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Carnes: Brasil aguarda missão russa para discutir embargos

Após 4 meses de embargos russos à carne brasileira, o Ministério da Agricultura anuncia um novo encontro entre os Governos brasileiros e russos para avaliação do sistema de inspeção nacional e verificação de empresas habilitadas a exportações. A visita está programada para o fim de novembro ou início de dezembro.

Segundo nota do Conselho de Governo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) os motivos pelos quais a entrada de carne brasileira em solo russo sofreu retaliações foram o aval do Brasil à Rússia na OMC (Organização Mundial do Comércio), restrições sanitárias e pressões de produtores e importadores russos.
No entanto, o Brasil tem se esforçado para responder a todos os questionamentos quanto às questões sanitárias apresentadas pela Rússia, mas a solução para o embargo depende também das empresas interessadas no acordo, afirma a nota.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, a visita russa também mostra a necessidade de importações do país com a chegada do frio e dos importadores, que possuem licenças e necessitam do produto brasileiro.

Paraguai sacrifica mil cabeças de gado por causa da febre aftosa

Pelo menos 819 cabeças de gado serão sacrificadas a partir desta quinta-feira (22) no Paraguai, como parte da extensão do bloqueio por causa dos focos de febre aftosa confirmados no último domingo.

A informação é do titular interino do Serviço Pecuário Oficial do Paraguai (Senacsa), Carlos Simón. Ele confirmou a nova data para o sacrifício do gado, que iniciaria nesta quarta-feira (21) e foi adiada para esta quinta-feira (22). Equipes executarão os animais da Fazenda Santa Helena onde foram localizados focos da febre aftosa, em San Pedro no Paraguai.

Ele ainda explicou que é preciso ajustar alguns detalhes, como a extensão de valas, cavadas com tratores do Ministério de Obras Públicas, onde serão depositados os corpos dos 819 animais mortos com tiros de rifle.


O procedimento conta com o apoio das Forças Armadas e Polícia Nacional. A tarefa se realizará em procedimento fechado, o que significa que a entrada da imprensa está proibida por questões de segurança. Porém, Simón garantiu que serão divulgados registros fotográficos para garantir que o processo foi realizado de acordo com as regras de segurança sanitária.

Depois de mortos e depositados nas valas, os animais serão cobertos por cal, e sua venda será estritamente proibida.

Equipamento para caudectomia de suínos

A Minosso Equipamentos Para Suinocultura desenvolveu um exclusivo alicate para a realização da caudectomia de suínos. 

De acordo com a empresa, o procedimento em suínos deve ser feito no período da manhã e no maximo no terceiro dia do nascimento, em atenção para que a caudectomia não atinja a terceira vértebra da cauda. Além disso, o procedimento deve ser acompanhado por um medico veterinário.


O equipamento deve ser ligado a uma tomada de 220 volts e aguardar por um período de 5 minutos para aquecimento e manter ligado durante a execução. 

O corte e feito por esmagamento e queima por uma temperatura de 400 graus, evitando assim o sangramento e a penetração de doenças pelo corte da cauda. Mais informações podem ser obtidas no e-mail: minosso@certto.com.br

O que é sanidade animal?

A saúde animal, numa visão ampliada, envolve questões relacionadas a enfermidades dos animais, saúde pública, controle dos riscos em toda a cadeia alimentar, assegurando a oferta de alimentos seguros e bem estar animal.

Para assegurar a saúde animal, é necessária a existência de serviços veterinários bem estruturados, capacitados e aptos para detecção e adoção precoce das medidas de controle e erradicação das doenças.
Em sintonia com a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, que reconhece os serviços veterinários como um bem público mundial, o serviço veterinário brasileiro, responsável pela condução da política de saúde animal, compartilha com o setor privado as responsabilidades para aplicação das medidas que objetivam a melhoria da saúde animal.

A extensão territorial e as condições climáticas; os programas voltados para a sanidade animal e segurança do alimento posicionam o Brasil como um dos maiores produtores de carne bovina e com potencial para atender as exigências específicas de mercado.

A cadeia produtiva é caracterizada pela criação de animais a pasto, ou pelo sistema intensivo ou semi-intensivo (confinamento), no qual, o gado é alimentado por grãos, sendo proibido o uso de proteína de origem animal (exceto produtos lácteos).

Também atendendo exigências internacionais, a rastreabilidade na cadeia produtiva inicia-se na fazenda e estende-se a indústria frigorífica, desde a recepção e abate dos animais, até o processamento, estocagem e expedição dos produtos, conforme o Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (SISBOV).

Com tantas vantagens competitivas, o Brasil segue na disputa e conquista de novos mercados de modo que a carne bovina brasileira continue sendo apreciada por consumidores no mundo todo.