se a base dos vinhos finos tintos brasileiros nesse período. A partir daí, foi superada pelas cultivares 'Cabernet Sauvignon' e 'Merlot' nos novos plantios de uvas tintas finas. 'Cabernet Franc' adapta-se muito bem às condições da Serra Gaúcha. Na região do Vale do Loire, na França, é utilizada para a elaboração de vinhos rosados de alta qualidade.

Cabernet Sauvignon - É uma antiga cultivar da região de Bordeaux, França, hoje plantada com sucesso em muitos países vitícolas. Em 1913, já era cultivada experimentalmente pelo Instituto Agronômico e Veterinário de Porto Alegre.Vários clones procedentes da França, dos Estados Unidos, da Itália e da África do Sul foram trazidos para a formação dos novos parreirais. Atualmente é a vinífera tinta mais importante do Estado. É uma cultivar muito vigorosa e medianamente produtiva.

Chardonnay - Cultivar de origem francesa, possivelmente da Borgonha, a ´Chardonnay' foi introduzida em São Roque-SP em 1930 e no Rio Grande do Sul em 1948. Não houve difusão comercial desses materiais, que permaneceram nas dependências das Estações É uma cultivar de brotação precoce, sujeita a prejuízos causados por geadas tardias. Adapta-se bem às condições da Serra Gaúcha, com vigor e produtividade médios, atingindo boa graduação de açúcar em anos favoráveis. É uma cultivar cujo vinho goza de renome internacional, especialmente pela qualidade dos produtos que origina na Borgonha, assim como, pelos famosos espumantes elaborados na região de Champagne, em corte com ´Pinot Noir'. No Brasil tem sido usada para a elaboração de vinho fino varietal e também para vinhos espumantes.

Flora - Tem sido usada para a elaboração de vinho branco varietal e também para espumantes, originando produtos de qualidade, com aroma e buquê característicos.

Gewürztraminer - É uma cultivar de difícil cultivo por causa da alta susceptibilidade ao declínio e morte de plantas e à podridão cinzenta da uva, causada por Botritys cinerea. Além disso, é uma cultivar de baixa produtividade. O conjunto destes fatores, após um período inicial de euforia, determinou a redução da área plantada com esta cultivar no Rio Grande do Sul. O vinho de 'Gewürztraminer' é reconhecido internacionalmente pela fineza e intensidade de aroma e sabor. É um dos principais varietais produzidos na região da Alsácia, na França.

Malvasia Bianca - Ela foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1970, procedente da Universidade da Califórnia. Avaliada pela pesquisa, demonstrou bom desempenho produtivo na Serra Gaúcha, surgindo como uma alternativa de uva aromática para a região.

Merlot - Pode ser considerada como uma cultivar originária do Médoc, França, onde já era cultivada em 1850. Daí expandiu-se para outras regiões da França e para muitos outros países vitícolas, tornando-se uma cultivar cosmopolita. É uma cultivar muito bem adaptada às condições do sul do Brasil, sendo cultivada também em Santa Catarina. Proporciona colheitas abundantes de uvas que podem atingir 20°Brix, porém, é bastante susceptível ao míldio. Origina vinho de alta qualidade, consagrado como varietal e também muito usado em cortes com vinhos de 'Cabernet Sauvignon', 'Cabernet Franc' e de outras castas de renome.

Moscato Branco - Apesar do nome 'Moscato Italiano', ainda não há uma definição da identidade desta cultivar com nenhuma das várias cultivares de uvas aromáticas descritas na ampelografia italiana.

Pinotage - é resultante do cruzamento ´Pinot Noir' x ´Cinsaut', realizado na África do Sul pelo Prof. Peroldt, em 1922. É produtiva, resistente a podridões do cacho e apresenta ótimo potencial glucométrico, atingindo, normalmente, 20ºBrix a 22ºBrix, com uma acidez total ao redor de 110 mEq/L. Origina vinho frutado, apto a ser consumido jovem.

Prosecco - Estudos ampelográficos, realizados a partir de 1979, mostram que a cultivar encontrada nos vinhedos de Bento Gonçalves, com o nome de 'Biancheta Bonoriva', é, na realidade, a 'Prosecco'. Apresenta bom desempenho agronômico na Serra Gaúcha, porém, em virtude da precocidade de brotação, pode sofrer danos causados por geadas tardias em áreas susceptíveis. A exemplo do que ocorre na Itália, também aqui origina espumantes de boa qualidade.

Riesling Itálico - é uma cultivar do norte da Itália, onde é cultivada principalmente em Veneza, Pavia, Udine, Treviso e Bolzano. Foi trazida para o Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre em 1900. O vinho de 'Riesling Itálico' é fino, com aroma sutil e típico, comercializado como vinho fino de mesa varietal e, também, utilizado na elaboração de espumantes bem conceituados.

Sémillon -Sauternes, na França, é o berço da 'Sémillon'. É a principal cultivar branca da região de Bordeaux, onde é utilizada principalmente para a elaboração de famosos vinhos licorosos naturais, como os das denominações Sauternes, Barsac e Montbazillac. É uma cultivar de vigor médio, produtiva e muito bem adaptada às condições da Serra Gaúcha. Aqui, origina vinho neutro, normalmente utilizado em cortes com outros vinhos finos, sendo também usado como varietal.

Syrah - é uma das mais antigas castas cultivadas. Algumas referências sugerem que seria originária de Schiraz, na Pérsia, outras, que seria nativa da Vila de Siracusa, na Sicília.No Rio Grande do Sul é chamada 'Petite Syrah', nome que a distingue da 'Calitor', aqui conhecida como 'Syrah'; 'Schiraz', nos Estados Unidos e na Austrália; 'Hermitage', também na Austrália; 'Balsamina', na Argentina.

Tannat - é originária da região de Madiran, no sul França, onde está sua maior área de cultivo. Também é importante no Uruguai, onde é a principal vinífera tinta cultivada. Foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1947, procedente da Argentina.O vinho de 'Tannat' é rico em cor e em extrato, servindo para corrigir as deficiências destas características em outros vinhos de vinífera. Também tem sido comercializado como vinho varietal. É um vinho bastante adstringente e, portanto, necessita de envelhecimento.

Trebbiano - cultivar italiana da região de Toscana, a 'Trebbiano' tem grande difusão no mundo vitícola. É bastante cultivada na Itália, onde origina vinhos brancos secos e participa da composição do Chianti.No Rio Grande do Sul, é utilizada para a elaboração de vinho varietal, normalmente comercializado com os nomes de 'Ugni Blanc' ou 'Saint Émillion', para a produção de espumantes e para cortes com outros vinhos finos de mesa. Como sinonímias usuais podem ser citados os nomes 'Trebbiano Toscano', 'Ugni Blanc' e 'Saint Émillion'.

Outras - Além das cultivares referidas, várias outras são cultivadas em maior ou menor escala nas diferentes regiões temperadas do Brasil. Dentre elas pode-se citar Barbera, Bonarda, Gamay Noir, Gamay St. Romain, Malvasia Amarela, Malvasia di Candia, Malvasia Verde, Peverella, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Sylvaner e Zinfandel, entre as mais antigas. Em cultivo mais recente são encontradas, entre outras, Alicante Bouschet, Ancellota, Aragonês, Carmenère, Castelão, Moscato Giallo, Tempranillo e Touriga Nacional.
Fonte e pesquisa:Embrapa

Estudo revela que uma laranja por dia reduz o risco de AVC

As flavononas, nutrientes encontrados em laranjas e noutras frutas cítricas, parecem reduzir o risco de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) em mulheres adultas. 

Esta é a constatação dos investigadores e estudiosos da Universidade de East Anglia (Norwich, Inglaterra), após analisarem todas as informações nutricionais de aproximadamente 70 mil mulheres do Nurses Health Study. Este estudo acompanhou estas mulheres por um período médio de 14 anos.

O AVCI é causado pela obstrução das artérias cerebrais. As mulheres com os níveis mais altos de flavanonas na sua dieta apresentaram uma redução do risco relativo de um AVCI na ordem de 19%, quando comparadas com as mulheres que ingeriram menores quantidades de flavanonas. O benefício preventivo das frutas cítricas em relação ao AVCI não parece relacionar-se com a presença da vitamina C.

A maioria das flavanonas consumidas pelas mulheres do estudo foram provenientes de laranjas ou sumo de laranja (63%), no entanto, comer a fruta inteira provavelmente seja a melhor maneira de aumentar o consumo de flavononas. «Devido ao maior teor de flavanonas das frutas cítricas, e também, o teor de açúcar dos sumos de frutas comerciais, recomendamos um aumento preferencial da ingestão das frutas cítricas», disse Aedín Cassid, investigador principal do estudo.

As flavanonas são um dos seis tipos de flavonoides, os quais conferem inúmeros benefícios nutricionais e preventivos. Após a análise dos relatórios dietéticos fornecidos pelas participantes do estudo a cada quatro anos, os cientistas observaram grandes variações na ingestão de flavonoides: 97 até 761 mg por dia, em média. O chá foi o maior contribuinte para os níveis de flavanoides, seguido das maçãs, laranjas ou sumo de laranja. Diferentemente das flavononas, a ingestão total de flavonoides não associou-se a uma redução do risco de AVCI.

Brasil grande produtor de suco de laranja


O estudo foi publicado no Journal of the American Heart Association.
Diário Digital

EUA perdem 'um Brasil' em consumo de suco de laranja

Líder em demanda e berço da produção mundial de suco de laranja, os EUA perderam 42 mil toneladas de consumo em 2010 ante 2009, segundo estudo da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).


O volume praticamente equivale ao consumo brasileiro, que foi de 45 mil toneladas no ano passado.

Essa foi a primeira vez na história em que o consumo nos EUA caiu acompanhado de queda de preço. "Isso nos leva a crer que os americanos estão ficando mais pobres", afirma Christian Lohbauer, presidente da CitrusBR.

Outro indicativo de menor poder aquisitivo nos EUA é o aparecimento do néctar (suco de laranja concentrado, misturado à água) nas estatísticas de consumo americanas pela primeira vez. Os americanos são tradicionais consumidores do chamado NFC (o puro suco de laranja).

Além da questão econômica, mudanças nos hábitos de consumo com a maior penetração de águas com sabor e isotônicos no mercado contribuem para as vendas menores de suco de laranja.

Marcos Fava Neves, coordenador do Markestrat (centro de pesquisa que compilou os dados), acredita que o problema esteja mais ligado ao perfil do consumidor do que à economia americana.

"O consumidor tradicional de suco de laranja nos EUA está morrendo, e os jovens são mais suscetíveis a novos produtos", diz o especialista.
AN 

Cartilhas gratuitas sobre árvores frutíferas

Com distribuição gratuita, a Casa do Produtor Rural (CPRrural), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/Esalq) lançou este mês duas cartilhas – Poda de Árvores Frutíferas e Propagação de Árvores Frutíferas – destinadas a auxiliar os produtores rurais na consolidação de práticas e tecnologias agrícolas adequadas.

As duas publicações fazem parte do Programa Aprender com Cultura e Extensão Universitária, com apoio do Fundo de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão da Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária, da Universidade de São Paulo (USP).

A primeira cartilha – Poda de Árvores Frutíferas – escrita pelo professor associado do Departamento de Produção Vegetal (LPV), João Alexio Scarpare Filho, pela professora Simone Rodrigues da Silva (também do LPV), e pelo aluno de graduação em Engenharia Agronômica, Ricardo Bordignon Medida, aborda aspectos sobre a fisiologia de plantas perenes, conceitos, tipos, épocas e operações da poda, com uma linguagem própria para o entendimento do produtor rural.

Já a publicação Propagação de Árvores Frutíferas, também de Simone Rodrigues da Silva, João Alexio Scarpare Filho, e Kátia Fernanda Dias Rodrigues, aluna de graduação em Engenharia Agronômica, apresenta informações sobre os principais métodos de propagação utilizados na produção de mudas de espécies frutíferas. A fundamentação teórica aborda conceitos importantes de botânica e fisiologia de plantas perenes, além do detalhamento de cada método de manejo: estaquia, enxertia, mergulhia, alporquia, entre outros.

Informações sobre como conseguir as punblicações podem ser obtidas pelo e-mail cprural@esalq.usp.br ou telefone (19) 3429-4178.
Terra da Gente, com info USP/ Esalq

Livros - Agroindústria Familiar: Polpa de Fruta Congelada

Conservar polpa é uma prática de conservação que preserva as características da fruta, e permite seu consumo nos períodos de entressafra. Além disso, esse processo consiste numa alternativa para a utilização de frutas que não atendam o padrão de comercialização do produto na forma natural, ou cujo preço não seja compensador.

Indicamos este livro que é integrante da Coleção Agroindústria Familiar, ilustrado e editado em linguagem simples, este manual objetiva, portanto, fornecer ao micro, ao pequeno produtor, e ao empresário rural, informações sobre tal método de congelamento.

Outros títulos que integram esta coleção: água de coco, batata frita e hortaliças minimamente processadas. Além dos títulos acima relacionados, esta coleção traz outros com o enfoque nos seguintes alimentos: manga e melão, barra de frutas, espumante de caju, doces e compotas, bebida fermentada de soja, castanha de caju, queijos: coalho, parmesão prato, minas frescal e mussarela.

Características Técnicas
Livro com 35 páginas
Formato 16 x 22cm
Capa em papel couchê liso 240g, 4 cores
Miolo em papel AP 75g, 4 cores
Acabamento canoa

Autores
Virgínia Martins da Matta
Murillo Freire Junior
Lourdes Maria Corrêa Cabral
Angela Aparecida Lemos Furtado
Livraria Embrapa


Gestão Agrobusiness

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Abacaxi: a origem desta fruta com um gosto de Brasil

O abacaxi já era cultivado pelos indígenas em extensas regiões do Novo Mundo, antes do descobrimento. Origina-se da América tropical e subtropical, ao que parece do sul do Brasil. Provavelmente, as atuais variedades cultivadas descendem de abacaxizeiros selvagens ali existentes. Não se sabe, todavia, quando, onde e como essa domesticação se verificou, mas, a 4 de novembro de 1493, Colombo e seus marinheiros descobriram o abacaxizeiro em Guadalupe, nas Pequenas Antilhas.

O abacaxi, pertencente à família das bromeliáceas, é oriundo da América do Sul e cultivado em qualquer região quente do mundo. Tem grande aceitação em todo o mundo, tanto natural quanto industrializado.

É conhecido também como ananás, como é chamado nos países de língua espanhola. Quando maduro o abacaxi apresenta sabor muito ácido e muitas vezes adocicado. É rico em vitaminas C, B1, B6, ferro, magnésio e fibras.

Devido sua beleza e existência da coroa, o abacaxi é conhecido como rei dos frutos. Na gíria brasileira, é comumente utilizado significando algo que não apresenta bom resultado, devido o seu aspecto espinhoso.

Além da polpa, as cascas e o miolo do abacaxi podem ser utilizados para a produção de sucos. Previne dores de garganta e resfriados e é bom para a circulação por conter a enzima bromelina. Servindo também como tempero para amaciar carnes.

O abacaxi pode ser consumido in natura, industrializado sob a forma de geléia, vinho, cristalizado, passa, licor. Ao comprá-lo é bom observar se as folhas da coroa não estão secas nem murchas, se o cheiro está bom e se não existem manchas.

O melhor período de safra compreende o mês de dezembro a janeiro.
O abacaxizeiro é uma planta que atinge um metro de altura, já era cultivada pelos indígenas antes mesmo do descobrimento do país.

No Brasil, são cultivadas várias espécies, como o abacaxi amarelo, porém a que se destaca é a variedade Pérola, de polpa amarelo-pálida, sabor bastante doce, casca esverdeada, mesmo quando maduro e pouca acidez.

Os principais países produtores de abacaxi são os Estados Unidos, o Brasil, a Malásia, Formosa, México e as Filipinas.

A origem e a característica da laranja

Pertencente a família das Rutáceas (Rutaceae), a laranja é das uma fruta cultivadas mais importantes do Brasil. Originária da Ásia, mais especificamente da Indochina e sul da China, foi trazida pelos portugueses em meados do século XVII, proveniente das Indias Portuguesas. O cultivo da laranjeira e o uso da laranja remontam a um período de mais de 2 mil anos antes de Cristo, conforme demonstram escritos encontrados na China.

A cultura da laranja, no Brasil, desenvolveu-se muito a partir dos anos 60, quando uma geada sem precedentes destruiu grande parte dos laranjais da Flórida, nos Estados Unidos, passaram então a demandar importações, o que impulsionou países como o Brasil a investir nessa cultura. Vários Estados brasileiros dispõem de considerável produção de laranjas e demais frutos cítricos, destacando-se São Paulo (principal produtor), Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás. São vastos laranjais produtivos suprindo totalmente as necessidades internas e a ocupar uma boa fatia do mercado internacional.

É uma árvore de porte médio, podendo atingir até 8 m de altura, seu tronco possui casca castanho-acinzentada, sua copa é densa e de formato arredondado. Folhas de textura firme e bordos arredondados, exala um aroma característico quando maceradas. As flores são pequenas, de coloração branca, aromáticas e atrativas para abelhas.

Possui fruto de formato e coloração variável de acordo com a variedade, com casca de coloração alaranjada, envolvendo uma polpa aquosa de coloração que pode variar de amarelo-clara a vermelha. Sementes arredondadas e achatadas, de coloração verde esbranquiçada. A planta desenvolve-se melhor em climas com temperatura entre 23 e 32 °C. Vale ressaltar que, em alguns citrus, o vigor e a longevidade das plantas são favorecidos por clima mais ameno, bem como a qualidade e quantidade dos frutos. A resistência ao frio varia de acordo com a variedade.

Apesar de não ter muitas exigências em relação ao tipo de solo - adapta-se tanto a solos arenosos como argilosos - , os tipos mais indicados para o cultivo comercial são os areno-argilosos. A laranja não tolera solos impermeáveis. Devem ser evitados solos rasos ou que encharcam com facilidade. Para uma melhor adaptação aos diversos tipos de solos, utiliza-se diferentes tipos de porta-enxertos.